BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, LIBERDADE, Mulher, de 20 a 25 anos, English, Italian, Arte e cultura, Moda, Ética, Design de Produto, Raiz da Terra MSN - lucianjung@hotmail.com
Nove empresas de Nova Serrana e seis de Guaxupé irão lançar as coleções outono/inverno na próxima edição da Couromoda - Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro. As empresas de Nova Serrana receberam consutoria das estilistas Glória Coelho e Sandra Silveira para o desenvolvimento das coleções. E as de Guaxupé foram orientadas pelo estilista Walter Rodrigues. A estratégia faz parte dos projetos de reposicionamento do setor apoiados pelo Sebrae em Minas Gerais.
O empresário de Guaxupé Odilon dos Anjos Couto expõe pela primeira vez na Couromoda e vai apresentar oito modelos de sandálias. “Trabalhava apenas com o couro, mas o Walter me propôs uma linha de sintéticos”, conta. Proprietário da Natabru Calçados, Odilon frisa que o projeto possibilitou maior organização dos processos, aumento da produtividade e melhoria dos produtos. “Só conseguia vender para lojas pequenas. Hoje meu produto está em lojas de shopping do interior de São Paulo”, comemora o empresário. Com uma produção de 250 pares/dia e nove funcionários, Odilon adianta que a coleção é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma nova linha. "Meu objetivo é produzir o scarpin, um calçado feminino mais fino”, conclui.
Com uma vocação para calçados esportivos, os empresários de Nova Serrana estão empenhados em mostrar ao mercado que o pólo também lança moda. O empresário Júnior César Silva, da Cromic Calçados, investiu no desenvolvimento de 10 modelos masculinos, femininos e infantis inspirados em carros. “Cada empresa tem seu diferencial e traz uma identidade para o projeto”, comenta. Segundo ele, a preocupação com o estilo é resultado das ações de design, que incluem a consultoria de estilistas renomados, pesquisas focadas em temas, estudo de tendências e desenvolvimento de coleções.
O salto de qualidade das empresas pode ser comprovado pelo maior investimento em criação. “Há cinco anos tínhamos 10 modelistas que atendiam toda a cidade. Esses profissionais faziam o mesmo modelo para cerca de 40 empresas. Com o trabalho de qualificação, hoje são 100 modelistas em Nova Serrana”, destaca Silva.
Novos nichos
A expectativa de alcançar outras camadas de público anima o empresário de Guaxupé João Vitor Prince, da Calçados JVP. Há 18 anos no ramo, com 22 funcionários e uma produção de 400 pares/dia, João Vitor participa pela segunda vez da Couromoda. “Dividimos os custos de desenvolvimento dos produtos, recebemos consultorias gerenciais e agora vamos buscar um novo mercado. Temos produtos melhores que vão nos render uma margem de lucro maior”, avalia.
“O projeto estimula a criatividade e a inovação nas empresas”, comenta o empresário José Donizete Pires, dono da Speed Horse e presidente da Associação do Setor Calçadista de Guaxupé (Associg). “Em dois anos progredimos em conhecimento de modelagem e tecnologia, aumentamos a produtividade, reduzimos o desperdício, investimos na formação de mão-de-obra e em novos mercados”, avalia. Com 14 funcionários e 13 anos de mercado, a Speed Horse vai levar três novos modelos para a Couromoda: um sapato social masculino e dois femininos. É uma aposta inovadora da empresa, que tem 50% da produção concentrada na linha rural. “Estamos recomeçando, temos um novo norte”, resume Pires.
Proprietário da Rapha Calçados, de Nova Serrana, Gilberto Silva acredita que a Couromoda será uma vitrine para a nova fase das empresas do pólo. “Há quase dois anos invisto em criação. Vamos mostrar ao Brasil que temos identidade e deixar pra trás a imagem de pólo copiador”, entusiama-se. A empresa atua no segmento infantil e vai apresentar na feira uma coleção inspirada em carros e insetos. Com 46 funcionários, uma produção de 500 pares/dia e um faturamento mensal em torno de R$ 170 mil, a Rapha se prepara para um novo desafio. “Em 2008 vamos trabalhar mais com representantes e ampliar nossa atuação no Brasil”, adianta o empresário que hoje tem vendas concentradas no sul, parte do sudeste e em um estado do nordeste.
COUROMODA 2008
Maior evento de negócios do setor da América Latina, a Couromoda reúne 1,2 mil expositores que respondem por 90% da produção brasileira. Na edição de 2007, a feira recebeu 70 mil visitantes e gerou R$ 5,2 bilhões em vendas.
14 a 17 de janeiro de 2008 Parque Anhembi - São Paulo
Pólo calçadista de Nova Serrana *
Empresas: 1.080 na região Empregos: 50 mil diretos e indiretos Produção: 410 mil pares/dia Faturamento em 2006: R$ 600 milhões O pólo responde por 55% da produção nacional de calçados esportivos e é o primeiro do país em número de empresas e produção. *Fonte: Sindicato Intermunicipal de Nova Serrana (Sindinova)
Pólo calçadista de Guaxupé*
Empresas - 140 fábricas e três curtumes de médio porte Empregos - 4,5 mil diretos Produção - 30 mil pares/dia *Fonte: Associação do Setor Calçadista de Guaxupé (Associg)
Fonte: Assessoria de Comunicação Sebrae Minas - em 18/12/2007
Núcleo Divino Minas na bolsa de negócios da moda carioca
Um mergulho na própria história foi a proposta lançada pelo estilista Ronaldo Fraga a seis confecções de Divinópolis. As empresas, que compõem o núcleo Divino Minas, irão participar do Fashion Business com coleções outono/inverno de moda praia, masculina, feminina e infantil.
O evento será realizado de 8 a 11 de janeiro, no mesmo período da semana da moda carioca, o Rio Fashion Week. É a quarta vez consecutiva que o pólo de confecção de Divinópolis participa do Fashion Business. “O Divino Minas é um dos grupos de confecção mais organizado do Brasil no momento, com o mérito de oferecer tudo o que uma multimarca de confecção precisa”, ressalta o estilista Ronaldo Fraga.
Fraga acompanha o grupo desde o início do projeto de desenvolvimento do setor, em 2005. Ele coordena os trabalhos de criação do grupo e fortalecimento da identidade das marcas. “As empresas estão familiarizadas com a pesquisa de moda. Elas já mergulharam no universo de Adélia Prado, fizeram uma coleção inspirada nos limites do corpo e outra que focou os temas identidade e transformação”, avalia. Para o próximo Fashion Business, cada marca levará uma média de 30 modelos. Tecidos de algodão colorido e malha de bambu são destaques nas roupas que, segundo Fraga, refletem uma postura crítica e responsável dos empresários em relação ao desperdício e às relações de trabalho.
O projeto desenvolvido em Divinópolis abrange diversas ações para reposicionar o setor nos mercados interno e externo. “O Divino Minas integrou as empresas e e estimulou um padrão de qualidade que passa pelo design próprio”, avalia José Eurides Corrêa, proprietário da J.Eurides. O acompanhamento de um estilista, de acordo com o empresário, garante originalidade aos produtos e dá credibilide às marcas.
No Fashion Business a J. Eurides apresentará camisas de malha inspiradas em Cuba, escolhida pela admiração do empresário à ilha. “O tema da coleção é Um final de semana em Havana. Tudo está bastante colorido, misturamos materiais, apostamos na lavagem de tecidos e escolhemos estampas que fazem referência a cafeterias, fábricas, carros e outros ícones locais”, adianta Eurides. Há oito anos no mercado, a empresa tem 25 funcionários, uma produção de 7 mil peças e um faturamento anual de R$ 2,4 milhões. Mantém um show-room na fábrica em Divinópolis e tem planos de expansão para 2008. “Pretendo aumentar em 20% o nosso faturamento”, estima Eurides.
Maria Célia Lara Calixto, proprietária da Cactus, também está animada com os negócios. No início de 2007 a empresa ganhou nova sede três vezes maior que a antiga fábrica. “Ocupamos um prédio de quatro andares, com área de 600 metros quadrados”, orgulha-se a empresária. A nova coleção de roupas masculinas e femininas conta um pouco da trajetória da Cactus.
A empresa nasceu há 21 anos por uma iniciativa de Maria Célia e do irmão dela, Fernando Antônio Lara. “Viemos de uma família muito humilde, meu pai trabalhou com dificuldade para educar os oito filhos. Crescemos com o sonho de retribuir a ele esse esforço”, conta a empresária. O início dos negócios foi difícil: capital reduzido e pouca experiência no ramo. “Trabalhávamos em um quarto na casa de nossa mãe. A família toda pregava botão a mão, costurando até tarde. Foi assim durante quase um ano”, recorda Célia.
A gestão familiar deu certo e a Cactus tem hoje 45 funcionários e uma estrutura que abrange quatro lojas em Divinópolis e uma em Nova Serrana. No ramo de moda feminina e masculina, a empresa vai contar sua história no Fashion Business com a coleção Sonho azul. “Meu irmão é meu ídolo, sempre trabalhos juntos. Infelizmente ele morreu antes de presenciar o sucesso da empresa. Esta coleção traduz a harmonia e a vontade de nossa família ao apostar neste negócio. É nossa história”, alegra-se a empresária.
O sonho dos empreendedores vai estar modelado principalmente no jeans, mas também em tecidos como tricoline, sarja, viscocrepe, moleton e meia-malha. “Nas estampas buscamos a simplicidade: brincadeiras de infância, natureza, ingenuidade”, adianta Célia. Ingredientes que ajudaram a consolidar a empresa, que não abre mão da própria marca e já está presente em lojas do Sudeste, Sul e parte do Centro-oeste brasileiro. “Os trabalhos desenvolvidos no Divino Minas valorizaram nossos produtos. Melhoramos dia a dia nosso design e temos planos de abrir um show-room do grupo em 2008”, conta.
Alta costura
A volta às origens é a aposta da empresária Maria Aparecida Malta, mais conhecida como Cida, para a coleção. À frente da Sintonia há 15 anos, Cida conta que a empresa começou fazendo moda casual, mas com o passar dos anos se especializou na linha festa. “Voltamos ao casual chique com o conhecimento de quem trabalha alta costura. Primamos pelo capricho na modelagem e no acabamento das roupas femininas”, destaca a empresária. Esse diferencial da empresa vai estar implícito nas estampas que brincam com o processo de produção da roupa e trazem desenhos de croquis, fitas métricas, manequins, provas e alfinetes, uma sugestão ao processo de montagem da roupa.
A participação no Fashion Business é uma das estratégias da Sintonia para ampliar a participação no mercado. A empresa contratou um representante no Rio de Janeiro para manter contato com os clientes prospectados no evento. “Já conseguimos vender roupas para a Globo”, comemora a empresária. Na nova coleção, a Sintonia aposta em tecidos como o couro sintético, malha metalizada, chifon encerado”, adianta. E dá início a um projeto de sustentabilidade desenvolvido em parceria com a Faculdade de Arte e Design de Divinópolis. “Vamos abolir embalagens plásticas e trabalhar com sobras de tecido”, informa Cida.
Confecção em Divinópolis
O projeto de desenvolvimento do pólo de confecção de Divinópolis é coordenado pelo Sebrae Minas, em parceria com o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), por meio do Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (Progex).
Perfil do setor: Empresas – 1,3 mil Empregos – 22 mil diretos e indiretos Faturamento anula – R$ 720 mil Participação no PIB municipal – 30%
Serviço: Fashion Business – evento paralelo ao Rio Fashion Week Local: Marina da Glória – Rio de Janeiro Data: 04 a 07/06
Confecções de Muriaé participam do Fashion Business
Seis empresas de Muriaé (MG) estão se preparando para a 11ª edição do Fashion Business, de 8 a 11 de janeiro - mesmo período da semana da moda carioca, o Rio Fashion Week. É a primeira vez que o pólo de confecção localizado na Zona da Mata mineira participa de um dos principais eventos de negócios setor.
A 10ª edição do Fashion Business, promovida em junho deste ano, gerou R$ 426 milhões em vendas para o mercado interno e US$ 14 milhões em exportações. A participação das empresas de Muriaé no evento é uma das estratégias do projeto de reposicionamento do pólo nos mercados interno e externo. Com o apoio do Sebrae Minas e de instituições parceiras, empresas do setor participam há quase três anos de ações para melhorar a gestão e expandir os negócios.
Depois de 14 anos abrindo mão da autoria dos produtos, a Beleza Rara irá apresentar 15 modelos no Fashion Business. Com 70 funcionários e um faturamento de R$ 300 mil, a empresa fabrica lingerie noite (camisola, pijama, baby dool) e fornece para grandes magazines como, Riachuelo, Marisa e Leader. “Desenvolvelmos o produto, mas não colocamos nossa etiqueta. Esta coleção é um ponto de partida para lançarmos nossa marca no mercado”, avalia o empresário Carlos Magno de Oliveira.
Com sede em Eugenópolis, a 25 quilômetros de Muriaé, a Nato e Nanda vai levar vestidos, saias, bermudas e camisetas infantis para a bolsa de negócios da moda carioca. O trabalho deu novo ânimo à empresa. “Fiquei mais organizada para desenvolver uma coleção: catalogar, ver amostras de fornecedores diferentes, pesquisar”, comenta a empresária Fernanda Figueiredo. Com um faturamento mensal de R$ 35 mil e sete funcionários, a empresa tem planos de expansão para 2008. Queremos ampliar nossa produção de cinco mil para oito mil peças/mês e contratar mais quatro funcionários”, completa Fernanda.
As empresas irão apresentar uma coleção coordenada pelo estilista Renato Loureiro, composta por roupas femininas, infanto-juvenis e lingerie. A nova coleção tem as ervas medicinais como tema, uma tradição presente nos quintais e nas receitas caseiras de Muriaé e região.
Consolidada como uma referência no mercado têxtil brasileiro, Muriaé já movimenta mais de R$ 230 milhões por ano, o que corresponde a 44% do PIB regional. Nos últimos anos, o pólo vem investindo em máquinas e equipamentos modernos, no desenvolvimento de produtos, em pesquisa, utilização de tecidos inovadores e, principalmente, no design.
Recentemente, a região de Muriaé foi certificada pela Secretaria de Estado de Turismo como Circuito Turístico Pólo da Moda. Os municípios de Patrocínio do Muriaé, Eugenópolis, Laranjal e Recreio também integram o Circuito. “É o reconhecimento da região como um centro para realização de negócios neste setor”, afirma Sinval Ferreira, presidente do circuito.
Confecção em Muriaé
550 empresas 2,5 milhões de peças/mês 10,5 mil empregos diretos R$ 230 milhões – faturamento anual 44% do PIB regional
Fashion Business
8 a 11/01/08 Marina da Glória – Rio de Janeiro
Empresas participantes
Beleza Rara (lingerie) - Carlos Magno de Oliveira: ( 32 ) 3722-3050 Ki-Fofura (infantil) - Lúcia Helena de Souza Godinho: ( 32 ) 3721-8368 Madrilah (feminina) - Valéria Moreira: ( 32 ) 3721-1280 Nêmesis (lingerie) - Sérgio Belmont Peixoto: ( 32 ) 3722-6501 Nato e Nanda (infantil) - Fernanda Matos ( 32 ) 3724-2086/1485 Zing Zone - André Luiz Pereira Costa: ( 32 ) 3722-3485
Fonte: Assessoria de Comunicação Sebrae Minas - em 18/12/2007
Fernanda Figueiredo - 07 de Dezembro de 2006, 10:18
Confeccionar fuxicos é uma maneira criativa e barata de criar peças de moda e decoração com sobras de tecidos. A reciclagem de materiais é a grande vantagem da técnica.
Para começar a produzir seus próprios acessórios, objetos e roupas, é preciso aprender primeiro a fazer o fuxico. Os materiais utilizados são pedaços de tecido, linha e agulha.
Não há restrição quanto aos tecidos, mas o algodão é o mais indicado para os iniciantes.
Basicamente, a técnica pode ser dividida em quatro etapas:
Risque o avesso do tecido escolhido com lápis ou giz de costura em um molde redondo, que pode ser uma tampinha, um copo ou um círculo de papelão.
Recorte o pano, bote a linha na agulha e comece a alinhavá-lo com a borda virada para dentro até chegar ao ponto de início
Puxe a linha para franzir e vá ajeitando o fuxico com os dedos no meio da trouxinha
Arremate e passe a agulha pelo centro do tecido, para esconder o nó. Depois corte
Rosana Alves, do ateliê Musa Bamba, diz que 4 meses de prática diária podem habilitar uma pessoa a fazer um fuxico "profissional". Ela recomenda dedicar de uma a duas horas por dia ao ofício até que se adquira o domínio da técnica.
Segundo Rosana Pardo, artesã que lida fuxico há cerca de 6 anos, não há regra quanto ao número ideal de pregas a serem feitas no pano, mas quanto mais próximos os pontos, mais aberta a peça ficará; quanto mais distantes, mais franzida. Assim, cada pessoa deve chegar ao seu próprio estilo.
Terminada a fase de aprendizado, pode-se partir para a customização de roupas e acessórios e a confecção de peças mais elaboradas, como blusas e vestidos. Neste caso, é útil ter noções de modelagem. Para juntar os fuxicos, use linhas de tapeceiro. Mais resistentes, elas evitam que as emendas arrebentem.
Lembre-se de que uma pequenina unidade deste trabalho é como uma célula. Um vestido de fuxicos costuma levar mais de mil trouxinhas minuciosamente confeccionadas e dias de trabalho.
Confeccionar fuxicos é uma maneira criativa e barata de criar peças de moda e decoração com sobras de tecidos. A reciclagem de materiais é a grande vantagem da técnica.
Para começar a produzir seus próprios acessórios, objetos e roupas, é preciso aprender primeiro a fazer o fuxico. Os materiais utilizados são pedaços de tecido, linha e agulha.
Não há restrição quanto aos tecidos, mas o algodão é o mais indicado para os iniciantes.
Basicamente, a técnica pode ser dividida em quatro etapas:
Risque o avesso do tecido escolhido com lápis ou giz de costura em um molde redondo, que pode ser uma tampinha, um copo ou um círculo de papelão.
Recorte o pano, bote a linha na agulha e comece a alinhavá-lo com a borda virada para dentro até chegar ao ponto de início
Puxe a linha para franzir e vá ajeitando o fuxico com os dedos no meio da trouxinha
Arremate e passe a agulha pelo centro do tecido, para esconder o nó. Depois corte
Rosana Alves, do ateliê Musa Bamba, diz que 4 meses de prática diária podem habilitar uma pessoa a fazer um fuxico "profissional". Ela recomenda dedicar de uma a duas horas por dia ao ofício até que se adquira o domínio da técnica.
Segundo Rosana Pardo, artesã que lida fuxico há cerca de 6 anos, não há regra quanto ao número ideal de pregas a serem feitas no pano, mas quanto mais próximos os pontos, mais aberta a peça ficará; quanto mais distantes, mais franzida. Assim, cada pessoa deve chegar ao seu próprio estilo.
Terminada a fase de aprendizado, pode-se partir para a customização de roupas e acessórios e a confecção de peças mais elaboradas, como blusas e vestidos. Neste caso, é útil ter noções de modelagem. Para juntar os fuxicos, use linhas de tapeceiro. Mais resistentes, elas evitam que as emendas arrebentem.
Lembre-se de que uma pequenina unidade deste trabalho é como uma célula. Um vestido de fuxicos costuma levar mais de mil trouxinhas minuciosamente confeccionadas e dias de trabalho.
Ana Strumpf cria projeto hype ao reciclar tecidos de decoração
Ela coordena o espaço Garimpo Formatex A jovem Aninha Strumpf, 24, fecha 2003 com chave de ouro, celebrando o sucesso de seu projeto de reciclagem de tecidos Garimpo Formatex, em que trabalha como coordenadora. Ana é formada em Negócios da Moda pela faculdade Anhembi Morumbi se diz apaixonada por artes e por moda. "Cresci no meio de tecidos" diz, sempre sorridente. Seu projeto "Garimpo Formatex" funciona onde antigamente era a ponta de estoque da Formatex, da qual seus pais são donos.
"O acervo de tecidos da loja era gigante e tinha muitas sobras, muitas vezes com pouca metragem", conta. Com seu projeto, tecidos estampados, lisos, listrados, jacquard, aveludados, adamascados e sedas se transformaram em peças de homewear (de móveis a objetos para decoração) e roupas femininas e infantis. "É também algo extremamente ecológico. Seria incrível se todas as empresas pensassem assim".
O projeto começou a ser tocado em janeiro de 2003, a loja abriu meses depois e em setembro virou hype. Daí, Ana chamou jovens estilistas que tinham algo a ver com a idéia de "garimpo" para desenvolver peças com tecidos que não serviam mais para fins de decoração, como as designers Isabela Capeto, Adriana Barra e Daniela Zylberstajn. 18.12.2003
Em meio a tanto glamour a SPFW consegue mostrar que ser ecologicamente responsável é obrigação de todos.
Paredes de papelão, piso fabricado a partir de caixinhas de leite e exposição de peças feitas com materiais ecologicamente corretos são a aposta da edição de inverno do SPFW este ano para mostrar a importância do design sustentável.
"O design sustentável dá início a uma era baseada não no que podemos extrair da natureza, mas no que podemos aprender com ela. O SPFW nasceu e cresceu a partir da idéia de construir uma cultura de moda sustentável", dizia o quadro nomeado de "O poder de transformar", exposto junto com as peças dos estilistas, no segundo andar da Bienal.
Patrícia Vieira trabalhou o couro ecológico de Tilápia (foto 1). O processo de curtimento do couro tradicional utiliza sais de cromo, componente extremamente tóxico e com alto grau de contaminação do meio ambiente. no processo do couro ecológico de Tilápia são utilizados taninos vegetais, eliminando-se esta contaminação. Por serem produzidos em pequenos criatórios artificiais, garantem a não-interferência na biodiversidade, contrariamente às práticas de pesca predatória. Além disso, a utilização de seu couro é um aproveitamento do resíduo desse peixe, destinado fundamentalmente à alimentação.
Lino Villaventura usou em sua criação cascas de sementes de Guatambú (foto 2). As cascas de semente de Guatambú são deixadas na natureza, após a retirada da semente, parte delas é utilizada em cobertura para o solo, e parte delas fica para os agricultores que utilizam para enfeitar suas casas. Muitas delas são comercializadas com a finalidade de serem utilizadas como adorno para vestuário.
A Osklen trabalhou com a seda artesanal ecológica usando detalhes em látex natural da Amazônia (foto 3). A seda orgânica, além de resgatar as técnicas artesanais de fiação deste que é um dos materiais mais nobres e antigos da humanidade, possui também a preocupação quanto aos insumos utilizados ao longo de todo o processo de confecção: do plantio das amoreiras que servem de alimento para o bicho-da-seda, sem utilização de agrotóxicos, até a utilização de pigmentos naturais para a obtenção das diversas opções de cores deste tecido.
Reinaldo Lourenço trabalhou com soft em pet reciclado (foto 4). O Brasil descarta 6 bilhões de garrafas PET por ano, material que leva 300 anos para se decompor no meio ambiente. Sua reciclagem em fibras de poliéster e sua aplicação em tecidos como o soft economizam 76% da energia e reduzem em 71% a emissão de CO², quando comparado à produção do fio convencional.
Huis Clos usou o linhão em algodão orgânico (foto 5). A cultura do algodão orgânico possui também um papel social, propiciando que as cooperativas de pequenos produtores, formadas em torno de seu cultivo, possuam uma relação mais justa e equilibrada com o mercado. A possibilidade de utilização destes fios para a construção de diferentes tramas de tecido, bem como a utilização de pigmentos naturais para seu tingimento, conferem versatilidade a este material.
Fause Haten usou de uma forma maravilhosa o matelassê em pet reciclado (foto 6). A reciclagem do pet possui um importante papel social através da geração de renda para cooperativas de catadores. Hoje 250 mil famílias no Brasil têm a captação de materiais recicláveis como principal fonte de renda. O matelassê, tipo de material muito utilizado na moda e em tecidos de decoração, ganha sua versão sustentável com enchimentos feitos totalmente em fibras de pet reciclado.
Tereza Santos trabalhou com a lã artesanal ecológica (foto 7). Na fabricação da lã orgânica, não são utilizados pesticidas nos pastos e ovelhas, nem hormônios para indução do crescimento da lã. Os processos de tingimento e fixação são feitos com recursos naturais, como folhas de árvores, cinza de fogão, sal e limão. Além disso, possui um importante papel sociocultural nas comunidades de trabalhadores nas quais são produzidas, pois, além de fonte geradora de emprego, auxilia também na preservação de saberes tradicionais associados às técnicas de fiação, tingimento e tecelagens manuais.
Alê Ribeiro usou tecido em papel kraft em sua criação (foto 8). Os tecidos feitos através de resíduos industriais de papel kraft são confeccionados em diversos tamanhos e padronagens, podendo ser utilizados conceitualmente na moda ou em tecidos de decoração. Além de seu papel integrador, por serem manufaturados por pessoas socialmente excluídas, este papel promove o uso inteligente de um recurso de grande importância ambiental: uma tonelada de papel reciclado promove a economia de 10.000 litros de água e evita o corte de 17 árvores.
André Lima assim com a Osklen, trabalhou a seda artesanal ecológica misturando com o soft em pet reciclado, como fez Reinaldo Lourenço (foto 9).
Gloria Coelho usou o não-tecido em Pet reciclado (foto 10). Hoje já é possível, graças à inovação tecnológica, produzir materiais constituídos integralmente de fibras de Pet reciclado. Denominados de "não-tecido", pelo fato de não serem elaborados em trama, e sim por uma técnica de prensagem, são utilizados em lapelas de ternos e enchimento de gravatas, além de se tornarem peças de vestuário na mão de estilistas criativos.
Alexandre Herchcovitch trabalhou o látex da Amazônia (foto 11). A produção de látex natural da Amazônia é feita de forma que o seringueiro possa trabalhar com sua família em sua micro-usina de processamento, evitando-se intermediários e agregando valor ao produto. Além de beneficiar 220 famílias na região Norte, este projeto, desenvolvido em parceria com a UNB e o IBAMA, contribui para a sustentabilidade da atividade extrativa da borracha na Amazônia. Através dele, os seringueiros enxergam o extrativismo não como um meio de exploração e sim de preservação da floresta.
Samuel Cirnansck usou a malha em Pet reciclado como material para sua criação (foto 12). As fibras de poliéster feitas a partir de Pet reciclado possuem características de performance idênticas ao convencional em termos de resistência, durabilidade, estabilidade dimensional e solidez da cor. Associadas a fibra de algodão, propiciam a confecção de tecidos e malhas com ótimo caimento e toque diferenciado.
Detalhamento dos tecidos retirados dos quadros expostos junto às peças. Fotos: Fashion School Brazil
O Comércio de Sucatas Avareí, preocupado em reduzir a demanda de sobras industriais em aterros sanitários, criou em sua área operacional um setor exclusivo para desenvolvimento e reaproveitamento de sobras têxteis e tecidos técnicos (tnt) em geral. No total, são processados cerca de 50 toneladadas de tecidos, fios, tnt, fibras etc. Com isso, sobras que antes eram lançadas em lixões e aterros, hoje ganham outros destinos, sendo transformados em produtos diversos como almofadas, forros, selas, tapetes, entre outros. Quando se protege o meio ambiente, se protege a vida!
Entre as diversas atividades na área de reciclagem, reaproveitamento e transporte de lixo, o COMÉRCIO DE SUCATAS AVAREI possui um departamento exclusivo para sobras de tecido e não tecido industriais. O que antes poluía ainda mais o aterro sanitário, hoje passam a ser reaproveitado e vendido em nossa loja, específica para produtos como:
- TNT; - Tecidos Diversos; - Napa, corino e laminados em geral; - Espuma, fibra e outros para enchimento; - Carpete , E.V.A, plásticos, lonas, etc.
Para mais informações, entre em contato conosco pelo telefone (12) 3951-2574.
Procuro uma maneira de reciclar tecidos de sobras de confecções em tamanhos variados Onofre
Onofre, até onde pudemos apurar, não há reciclagem de tecido, mas a reutilização ou reaproveitamento. O reuso pode ser para técnicas artesanais ou não, como o fuxico, confecção de tapetes, mantas, cobertores, artigos de selaria, preenchimento de bichos de pelúcia ou travesseiros.
Os tecidos recebem um tratamento diferente para cada destino. Alguns são triturados, outros são desfiados, cortados ou colados.
O Setor Reciclagem agradece a Sucatas Avarei, que trabalha há 18 anos no destino de resíduos industriais, pelas informações. Visite o site www.sucatasavarei.com.br