
. . : : e t i c a t : : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e t h i c a l . . f a s h i o n !
Aviamentos ecológicos: onde estão vocês???
EcoWood Rio: madeira plástica: http://www.ecowoodrio.com.br/index.htm Pouca gente conhece a madeira plástica, mais ligada à construção civil. A Natura (cosméticos) usa em algumas embalagens; já vi em pequenos objetos de casa... Coquim: fibra de coco: http://www.coquim.com.br/ Ainda há poucos fornecedores, e geralmente ligados à jardinagem. Há tanto a ser explorado... Mas eu quero mesmo são aviamentos ecológicos!!! Ó a birra! ehehehe
Escrito por Lu Duarte às 17h53
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Nutripack e Nutrispuma
Clariza: Nutripack/Nutrispuma: http://www.clariza.com.br/ A Clariza também apóia pesquisas de cientistas da Unicamp, juntamente com a Khel Polímeros, para o desenvolvimento de berços e calços orgânicos que substituem o EPS (isopor), produto tóxico e que se decompõem em 100 anos. Atualmente trabalha no desenvolvimento de um material inovador, eficaz e ecologicamente correto, o Nutripack/Nutrispuma, que pode ser conjugado com as embalagens de papelão para o transporte adequado de produtos. Além de promover a redução do consumo de árvores, é um material orgânico, que após a utilização como berço ou calço protetor, pode ser reintegrado à natureza, sendo utilizado na terra como adubo.
Escrito por Lu Duarte às 17h47
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+++ marcas de Moda Ética
Tudo na onda do estilo eco chic internacional, bem casual. Bíbico: http://www.bibico.co.uk/ Inglesa do interiorrr.  
Jackpot: http://www.jackpot.dk/ Educada e eco-correta.  
Brain Tree Hemp: http://www.braintreehemp.co.uk/ Baseado no natural. (Os fornecedores de tecido de cânhamo são dificílimos!!!) 
Escrito por Lu Duarte às 17h56
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Os determinantes do estilo
Os aspectos de percepção, que influem no estilo de produtos, podem ser classificados em três níveis. O estilo é determinado, no nível básico, por aquilo que o nosso sistema visual percebe. O primeiro impacto de um produto é provocado pela imagem visual no nível da pré-atenção. Isso serve não apenas para determinar a nossa primeira percepção visual, como também a direção em que os olhos serão focalizados, para um processamento mais detalhado da imagem no instante seguinte. Há regras bem definidas tanto para a fase de pré-atenção, como para o processamento visual, que podem ser aplicadas no estilo de produtos. No nível intermediário, existem alguns atributos específicos do nosso processamento visual, que nos tornam especialistas em perceber e avaliar certos tipos especiais de imagens visuais. Incluem-se nessa categoria, a percepção do rosto humano e das formas orgânicas. No nível mais elevado, o estilo é determinado pelos fatores sociais, culturais e comerciais. Os valores culturais, que predominam em uma certa fase histórica, determinam a importância de diferentes aspectos do estilo de produtos. Dentro de cada contexto cultural, as tendências sociais determinam as modas. E as modas envolvem muitos interesses econômicos. Uma mudança da moda pode causar o encalhe de enormes estoques, com grandes prejuízos, e assim, esse processo é controlado pelas empresas que lançam as modas. Portanto, o estilo de produtos é um assunto complexo, com influência de diversos fatores, que devem ser considerados. A criação de um produto atrativo não depende somente de design. Ela não pode ser considerada apenas como algo que acontece em um determinado ponto – uma espécie de injeção de estilo, que é aplicada em um certo momento. E não é algo que se acrescente no final do projeto. Muitas empresas que usam consultoria em design cometem esse erro. Elas desenvolvem primeiro os aspectos técnicos e funcionais do produto e depois remetem o mesmo a um designer para a estilização. Nesse ponto, quase todos os fatores do projeto já foram definidos e então o estilo não passa de um exercício superficial e cosmético – uma forma mais curva aqui, uma cobertura ali e uma escolha de cores. Quando isso ocorre, já se perderam quase todas as oportunidades de contribuição do design ao projeto. O estilo do produto deveria ser uma atividade integrada, trabalhando junto com áreas técnicas, em todas as fases do projeto. As decisões sobre o estilo precisam ser tomadas em todas as fases desde o planejamento do produto até a engenharia de produção. BAXTER, M. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. São Paulo: Blutcher, 2000. Página 45.
Escrito por Lu Duarte às 14h05
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Botões recicláveis de Portugal

Botões feitos em Portugal a partir de papel reciclado, sêmola de batata, milho, marfim-vegetal, algodão, restos de madeira, plantas e frutos estão a ser procurados por estilistas e marcas de moda de todo o Mundo. Estes botões ecológicos biodegradáveis estão a ser fabricados no Louro, Famalicão, pela Louropel, empresa portuguesa que detêm uma «tecnologia patenteada única no Mundo» e é a maior fabricante mundial de botões. «Os norte-americanos gostam muito dos nossos botões ecológicos. Comprámos há quatro anos esta patente em Itália. É um processo de fabrico único», disse o gerente geral da Louropel, Avelino Rego, em entrevista à Agência Lusa. A empresa está a conseguir vender botões para a China, Índia e Bangladesh, onde a mão-de-obra é muito mais barata, porque «as marcas norte-americanas de vestuário dão instruções aos fabricantes asiáticos para porem botões ecológicos da Louropel». O empresário referiu que entre os mais procurados estão os botões que, na sua composição, têm «50 a 70 por cento de papel reciclado», misturado com outras matérias-primas, como a resina de poliéster. Os materiais biodegradáveis são triturados e transformados em farinha, sendo depois misturados com outras matérias-primas em amassadeiras da indústria da panificação, formando uma pasta que é prensada, cortada em rodelas, furada e cozida até à formação dos botões. A empresa aproveita todas as sobras do corte em rodelas, quer no processo tradicional quer no ecológico, para fazer botões reciclados, também por trituração até ficar em farinha. «A Louropel sempre investiu em tecnologia e sempre esteve na vanguarda. Quando o meu pai criou a empresa, em 1966, foi pioneiro no automatismo. Ele trabalhou na Fábrica de Botões Santo António, e por isso tinha a escola tradicional», afirmou Avelino Rego. Localização perfeita Beneficiando da localização estratégica do Louro, no centro dos vales do Ave e Cavado, a Louropel acompanhou o ritmo de crescimento da economia da região, muito baseado nas indústrias têxtil e do vestuário, ultrapassando as outras fabricantes de botões, como a Manuel Sousa Lopes, Luís Carvalho & Filhos e Bofitel, todas no concelho de Famalicão. A Louropel detém actualmente cerca de 75 por cento do mercado nacional de botões, que, contudo, já só representa 15 por cento da facturação da empresa, depois da aposta na internacionalização em meados dos anos 1990. «Tivemos de ter a coragem de fazer novos investimentos, na pior altura», frisou Avelino Rego, notando que a concorrência não fez o mesmo, pelo que sofreu grandes quebras com a transferência para a Ásia e Norte de África de inúmeras fábricas têxteis do Vale do Ave. Nas três fábricas no Louro, todas situadas próximo da casa do fundador da empresa, Carlos Rego, a Louropel utiliza três processos distintos de fabrico de botões, desde os tradicionais tubos metálicos e películas à mais moderna produção a lazer e por moldes. Uma máquina a laser grava nos botões, um a um, qualquer textura que seja programada no computador que a acompanha, enquanto os moldes são utilizados, sobretudo, para botões metálicos e botões maleáveis, estes destinados ao vestuário de criança.
Fonte: http://diario.iol.pt/noticia.html?id=983063&div_id=4070, crédito: Marlova
Escrito por Lu Duarte às 21h26
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Francal + Ecologia no calçado
- Feminino: Bolsa com fibra extraída de reciclagem de garrafa pet e lona desenvolvida com 15% de fio reciclado de pet e 85% de fibras de algodão reciclado.
- Calçados com forro e palmilha confeccionados com fibra orgânica de bambu.
- Tênis ecológico confeccionado com malha de bambu no forro interno, fibra de bananeira em detalhes de alguns cabedais, couro e contraforte biodegradáveis, solado com borracha reciclada, cola a base d’água e atacadores confeccionados com lona de garrafas PET.
Fonte: http://www.brazilianfootwear.com.br/noticias_francal-2008-comeca-nesta-terca-feira.html
Escrito por Lu Duarte às 20h56
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Palmilhas ecológicas
Informe publicitário hiper mal escrito, sobre um produto que nem é tão tecnológico assim... Amanhã Pensando no amanhã, hoje! Assim, a Indústria de Calçados Surf Star lança um produto ecologicamente correto: palmilhas que vão proporcionar muito conforto aos pés sem agredir a natureza. A incorporação de características ambientais aos produtos é uma tarefa que envolve, em alguns casos, mudanças drásticas no processo produtivo, visando o abandono de tudo aquilo que possa comprometer a qualidade ambiental do que está sendo produzido. A Indústria de Calçados Surf Star realizou este processo com anos de trabalhos e pesquisas, consolidando assim um produto ecologicamente correto, denominado “Palmilha Ecológica”. Confira os benefícios da aquisição deste produto verde, que não gera resíduos para descarte em aterros sanitários, reduzindo os danos ambientais: · É um produto não tóxico; · É um produto que não prejudica a natureza e nem aos seus usuários; · É um produto 100% reciclável; · Não utiliza nenhuma forma de adesivos ou colas; · Possui composição de resina expansiva e tecido; · Excelente duração de memória; · Anatomia ortopédica; Entretanto, a maior vantagem do uso de palmilha ecológica, é a grande capacidade de redução de resíduos descartados no meio ambiente provenientes de palmilhas feitas de EVA, sendo que a “Palmilha Ecológica” não gera nenhum resíduo para poluir a natureza [claro que gera, se considerarmos todo o ciclo de vida do produto!]. Esta é a melhor aquisição para sua empresa: um produto amigo da natureza. E mais, a “Palmilha Ecológica” também pode [PODE? Ou tem ou não tem?] ter propriedades antimicrobianas, tanto no tecido quanto na resina. Mais informações pelo telefone: (37) 3226-1147 Fonte: revista Risa, ano V, nº 16, jan/fev/mar 2009
Escrito por Lu Duarte às 20h47
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Punk acadêmico
Eis-me no domingo à noite, finalmente com a internet instalada no novo apto., organizando arquivos e lendo e-mails... Por vezes, comentei aqui no blog sobre o John Ralws, filósofo político, cuja obra principal, Uma teoria de justiça, estudei há uns anos, antes de começar o curso de Design de Produto. Rawls foi professor em Harvard e sua obra é derivada das idéias originais que ele lecionou em sala, durante mais de 20 anos. A idéia dele de justiça muito pode contribuir para um entendimento mais amplo sobre Moda Ética. Na 6ª feira passada, conversei com meu prof. (de Fatores Filosóficos, Sociais e Culturais) que me estimulou a estudar Moda Ética, sobre escrever um projeto de extensão sobre esse assunto (sem ser iniciação científica, que já fiz, na área de design jóias e química inorgânica, na UEMG e na UFMG). Então, em breve, devo desenvolver melhor o assunto, em termos acadêmicos. Era algo que eu queria há algum tempo, e a proposta do prof. veio em boa hora. Será através do Núcleo de Estudos em Teoria e Cultura do Design, no Centro de Extensão da Escola de Design (ED-UEMG). E, lendo um e-mail da mamma, com uma citação do Thoreau (dele, eu li Walden ou a Vida nos Bosques, de quando ele foi viver como um ermitão sem pagar imposto pro governo dos EUA, e A desobediência civil e outros escritos), achei que devia publicar aqui um artigo meu, o 1º de todos, a respeito da desobediência civil na ótica de Ralws. Tive a orientação de um prof. da FACAPA e outro da USP. Bom, como o blog é de moda, sugiro que vistam Vivienne Westwood e ouçam The Sex Pistols.  "TODAS AS GERAÇÕES RIEM DAS MODAS ANTIGAS, MAS SEGUEM AS NOVAS RELIGIOSAMENTE". ! ! ! . . . Henry David Thoreau, pensador americano (1817-1862)
Escrito por Lu Duarte às 19h44
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DUARTE, Luciana dos Santos. O direito à desobediência civil em John Rawls. Artigo referente a conclusão do Curso de Extensão: Ética e Filosofia do Direito da Faculdade Católica de Pouso Alegre, 2007.
RESUMO Apresenta a Teoria de Justiça de Rawls através de A Revolução dos Bichos de Orwell. Diferencia a teoria ideal da teoria não-ideal. Analisa a desobediência civil em suas três justificativas. Ressalta o direito à desobediência civil na teoria rawlsiana e na constituição brasileira. Conclui que a desobediência civil é urgente em todas as sociedades não-ideais, cujos procedimentos políticos legais falharam na promoção da justiça como equidade. Palavras-chave: desobediência, não-ideal, constituição, justiça, direito. DUARTE, Luciana dos Santos. The right to the civil disobedience in John Rawls. Final article for conclusion of the Course of Extension: Ethics and Philosophy of the Right of the Faculdade Católica de Pouso Alegre, 2007. ABSTRACT The article shows the Theory of Justice, written by John Rawls, by The Animal Farm, written by George Orwell. It differentiates the ideal theory from the no-ideal theory. It analyses the civil disobedience under its three justifications. It points out the right to the civil disobedience in Rawls’ theory and in the Brazilian’s constitution. It concludes the urgency of civil disobedience in all no-ideal societies, which legal political procedures failed on the justice as equity promotion. Key-words: disobedience, no-ideal, constitution, justice, right.
Escrito por Lu Duarte às 19h10
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Noções básicas da teoria rawlsiana através de fábula de George Orwell Doutrina moral abrangente ou neocontrato social, a teoria de justiça de John Rawls suscita muitos debates a seu respeito. Isso porque se a pregação de Rawls a favor da limitação dos benefícios obtidos pelos mais talentosos desgosta a maioria dos teóricos conservadores (é injusto retirar do talentoso as vantagens legítimas adquiridas por ele), a questão da equidade sobrepor-se como um sucedâneo à igualdade, fere os princípios dos teóricos democráticos mais radicais. Aparentemente, ele descarta a possibilidade de haver uma distribuição dos bens igual para todos. Rawls aposta mais na eficácia da equidade para aparar os feitos negativos da desigualdade. No entanto, para entendermos do que se trata a teoria de justiça rawlsiana não basta explicá-la em linhas gerais: é necessário contextualizá-la, de modo que se torne especialmente clara para a sociedade que ainda desconhece o legado intelectual de John Rawls. Assim, tomemos A Revolução dos Bichos, obra literária de George Orwell, a fim de melhor compreendermos pontos essenciais, principalmente a questão da desobediência civil, de Uma Teoria de Justiça. Lançada em 1945, A Revolução dos Bichos é uma fábula de crítica ao totalitarismo. Ela denuncia os caminhos distorcidos do poder ilimitado, e é considerada o maior libelo que até hoje se escreveu em nome da liberdade. Sumariamente, narra a história de animais de uma granja (Granja do Solar) na Inglaterra que, organizados e determinados, tomam-na de seus superiores, os humanos, e a transformam na Granja dos Bichos, regulamentada por sete mandamentos: 1. “Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo. 2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo. 3. Nenhum animal usará roupas. 4. Nenhum animal dormirá em cama. 5. Nenhum animal beberá álcool. 6. Nenhum animal matará outro animal. 7. Todos os animais são iguais”. 1 Com o tempo, os porcos – protegidos pelos cachorros – começam a liderar a Granja dos Bichos, alterando os sete mandamentos, sem que a maior parte dos animais percebesse, pois estes mal sabiam ler e, de uma maneira geral, caracterizavam-se por sua credulidade, obediência e ignorância. A alteração dos mandamentos legaliza a humanização dos porcos, os quais acabam por usar roupas, dormir em camas, andar sobre duas pernas, beber álcool, mostrarem-se hostis e matarem outros animais. Finalmente, os porcos mudam o nome de Granja dos Bichos para Granja do Solar, quando os demais animais (exceto os cachorros) já não conseguem distinguir um porco de um homem e um homem de um porco. Rawls entra na história de fato, no instante em que Benjamim, um burro observador, lento, calado, sério, incrédulo e pessimista, lê não os setes mandamentos alterados, mas um único mandamento em lugar dos sete, dizendo: “TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS MAS ALGUNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS”. 2 A desigualdade entre as partes é o que justifica a teoria da justiça como equidade. É no início da história, quando os animais se organizam para a revolução contra os humanos, e nenhum sabe qual será seu papel na sociedade pós-revolução, que se entende a posição original, um dos muitos termos característicos de Uma Teoria da Justiça. “A posição original é a situação hipotética na qual as partes contratantes (representando pessoas racionais e morais, isto é, livres e iguais) escolhem, sob um “véu de ignorância”, os princípios de justiça que devem governar a “estrutura básica da sociedade”. Esta, por sua vez, traduz o modo pelo qual as instituições sociais, econômicas e políticas (constituição política, economia, sistema jurídico, formas de propriedade) se estruturam sistemicamente para atribuir direitos e deveres aos cidadãos, determinando suas possíveis formas de vida (projetos e metas individuais, idéias do bem, senso de justiça)”. 3 No caso dos animais, seus princípios de justiça eram os sete mandamentos. No caso de Rawls, os princípios de justiça a regular uma sociedade são dois, sendo o segundo dividido em duas partes: “Primeiro: Igual liberdade: Todas as pessoas têm igual direito a um projeto inteiramente satisfatório de direitos e liberdades básicas iguais para todos, projeto este compatível com todos os demais; e, nesse projeto, as liberdades políticas, e somente estas, deverão ter seu valor eqüitativo garantido”. 4 “As mais importantes liberdades são: política (o direito de votar e de ocupar um cargo público), de expressão e reunião, de consciência e de pensamento, da pessoa (integridade pessoal, qual seja, proteção contra agressão física e psicológica), o direito à propriedade privada (que não inclui a propriedade de bens produtivos) e a proteção contra prisão e detenção arbitrárias”. 5 Segundo: Igualdade eqüitativa de oportunidades (primeira parte) – Princípio da diferença (segunda parte): As desigualdades são justas quando promovem benefícios para todos (primeira parte), inclusive e principalmente para os menos favorecidos (segunda parte). Esse é o “clímax” da teoria, pois Rawls faz das desigualdades um subcaso das igualdades. Um exemplo clássico (e questionável) do princípio da diferença é a utilização do sistema de cotas para negros nas universidades públicas brasileiras. O sistema de cotas cria uma desigualdade no ingresso às universidades, de modo que os negros, tidos como desfavorecidos na educação brasileira em relação aos brancos, teriam, através desse sistema, uma oportunidade real de ingressarem no ensino superior público. É importante frisar que esse princípio não leva em conta o mérito e o talento pessoais, pois brancos mais capazes que negros são preteridos no sistema de cotas. Uma coisa que não se pode estabelecer na posição original é o plano de vida do indivíduo, até porque as partes estão sob o véu de ignorância e não sabem qual será sua posição na sociedade após a escolha dos dois princípios de justiça. Porém, depois de instituídos os princípios de justiça, o indivíduo está apto a iniciar a realização de seu plano de vida, de sua concepção de bem. É nesse momento que as partes da sociedade regida pela teoria rawlsiana começam a divergir. No caso de A Revolução dos Bichos, depois de instituídos os sete mandamentos, os porcos se posicionaram como líderes dos demais bichos, pois essa supremacia era um bem para eles. (Observa-se, portanto, que o bem pessoal cria uma desigualdade entre as partes, afinal não há como uma instituição definir a mesma concepção de bem para todos.). Entretanto, os porcos não respeitam os sete mandamentos (equivalentes aos princípios de justiça), alteram-nos a sua concepção de bem, fundando assim o totalitarismo na sociedade dos animais, ou seja, uma sociedade democrática quase-justa. Cabe ressaltar aqui a importância de que as pessoas na posição original sejam racionais. Os animais da granja, exceto os porcos e o burro Benjamim, eram semi-analfabetos. A desvantagem intelectual levou-os a uma desvantagem maior, a da submissão de seus planos de vida aos planos de vida dos porcos. Por causa da ignorância, os animais não puderam sequer contestar o governo totalitário dos porcos através seja da desobediência civil, da guerra justa ou da objeção de consciência.
Escrito por Lu Duarte às 19h07
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A teoria ideal versus a teoria não-ideal A teoria ideal funciona bem em uma sociedade justa, que respeita os dois princípios de justiça. Se os porcos também tivessem obedecido aos sete mandamentos originais, se todos os animais estivessem no mesmo grau de racionalidade, e mais tantos “se”, isto é, e mais tantas variantes baseadas na justiça, na igualdade, na liberdade e na fraternidade, a teoria da justiça rawlsiana já teria cumprido seu papel pragmático. No entanto, esse não é o foco de Rawls. “Ao contrário, uma sociedade em que todos podem alcançar sua felicidade completa, ou na qual não há reivindicações conflitantes e as necessidades de todos se adaptam sem coerção a um plano harmônico de atividade econômica sem que a coerção se faça necessária é, em certo sentido, uma sociedade que está além da justiça. Já eliminou as ocasiões em que o apelo aos princípios do justo e da justiça é necessário. Não estou interessado nesse caso ideal, por mais desejável que seja”. 6 A sociedade desigual (os animais que são mais iguais que os outros) é a que interessa a Rawls, é o berço de sua teoria não-ideal da justiça. É imprescindível nos atentarmos quando, em Uma Teoria da Justiça, está em jogo a vez da teoria ideal e a vez da teoria não-ideal, a fim de não interpretarmos erroneamente a teoria como um todo. Rawls às vezes é sutil, às vezes é omisso, ao fazer essa distinção do ideal e do não-ideal. Um exemplo é a questão da inveja na racionalidade das partes, na qual trata da teoria ideal primeiramente e, depois, da teoria não-ideal. “A suposição de que as partes não são movidas pela inveja levanta algumas questões. Talvez devêssemos também supor que elas não são movidas por outros sentimentos como a vergonha e a humilhação. Uma explicação satisfatória da justiça terá eventualmente de lidar com essas questões também, mas por enquanto deixarei essas complicações de lado. Uma outra objeção ao nosso procedimento é a de que ele está por demais distanciado da realidade. Certamente, os homens são acometidos por esses sentimentos. Como pode uma concepção da justiça ignorar tal fato? Enfrentarei esse problema dividindo os argumentos a favor dos princípios da justiça em duas partes. Na primeira, os princípios são derivados com base na suposição de que a inveja não existe; na segunda, consideramos se a concepção resultante é aplicável em vista das circunstâncias da vida humana”. 7 São as circunstâncias da vida humana que definem a teoria não-ideal. Grosso modo, tudo que se conhece por injustiça na sociedade regulada pelos dois princípios de justiça, a teoria não-ideal abrange.
Escrito por Lu Duarte às 19h04
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A justificativa da desobediência civil na teoria rawlsiana Na teoria ideal, as pessoas não têm direito à desobediência civil, afinal, a sociedade já é justa – é regulada pelos dois princípios de justiça, escolhidos na posição original. Tampouco na posição original a desobediência civil seria razoável, pois nessa situação hipotética não existe um Estado para se ir contra. Já na teoria não-ideal, a desobediência civil é deveras plausível. Seu papel consiste na estabilização de um regime democrático aproximadamente justo. Mas por que aproximada e não totalmente justo? Porque um regime democrático totalmente justo seria o da teoria ideal; o regime da teoria não-ideal violou, de alguma forma, ou um ou os dois princípios de justiça, cometendo, assim, injustiças à sociedade. Portanto, a prática da desobediência civil só faz sentido na teoria não-ideal, tentando tornar justo o regime não-ideal. Thoreau é enfático na justificativa dessa prática: “Leis injustas existem. Devemos submeter-nos a elas e cumpri-las, ou devemos tentar emendá-las e obedecer a elas até sua reforma, ou devemos transgredi-las de imediato? Em uma sociedade com o gênero de governo que temos, os homens em geral pensam que devem esperar até que tenham convencido a maioria a alterar essas leis. A opinião é de a hipótese da resistência pode vir a ser um remédio pior do que o mal a ser combatido. E é exatamente o governo o culpado do remédio ser de fato pior do que o mal. O governo é que faz tudo ficar pior. Por que o governo não é mais capaz e se antecipa a lutar pela reforma? Por que o governo não sabe valorizar a sua sábia minoria? Por que chora e resiste antes de ser atacado? Por que não estimula a participação ativa dos cidadãos para que estes lhe mostrem suas falhas e para conseguir um desempenho melhor do que eles lhe exigem?” 8 Rawls limita a discussão da desobediência civil às injustiças internas de uma determinada sociedade não-ideal. Sendo assim, a prática da desobediência civil é justificada sob três condições aparentemente razoáveis: Primeira. A desobediência civil é considerada um ato político dirigido ao senso de justiça da comunidade, restrita às infrações do primeiro princípio da justiça (igual liberdade) e a gritantes violações da segunda parte do segundo princípio (igualdade eqüitativa de oportunidades – princípio da diferença). Os princípios são pensados, aqui, como garantias das liberdades básicas. Quando essas liberdades básicas são negadas a determinada minoria da sociedade, toda a sociedade pode perceber tal fato como uma injustiça. Embora a sociedade possa ter essa percepção, não quer dizer que ela a tem invariavelmente, pois as negações das liberdades básicas são sutis: “são incorporadas publicamente na prática reconhecida das ordenações sociais, mesmo que não sejam especificamente citadas pela lei”. 9 Além disso, essa percepção das injustiças, ou constatação, como prefere Rawls, “não pressupõe uma análise aprofundada das conseqüências institucionais. Pelo contrário, as infrações do princípio da diferença são mais difíceis de verificar. Há geralmente uma ampla gama de opiniões racionais, mas conflitantes, quanto a esse princípio ser ou não satisfeito. A razão disso é o fato de que ele se aplica primeiramente a práticas e instituições sociais e econômicas. Uma escolha nesse âmbito depende de convicções especulativas e teóricas, bem como de uma riqueza de informações, tudo desenvolvido por meio de juízo sagaz e simples intuição. Em vista da complexidade dessas questões, fica difícil controlar a influência do preconceito e do interesse pessoal; e mesmo que consigamos fazê-lo em nosso próprio caso, convencer os outros de nossa boa-fé é diferente. Assim, a menos que leis tributárias, por exemplo, sejam claramente concebidas para atacar ou reduzir a liberdade igual básica, elas não deveriam ser normalmente objeto de protesto da desobediência civil. Esse processo define o status comum da cidadania igual dentro de um regime constitucional e está na base da ordem política. Presume-se que, quando ele é plenamente respeitado, outras injustiças, talvez persistentes e significativas, não fugirão ao controle público”. 10 Os animais da Granja dos Bichos, vistos sob a ótica dessa primeira condição, poderiam claramente protestar através da desobediência civil, pois os sete mandamentos haviam sido alterados pelos porcos de modo a reduzir a liberdade igual básica dos demais animais. Todavia o burro Benjamim, o único animal afora os porcos que percebeu a alteração dos mandamentos, não contestou. Se o silêncio do burro – que não era ignorante – era uma forma de conivência, o silêncio do restante da sociedade – que não percebera a mudança das leis – era uma forma de consentimento. Segunda. Quando os apelos normais (reivindicações da maioria, tentativas de provocar a revogação de leis injustas, demonstrações e protestos feitos legalmente, e até mesmo o uso da liberdade de expressão) dirigidos à maioria política (partidos políticos) já foram feitos de boa-fé e fracassaram, a desobediência civil é necessária. Essa condição é hipotética, pois a desobediência civil poderia ser tanto branda quanto radical. “Alguns casos podem ser tão radicais a ponto de dispensarem o dever de usar primeiro apenas os meios legais de oposição política. Se, por exemplo, o legislativo decretasse alguma violação abusiva da liberdade igual, por exemplo, proibindo a religião de uma minoria fraca e indefesa, certamente não poderíamos esperar que a seita se opusesse à lei por meio de procedimentos políticos normais. De fato, até mesmo a desobediência civil poderia ser excessivamente branda, se a maioria já estivesse convencida dos objetos caprichosamente injustos e abertamente hostis da lei em questão”. 11 Terceira. Essa condição supõe um limite para a desobediência civil, a fim de que a prática da mesma por várias minorias, simultaneamente, de semelhantes e/ou iguais justificativas e circunstâncias, não cause um colapso em relação à lei e à constituição, desencadeando conseqüências negativas para toda a sociedade. Também restringe o ato da desobediência civil através de “um limite superior imposto à capacidade da sociedade de lidar com essas formas de dissensão; o apelo que grupos praticantes da desobediência civil desejam fazer pode ser distorcido, e pode-se perder de vista a intenção de apelar para o senso de justiça da maioria”. 12 Rawls sugere para essa sociedade não-ideal uma solução ideal, isto é, a adoção de algum plano eqüitativo em que todas as minorias sejam contempladas eqüitativamente. “O exercício do direito de discordar, como o exercício de direitos em geral, é às vezes limitado pelo fato de outros terem exatamente o mesmo direito. Se o exercessem, todos seriam prejudicados, e algum plano eqüitativo se faz necessário”. 13 Tal plano sugere uma aliança entre as minorias, ou seja, uma coordenação de suas ações através de uma liderança inteligente, o qual, se para Rawls é bastante difícil, não é impossível. Analisadas as justificativas da desobediência civil e tendo-se estabelecido o direito à mesma, em um estado de quase-justiça, as partes têm, então, a liberdade de continuar exercendo sua cidadania, a liberdade de buscar uma sociedade eqüitativamente justa a todos. Para Rawls, “a única questão da teoria não ideal examinada detalhadamente é a da desobediência civil no caso especial de um estado de quase-justiça. Se vale a pena estudar a teoria ideal, deve ser pelo fato de que, segundo minha hipótese, ela constitui a parte básica da teoria da justiça e é também essencial para a parte não ideal”. 14
Escrito por Lu Duarte às 19h03
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O direito à desobediência civil na Constituição do Brasil promulgada em 1988 Consta no Art. 5º da constituição brasileira o seguinte: “VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se da obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”. 15 “XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”. 16 “LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência”. 17 O ato de protesto por procedimentos políticos legais (reivindicações da maioria, tentativas de provocar a revogação de leis injustas, demonstrações e protestos feitos legalmente, uso da liberdade de expressão) não pode ser confundido com a desobediência civil. Os procedimentos políticos legais são expressamente constitucionais. Por outro lado, a desobediência civil é constitucional enquanto proposta (qualquer cidadão é livre para propor ação popular que vise a anular ato lesivo...), e inconstitucional enquanto ação de indivíduo ou de grupo de indivíduos. Mas de que vale propor uma ação e não poder agir? Uma proposta engavetada se equivale a uma teoria inutilizada. A constituição brasileira, quiçá toda constituição de todos os países, é válida quando obedecida, quando a ordem da Estado é obedecida pelo cidadão. Para Arendt, a tarefa de se encontrar um nicho constitucional para a desobediência civil é “tão importante, talvez, quanto a descoberta, há quase duzentos anos, da constitutio libertatis”. 18 Para Rawls, o nicho constitucional da desobediência civil está em sua teoria não-ideal de justiça. Consoante as pessoas da sociedade da teoria ideal rawlsiana, os brasileiros não têm direito à desobediência civil. Porém, diferentemente daquelas, a maioria destes tem bastantes motivos para contestar e desobedecer ao Estado, a não ser que estejam acomodados à ordem liberal e estatal ou julguem a sociedade brasileira justa.
Escrito por Lu Duarte às 19h02
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O significado e a significância da desobediência civil A respeito da natureza injusta da vida dos animais na Granja do Solar, dirigida pelos humanos, o velho e bom porco Major, antes de falecer, havia questionado os animais: “Será isso, apenas, a ordem natural das coisas?” Ao que ele respondeu a si mesmo e a todos: “Não, camaradas, mil vezes não!” 19 A desobediência civil é uma forma de contestar a ordem natural das coisas. Na teoria rawlsiana, ela é interpretada como um ato político, público, consciente, não-violento e contrário à lei. Geralmente, seu objetivo é provocar uma mudança nas leis e nas políticas do governo, o que pode ser feito de duas maneiras: direta ou indiretamente. Apenas quando é membro de um grupo é que pode o contestador levar a cabo a chamada desobediência indireta, ou seja, quando o contestador viola uma lei não por achá-la injusta, mas para contestar uma outra ação ou política governamental. Já a desobediência direta é quando o contestador viola uma lei para atacar o conteúdo apenas da lei a que viola. Seja como for, a desobediência civil é urgente em todas as sociedades não-ideais, cujos procedimentos políticos legais falharam na promoção da justiça como equidade. NOTAS 1. ORWELL, 1998, p. 23. 2. Ibid, p. 93. 3. OLIVEIRA, 2003, p. 14. 4. Ibid, p. 18. 5. Ibid, p. 19. 6. RAWLS, 2002, p. 311. 7. THOREAU, 2003, p. 23. 8. RAWLS, 2002, p. 154 e 155. 9. Ibid, p. 412 10. Ibid, p. 413. 11. Ibid, p. 414. 12. Ibid, p. 414 e 415. 13. Ibid, p. 416. 14. Ibid, p. 434. 15. BRASIL, 1988, p. 4. 16. Ibid, p. 6. 17. Ibid, p. 8. 18. ARENDT, 1999, p. 68. 19. ORWELL, 1998, p. 11.
Escrito por Lu Duarte às 19h01
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASARENDT, Hannah. O que é Política? – Fragmentos das Obras Póstumas Compilados por Úrsula Ludz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 05 de outubro de 1988.São Paulo: Fisco e Contribuinte, 1988. OLIVEIRA, Nythamar de. Rawls. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. ORWELL, George. A revolução dos bichos. São Paulo: Globo, 1998. RAWLS, John. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2002. THOREAU, Henry David. A desobediência civil e outros escritos. São Paulo: Martin Claret, 2003.
Escrito por Lu Duarte às 18h59
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Moda Solidária apresenta desfile sustentável no CFW
Grupo apoiado pela Secis/MCT e pelo CDT/UnB levou às passarelas as coleções dos grupos Sebastianas, Callas e As Oliveiras, que mostrarão bolsas, bordados e acessórios PET. Entre os dias 12 e 15 de agosto o Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebeu a sétima edição do maior evento de moda do Centro-Oeste e o terceiro do Brasil: o Capital Fashion Week Alto Verão 2010. O projeto Moda Solidária - Geração de Trabalho e Renda, apoiado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCT) e pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT/UnB), apresentou as coleções dos grupos Sebastianas, Callas e As Oliveiras, que mostraram bolsas, bordados e acessórios PET. O Moda Solidária beneficia 100 famílias das comunidades de São Sebastião e Planaltina, que através de aprimoramento técnico, da inovação no processo de produção e do suporte à comercialização, desenvolvem produtos já com previsão para exportação. (não encontrei imagens)
Escrito por Lu Duarte às 18h52
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Brincando e reciclando – Oficina educativa na Pistache&Banana

Que tal se aventurar pelo mundo da reciclagem, aprendendo a confeccionar brinquedos e móbiles com papelão, garrafas ,barbantes e muita cor?  A Pistache&Banana , marca de roupas ecológicas em parceria com a Turma da Casinha na Árvore, preparou mais uma oficina educativa para os pequenos guardiões da natureza que acontece nesse sábado, dia 22 de agosto às 15H00, na Rua Harmonia 198 – Vila Madalena. Os materiais que serão utilizados nessa oficina, foram coletados pela Pistache&Banana e através das pequenas maozinhas, vão virar brinquedos que nos farão abrir um sorrisão! Afinal, a Terra sorri quando a gente reutiliza! E para deixar essa oficina ainda mais divertida, os pequenos vão conhecer os personagens do folclore brasileiro que são protetores da natureza.  Cultura, diversão, ecologia e muita animação para os pequenos e uma gostosa hora de folga para os papais e mamães! Para participar, é simples, basta inscrever-se pelo telefone: (11) 2528 8280 Quando: Sábado, 22 de agosto.2009 Horário: 15H00 Endereço: Rua Harmonia, 198 – Vila Madalena – SP
Escrito por Lu Duarte às 16h50
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Palestra de Moda Ética
Rá!!!  Fui convidada para dar uma palestra sobre Moda Ética na faculdade. Em breve, na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais!  Nada como um dia após o outro... 
Escrito por Lu Duarte às 17h36
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Diário de bordo
Como eu desejo aprender uma Ciência do Estilo, se houvesse tal... Sim, porque seria tão bom não ter que lidar com os preconceitos e convicções das pessoas que não são do meu setor, não ter que travar uma dialética de achismos... "Eu gosto assim...", "Eu acho esse mais bonito...", "Assim é bem melhor..." Afff... Que desgaste! Quisera eu responder: "Ah é? Mas segundo o Lipovetsky é melhor o banho ouro com a cor acerola" Só que nenhum dos teóricos de moda - até onde eu li - escreveram sobre uma suposta ciência do estilo, bases racionais para o design de moda... Seria maravilhoso eu ter esses argumentos... Acontece que os argumentos que essas pessoas querem são os da experiência em vendas, em produção, em marketing. Todavia, contudo, entretanto, já vi que nenhuma delas tem experiência com sustentabilidade... Então, na falta de um Bürdek, Berman, Baxter ou Benjamin, eu - e o estilista - tenho que ser a autoridade dos meus argumentos, do meu gosto, daquilo que acredito. Ou então, a autoridade dos argumentos de estilo são moldadas por um colonialismo besta de "fazer tal coisa que nem a Prada, o Cavalli, etc", enfim um complexo de inferioridade ao seguir os outros. Afff...
Escrito por Lu Duarte às 18h03
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Links dicas do Ravi
Hel Looks: http://www.hel-looks.com/ Faith Popcorn's Brain Reserve: http://www.faithpopcorn.com/
Escrito por Lu Duarte às 17h42
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Links dicas da Marlova
Idéias do arco da velha: http://ideiasdoarcodavelha.blogspot.com/2009/04/ideias-incriveis-para-reutilizar.html Eco-ideias: tênis Levi's de jeans usado: http://www.ecoideias.com/2009/06/tenis-levis-de-jeans-usados/ Blind Design: http://blindesign.org/ Eco-ideias: reutilização de embalagens: http://www.ecoideias.com/2009/03/coleccao-re-volta-das-embalagens/ Ciclus: http://www.ciclus.com/ Evert Nijland: http://www.evertnijland.nl/venetie.html PEGN: brindes ecológicos: http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIR335079-5027,00.html Eco side produtos e serviços corporativos: http://www.ecoside.com.br/OBJ/default.asp
Escrito por Lu Duarte às 17h38
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Ascension
A Ascension sintetiza muito bem o conceito do eco chic (dentro da Moda Ética, é o mais difundido e comercial), as nossas dificuldades (ex.: carência de materiais ecologicamente corretos que possibilitem uma roupa de estilo e qualidade), a questão da caridade como marketing (help, helping...), o pressuposto de que designers novos estão abertos a conceitos novos (ao contrário dos designers velhos), o jeito de disfarçar o que é um grande negócio (moda sustentável / ética) em estilo de vida que salva o mundo... 
Dedicated to ECO CHIC Our philosophy is simple: to bring you the most inspiring selection of fashion and lifestyle products made beautifully, made fairly and wherever possible made from organic materials. We believe that ethical can be cool and that being stylish shouldn’t cost the earth. So, we’ve unearthed the most covetable ethically produced brands from around the world and sit these side by side in an inspiring, easy to shop ECO CHIC destination. Producing Our Own Labels We want everything we bring you to be as ethical and inspired as possible, so we’re working with producer groups to develop our very own Ascension collections. Our work on the ground in India, Nepal, Turkey and Colombia has taken us back to the beginning: sourcing supply chains from scratch, managing cultural communication, investing a great deal of time, boundless energy and of course, money. Our collections celebrate the finest artisanal skills (and fair of course), the best quality organic cottons and sustainable bamboo. Teamed with ageless, contemporary designs, they are living proof that you can unite great eco credentials and great style. Working Towards Eco-Excellence We're working towards eco-excellence all the time – sometimes we reach it, sometimes we know there's a way to go. But we do everything in our power to get it right, closely monitoring supply chains, supporting suppliers, measuring and validating ethical credentials. And we’ve got other projects on the go. Through our Rwandan project we’re working with fair trade producer groups, helping them develop sustainable skills. Paving the Way for the Next Generation We want to leave the world in a better state than when we found it. So we’re working with young designers to pioneer the new era of fashion and develop the next generation of the fashion industry to become more sustainable and ethically established. We want to make a big difference in the future of the fashion industry, and we hope you’ll help us make it. (Só faltou falar: comprem nossas roupas... ) Co-Founder and CEO Ascension
Escrito por Lu Duarte às 14h06
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NV London Calcutta
NV London Calcutta produces entirely handmade, high quality bags and accessories made in the Indian city of Calcutta. Poverty dominates the lives on the 15 million people in Calcutta and NV London Calcutta was sent up by people who wanted to help. We love the way we they combine the best of UK design talent with age-old Indian craftsmanship of the artisans. 
Using ethical business practices and being accredited by IFAT and The Indian & Asian Fair Trade Foundation, NV Calcutta ensuring that those who create our products receive a fair wage, and healthy, happy working environment. All this means that NV Calcutta bags are not only unique in design but also don’t ask that you compromise your social or style standards.  
NV London Calcutta: http://www.nvlondoncalcutta.com/
Escrito por Lu Duarte às 13h32
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Olha o e-mail que eu recebo da minha mãe!!! Tá zuando comigo né... Hi, Lú . . . . "FASHION IS A FORM OF UGLINESS SO INTOLERABLE THAT WE HAVE TO ALTER IT EVERY SIX MONTHS." Oscar Wilde. www.lifeisajoke.com XOXO
Escrito por Lu Duarte às 13h14
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Demora
Foi mal a demora com os posts... Tô me livrando de uma doença. Graças a Deus não é a gripe suína... 
Escrito por Lu Duarte às 13h03
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Diário de bordo
O pessoal aqui no trabalho faz umas piadas comigo que até doem as minhas covinhas de tanto rir!!  Quando me apresentam pra alguém, algum funcionário novo, dizem que eu sou advinhadora: advinha o que o estilista quer, advinha o que o chefe quer... eheuehue É, designer é isso mesmo...  Outro dia, cheguei na produção e todo mundo só falava: a Lu vai ganhar um milhão, a Lu é a única que vai ganhar um milhão...! E eu boiando... Daí me explicaram: é que eu sou a mais velha da empresa (fora o chefe e a namorada dele), a única que não foi demitida nem pediu as contas. Bem, por enquanto... hueheuheiue Olha que ri melhor quem ri por último, hein?!? ehehe Bom, deixa eu ir trabalhar!
Escrito por Lu Duarte às 12h44
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WGSN + Ideas Studio
A WGSN acaba de lançar o Ideas Studio (Estúdio de Ideias), um novo ambiente de trabalho interactivo que lhe permite criar o seu estúdio de design virtual pessoal, para que possa partilhar a inspiração e as ideias com os seus colegas e contactos. As equipas de concepção, de comercialização e de desenvolvimento de produtos podem agora com facilidade arrastar e largar e guardar os conteúdos inspiradores que recebem sob a forma de centenas de imagens das ruas, das passerelles e do retalho e das pesquisas e referências publicadas diariamente na ferramenta líder do sector da WGSN.
Poupamos-lhe tempo e dinheiro ao fazermos o seu trabalho para que não tenha de o fazer. Disponibilizamos o tempo para fotografarmos, analisarmos e editarmos centenas de imagens, escolhendo só as que interessam, e, como se isso não chegasse, dizemos aos nossos clientes porque é que interessam.
Tudo isto e muito mais pode ser feito porque possuímos uma equipa de especialistas que acumula mais de 2.000 anos de experiência no sector. Esta experiência significa que a precisão da nossa perspectiva foi posta à prova inúmeras vezes. É por isso que temos uma taxa de retenção de 93% das maiores marcas mundiais.
Para obter acesso ao arquivo WGSN com mais de quatro milhões de imagens e relatórios diários do sector, ou para mais informações, contacte-nos através de SallyOR@wgsn..com ou pelo +44 (0) 207 728 5892
Escrito por Lu Duarte às 12h34
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Diário de bordo
As coisas parecem tranquilas na empresa... A nova chefe de produção conseguiu desenrolar um novelo que estava enrolado pra dentro. Proeza! Ai, tomara que ela fique, se não esse carro não anda... 
Escrito por Lu Duarte às 11h56
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A verdade sobre a malha visco bambu
Tive o carinho de digitar os dados técnicos desse tecido ecologicamente correto, atualmente tão divulgado. Segundo o fabricante, a Marles, a malha de visco bambu requer uma série de cuidados. A saber:
Recomendações de lavagem e passadoria 1. Lavar antes de ajustar 2. Lavar manualmente “sujeito a pilling” (bolinhas de fibras) 3. Não esfregar em superfícies ásperas 4. Usar sabão, obedecendo às instruções da embalagem 5. Não usar água clorada 6. Não deixar de molho 7. Não torcer 8. Secar na posição horizontal 9. Não secar em secador 10. Passar ferro a 110°C 11. Ao confeccionar modelos com mistura de cores, recomendamos efetuar testes de lavagem previamente. Obs.: a fibra do Bambu quando molhada assemelha-se a fibra do Rayon Viscose, torna-se frágil e tende a deformação e encolhimento. Recomendamos informar ao usuário as instruções de lavagem e manuseio acima. A exposição a luz em cores média e clara, pode ocorrer degradação do corante, recomendamos não expor excessivamente. Tecidos 100% Bambu inferiores a 220 gramas, recomendamos não compor com tecidos de gramatura superior para evitar o excesso de peso que pode comprometer a qualidade do produto durante manuseio; não é recomendado para modelos longos; recomendamos seguir rigorosamente a forma de secagem. Secagem em varal: para esse tipo de secagem é necessário seguir as seguintes recomendações: · Esgotar sem torcer, de forma a eliminar o excesso de água o máximo possível. · Pendurar por dois cantos sentido longitudinal na posição vertical com as partes com golas e mangas para cima.
Recomendações para manuseio e costura Tecido delicado, recomendamos cuidado especial quanto ao uso para não puxar fio. Nas operações de corte e costura, certificar-se que não há rebarbas e/ou superfícies ásperas. Seguir rigorosamente os itens de instrução de lavagem.
Recomendações para enfesto e corte · Saltar as peças desfazendo-se o rolo · Manter as peças individualmente livre de peso · Deixar em descanso, período mínimo de 48 horas · Enfestar livre de tensão, deixando o tecido cair suavemente sobre a mesa · Alinhar as ourelas sem esticar o tecido Obs.: todo tecido de ponto malha, independente da constituição de fibras ou de sua construção, deve-se descansar adequadamente para que, estando relaxado e climatizado retorne ao seu estado original. Seguindo rigorosamente as recomendações acima, não há motivo para encolhimento sem que seja submetido a lavagem à água.
Escrito por Lu Duarte às 11h22
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O tingimento com terra e outras cositas mais!
Costuras sociológicas Ao trabalhar de modo inteiramente apaixonado com pessoas de comunidades carentes e idéias de que as roupas contam a história do mundo, a estilista comoriana Sakina M’Sa amplia o significado da moda em criações baseadas na reciclagem, na customização e no capital humano. Para ela, “as grandes revoluções vêm do povo”. (...) ffwMag! – E como foi seu começo em Paris? Sakina M’Sa – Em 1992, fui para Paris com um diploma debaixo do braço e toda minha coragem para fazer estágio num ateliê. Mas, por questões burocráticas, o estágio não se concretizou. Como não tenho tempo a perder, em vez de esperar, resolvi trabalhar no lugar em que estou morando, em Seine St. Denis, considerado um “buraco quente”. Arregacei as mangas e abracei a realidade do pedaço, propondo para os 20 jovens que estão reunidos comigo de montarmos um Atelier du Tissu Social [um ateliê do tecido social]. Em meio a todas as dificuldades de trabalhar com aquelas pessoas carentes, sinto uma imensa alegria, e nós nos divertimos muito. O projeto foi um sucesso e logo fui contratada pela prefeitura para continuar. ffwMag! – O que vocês produzem? Sakina M’Sa – Na época, a cultura rap ganhava força e os garotos estavam loucos por tênis e roupas de grife. Começamos a trabalhar com esse conceito e a transformar roupas comuns em roupas que tenham uma marca, uma personalidade. Na medida em que a roupa vai sendo customizada e reciclada, ela adquire uma personalidade e um estilo, a “cara” de quem a veste. Eu gosto de chamar essa oficina de “couture sociolgique” [costura sociológica]. ffwMag! – Seus desfiles de prêt-à-porter no Louvre também são especiais... Sakina M’Sa – Sim. Eu gosto de ter pessoas da rua na passarela. É nisto que reside o desafio: resolver uma modelagem, um moulage que caia bem em qualquer um. Valorizo muito a presença dessas pessoas no meu desfile e, com meu trabalho, procuro atingir estratos mais profundos, que extrapolam o mundano, as convenções, a carapaça social. Respeitar o ser humano com um contato social verdadeiro, uma troca digna, essa é minha proposta. Acredito que a beleza sempre emana do olhar do outro. ffwMag! – Criar um universo particular? Sakina M’Sa – Estar em sintonia com o universo, poder mostrar quem eu sou. Gosto muito quando a moda afirma sua liberdade, quando a escritora George Sand resolve fumar cachimbo e se vestir com roupas masculinas. Também admiro muito Chanel, que ousou libertar as mulheres da camisa de força do espartilho. Ao pensar no futuro, a gente sempre ganha quando tenta ter uma perspectiva da história. Por isso, minha fixação pelo tecido social. As grandes revoluções vêm do povo: frescor, inteligência, calor humano. Adoro trabalhar com a “Toile a patron” branca, pois a partir do tecido de prova, do pano mais simples, mostramos a estrutura das roupas, seu avesso. Essa busca mostra as “tripas” da costura. Quero muito compartilhar essa experiência neste intercâmbio com São Paulo, com as mulheres de alguma comunidade carente daqui e as mulheres do bairro de Barbès, em Paris. ffwMag! – Como vai se desenvolver esse intercâmbio? Sakina M’Sa – [Sakina pega uma folha de papel e desenha dois vetidos brancos e os divide em duas partes]. Uma parte do vestido vai ser montado em Paris e, depois, misturado com a metade desenvolvida em São Paulo, dando origem a uma nova peça, sempre de cor branca. As costureiras francesas vão trabalhar com técnicas como plissé e passe poil, e as brasileiras com fuxico, bordados, macramê e crochê. ffwMag! – As propostas sociais são as mesmas aqui e em Paris? Sakina M’Sa – Meu objetivo é mostrar o savoir-faire dos dois países, acrescentando uma diretriz moderna e arquitetural à roupa, e criar uma minicoleção para apoiar as comunidades. Em Paris, minha meta é sempre inserir no sistema produtivo mulheres de comunidades carentes, decobrindo o que elas gostam de fazer e trabalhando com esse potencial. Muitas passam a fazer parte da minha empresa e, até agora, temos um índice de sucesso de 95%. Meu princípio é mostrar o caminho através do lúdico, da pintura, do sonho, do belo. Afinal, a roupa toca o corpo. Existe algo mais humano? (...) ffwMag! – Falando em infância, me lembrei que você enterra tecidos em vários lugares do mundo. Sakina M’Sa – Sim. Seguindo as sábias palavras de minha avó, enterro muitos tecidos de que gosto e depois os utilizo em várias coleções. Fiz os figurinos de uma peça do Brecht com linho tingido pela terra e ficou incrível. Agora estou desenvolvendo uma coleção com sedas que enterrei e os efeitos e as cores são surpreendentes. (...) Fonte: ffwMag! #14 <<--- Sakina 
Nota do blog: esse lance de enterrar tecidos não é original de Sakina. Em 1993, Hussein Chalayan assumiu um risco considerável em sua coleção final, de graduação. Fez as roupas usando papel, metal, ímãs e deixou-as enterradas sob a terra por seis meses, para que apodrecessem e enferrujassem. Eletroímãs colocados debaixo da passarela faziam os tecidos vibrar e se arrastar inesperadamente. Fonte: livro Fashion Design, de Sue Jenkyn Jones, página 176.
Escrito por Lu Duarte às 13h09
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Luxo e consciência

Kaito Hori, 31, e Iku Furudate,32, são o casal da marca Commuun. Vivem em Paris há seis anos. Kaito estudou na Arnhem Academy of Arts, na Holanda, e trabalhou aqui para Balenciaga. Iku estudou na Central Saint Martins, em Londres, e, em paris, trabalhou na Sharon Wauchob. Encontraram-se por acaso e decidiram desenvolver conexões próprias com a cidade e as pessoas. “A moda se move, é um fenômeno. Não acredito na história da capital da moda”. Acreditam que Paris é conservadora e presa ao passado. “Mas há algumas pessoas que estão tentando abrir novas fronteiras.” Para eles, os franceses sempre entenderam o conceito de qualidade. “A valorização que o trabalho artesanal tem aqui não se vê em outros lugares.” A paixão da dupla é construir um novo luxo, com materiais orgânicos e valorização da cadeia produtiva. Kaito é categórico: “Estou cansado do velho luxo, brilhos, diamantes. É preciso ter mais consciência, mais escolhas e maior preocupação ambiental”. Por trás da conceituação da marca, eles sabem que “as pessoas querem comprar coisas bonitas”. Commuun: http://www.commuun.com Fonte: ffwMag! 14
Escrito por Lu Duarte às 13h44
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Merci, Madagascar

A vida sorriu para Marie-France Cohen, 65, e seu marido, Bernard Cohen, donos da Merci, primeira concept store solidária de Paris, no Marais. Ele é homem de negócios. Ela, estilista. Fizeram sucesso e dinheiro com a marca de roupas infantis Bonpoint. “Não precisávamos nos preocupar com dinheiro, então investimos aqui. Seria egoísta não fazer agora algo útil com nossas vidas.”  Eles são respeitados no mercado. Tem know-how para idéias responsáveis. Os lucros das lojas são revertidos para uma fundação que ajuda mulheres e crianças de Madagascar. Parte da produção da antiga marca de Marie-France era feita lá. “Senti uma dívida com eles. Não posso resolver a pobreza do mundo, mas posso me concentrar em um lugar.” O casal pretende ainda criar uma cooperativa em Madagascar, com assessoria de estilo, seleção de materiais e distribuição. “Vamos treiná-las e dar o material para afastar os intermediários e fazê-las ganhar dinheiro.” Alguns fornecedores também contribuem vendendo produtos sem lucro, em peças feitas exclusivamente para a loja.  Na verdade, são dez lojas em 1500 metros quadrados. Há livraria, café, restaurante, objetos de design, plantas, móveis, arte e roupas. Além do conceito simpático, os preços são bons e a seleção de produtos é muito bem feita, com marcas como Stella McCartney e YSL . Marie-France é apaixonada por pessoas e pela família. Quer expandir a loja e levar o conceito a outras cidades. Ela considera a França um país generoso, com suporte do Estado, o que deixa as pessoas mais individualistas. Apesar da preocupação social, não querem ser reconhecidos como um charity shop. “A Merci é um negócio normal. Queremos que as pessoas venham aqui não apenas pelo fator caridade. Na verdade, todos fazem parte disso.”  Merci: http://www.merci.org.uk/ Bonpoint: http://www.bonpoint.com/ >> O site é muito legal!!!  Fonte: ffwMag! 14
Escrito por Lu Duarte às 18h56
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Advanced Style
Veja velhinhos fashion!!! Advanced Style blog: http://advancedstyle.blogspot.com/ 
Escrito por Lu Duarte às 10h47
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Visionária

Maroussia Rebeq, 33, nasceu em Bordeaux, define-se como creative visionaire e não passa despercebida pelas ruas. De seu workshop (perto dos prostíbulos de Pigalle) agita uma rede de artistas há sete anos “Mais do que moda, conecto outras áreas como performance, foto e vídeo.” Fundou a marca Andrea Crews, colaborando com amigos criadores e produzindo um dos trabalhos mais interessantes da cidade: desenvolve suas coleções ao buscar roupas usadas em organizações assistenciais, mercados ou no refugo de lojas também recicla capsule collections para algumas marcas – Nike é a maior delas. “Já trabalhei com marcas francesas sem nenhum estilo.” Ela transforma coisas cafonas em peças inovadoras. “misturo cores horríveis com materiais loucos e crio um minivestido. A idéia é encontrar coisas interessantes em um mundo chato.” Além do engajamento social de seu processo criativo, ela movimenta sua rede de artistas de acordo com os projetos que aparecem. Este ano, por exemplo, fez um art show em Valencia com três artistas e dez adolescentes. Quer ir ao Brasil para workshops com crianças de favelas. “Quando voltar, vendo bem caro aqui em Paris e divido o lucro com eles.” Maroussia acha que existe na França um savoir faire sobre moda e qualidade que diferencia o país e considera difícil o seu projeto dar certo, por ser ousado. “Poucos entendem a transversalidade do meu trabalho, que envolve artes, vídeo... Sou muito underground para o french business.”  Andrea Crews: http://www.andreacrews.com/SPIP/index2.php Fonte: ffwMag! 14
Escrito por Lu Duarte às 13h51
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Mercatore
Jeito antigo, acento nordestino Loja de roupa infantil propõe trabalho artesanal e o romantismo das velhas histórias A primeira loja própria da marca recifense Mercatore, de roupa para crianças, foi inaugurada há pouco, com farta distribuição de bolo de rolo, nos jardins. Criada em 1980, a confecção é uma surpresa na seara infantil-chique, normalmente um campo minado por complicações caducas e/ou concessões ao pior da moda adulta. Com tecidos naturais, acabamento artesanal e desenho levinho, veste crianças pequenas com o romantismo de uma ilustração de livro antigo, mas sem babado nem engomado para complicar a vida. (...) lindos vestidos de algodão ou seda até o joelho, com mangas bufantes, peitilhos de casa de abelha, laços para amarrar na cintura, estampas de bom gosto; calças curtas de meninos com barras recortadas em ondas; blusas de cambraia branca amarradas com fitilhos; e outras delícias para crianças até seis anos.
Se o clima casual e charmoso lembra marcas européias, o estilo carrega num bem-vindo acento brasileiro, aliás, nordestino. Justifica-se o slogan: “Bordado à mão em um país tropical” da home do site – que, por sinal, é uma graça, embora a velocidade louca do passarinho/cursor pudesse ser reduzida um pouco para facilitar a vida das vovós mão-aberta, provavelmente um público importante para o negócio. Sim, pois é nos preços que a coisa pega. Alguns assustariam ainda que estivessem na etiqueta de uma roupa para gente grande, que pudesse ser usada inúmeras vezes. Eis algo que, devemos dizer aos pais de primeira viagem, não costuma acontecer com crianças. Assim, ficarão na saudade, provavelmente, o mijão (ou, em bom pernambuquês, “a fofa”) de voile bordado, de quase R$200, e os vestidos de algodão ou seda, entre R$200 e R$400. A não ser que a ocasião seja de gala, e o orçamento, idem. Mercatore: R. Oscar Freire, 232, loja 4, Jardins, SP-SP, (11)3062-3339, http://www.mercatore.com.br/ Fonte: caderno Vitrine, jornal Folha de São Paulo, sábado, 01/08/2009
Escrito por Lu Duarte às 13h01
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