BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, LIBERDADE, Mulher, de 20 a 25 anos, English, Italian, Arte e cultura, Moda, Ética, Design de Produto, Raiz da Terra
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    Algodão com fibra de inox / Cotton-inox +++ Istambul Fashion Days

    Essa ecobag é da "UMA por Raquel Davidowicz", feita de algodão com fibras de inox, com aspecto amassado.

    Cotton-Inox

    Detailed product description: % 55 cotton, raw, Ne60 / 2 (product origin Turkey) % 45 Inox / 50 micron inox (product origin Germany) TPM 450, 'S'Final no: Ne 1 / 18Bobbin KG: 0, 750Offering FOB Istanbul / TurkeyStock serviceAvaliable all counts of cotton and 35 or 50 micron inox. Applications: weaving, circular knitting, knitwear, twisting.

    Fonte: http://www.himfr.com/d-p112169568306887625-Cotton_Inox/

    Fonte imagem: scaneada do livro Ecobags, da Lilian Pacce.

    Bom, taí uma resposta made in Germany e made in Turkey. Aliás, a Turquia está se fortalecendo na moda. Há pouco tempo fizeram seu primeiro Fashion Week internacional...

    Abaixo uma compilação  de matéria publicada na Ilustrada (Folha de São Paulo), em 04/09/2009, por Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman na coluna "Última Moda".

    A Turquia saiu do armário. Um dos pólos têxteis mais importantes do mundo, o país ultrapassou os limites dos parques industriais e deu as caras na passarela com a primeira Istambul Fashion Days, a já bastante promissora semana de moda turca.

    O evento, que aconteceu em Istambul entre os dias 26 e 29 de agosto, é uma iniciativa do governo turco, em conjnto com associações do setor, para criar um núcleo de design no país - que conta com uma grande estrutura de fábricas voltadas à produção de roupas, tecidos e acessórios.

    Muitos fashionistas viciados nas grifes de Paris e Milão não sabem que peças de grifes como Armani, Dolce & Gabbana e Gucci são feitas na Turquia.

    "Somos o segundo maior fornecedor de roupas para a Europa e o quarto maior do mundo. Produzimos da fibra ao aviamento, temos mão-de-obra especializada e uma posição geográfica fantástica. Agora, com a semana de moda, queremos fortalecer a imagem do nosso design", afirma Hikmet Tanriverdi, diretor do Itkib (Istambul Textile & Apparel Exporters' Association), associação que controla as exportações do setor têxtil, responsável por 17% do total das vendas da Turquia ao exterior.

    (...)

    Algumas das 21 grifes do Istambul Fashion Days são veteranas do mercado local, caso de nomes como Gizia, Arzu Kaprol e Hakan Yildirim. Sem negar a pegada oriental, carregada de certo exagero autêntico, sensual e delicioso, esses designers e marcas mais escolados não caíram na armadilha da cópia europeizada que prejudicou grifes menos experientes, sobretudo as de moda jovem.

    Entre os looks mostrados na passarela, o ponto alto foi a grande variedade de vestidos vapororsos, feitos em sedas finíssimas e outros tecidos de encher os olhos. Frescos, elegantes e cheios de presenmça, esses looks dão pistas daquilo que o mundo pode vir a conhecer como o "estilo" da Turquia.

    Itkib: http://www.itkib.org.tr/



    Escrito por Lu Duarte às 08h25
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    O novo conceito de luxo

    Palestra “O novo conceito de luxo” por Carlos Ferreirinha, diretor da MCF Consultoria em Negócios de Luxo, ex diretor para América Latina e ex presidente no Brasil do grupo LVMH – Louis Vuitton Möet Henessy. Congresso Internacional de Decoração e Design AMIDE 2009, 16 e 17/09.

    Abaixo, segue o que transcrevi da palestra desse cara, que é um dos maiores entendedores de luxo do nosso país.


    •    O Brasil está na moda agora

    •    Zara lançou 25 coleções/ano

    •    Le Lis Blanc lançou 17 coleções/ano

    •    Influência da Moda em mobiliário, objetos, ambientes

    •    O Brasil terá de 50 a 70 escolas de design até 2013

    •    A China terá 550 escolas de design até o final de 2012

    •    Século 21 é o do design

    •    Com a crise, o luxo está se transformando

    •    Hermès está crescendo fortemente: vendeu em um dia em São Paulo o que ela tinha planejado para seis meses; no 2º dia, vendeu metade que no 1º

    •    Democratização definitiva do consumo >> aumento significativo da renda real >> surgiram novos desejos >> mercados para satisfazer estes desejos

    •    A quantidade de milionários que o mundo produziu nos últimos 15 anos foi a mesma que nos últimos 100 anos

    •    A atividade do luxo cresce, internacionaliza, se profissionaliza... >> a gestão do luxo >> influência direta no mercado

    •    No Brasil, poucas empresas chegam aos 15, 30, 50 anos

    •    A Baccaratt completa 300 anos

    •    A era da “Premiunização”: o Premium entra no cotidiano

    •    Todos os produtos são Premium: “coleção salaminho ouro” da Perdigão;  coleção vem de moda, ouro vem de joalheria, mas salaminho é bem popular. Ou seja, se até a Perdigão está tornando seu produto Premium, imagine nós, designers, o que temos a fazer e o potencial que temos para tanto!

    •    O Brasil não é de toillet, de tradição perfumista

    •    No Brasil, paga-se 28% a mais num carro que tem a sensação de carro de aventura, mas que, de fato, tem o mesmo motor, o chassi mais alto e o step para fora, tendo por nome Crossfox, Doblô Adventure e Qualquer Coisa Adventure

    •    Uma das maiores barreiras: dialogar (comercialmente) com a 3ª idade >> a expectativa de vida aumentou

    •    Crianças e adolescentes influenciam os pais nas compras que os mesmos (pais) fazem >> envolver crianças na loja aumenta vendas

    •    [Tema para estudo: gestão do luxo com sustentabilidade]

    •    Nossas eras eram pautadas em: produto, serviço, mercado, busca da qualidade total

    •    Hoje, a era é: excelência e experiência

    •    Poder experimentar uma nova relação com algo: Era das Experiências

    •    Veja comercial da AQultis: máquina de lavar com propaganda de fundo do mar: não menciona aspectos técnicos



    •    Nós não sentimos mais falta das informações técnicas, óbvias

    •    Quem já tem qualidade, começa a despertar sensações no consumidor

    •    Era da Transformação: a tomada da decisão sai da necessidade para o desejo; o luxo com escola de gestão contemporânea

    •    Faturamento do mercado de luxo no Brasil em 2008: US$ 5,98 bilhões

    •    Produtos e serviços suprem necessidades! Experiências suprem desejos!

    •    14% da população brasileira consomem nas Casas Bahia, que é o maior case varejista no mundo

    •    Acredita-se que o cliente não é mais fiel, mas que ele prefira um produto/serviço >> decisão emocional diante de tantas boas opções

    •    Novos mercados + novas oportunidades que demandam novas competências

    •    Não há mais possibilidade de estudar tendências para daqui 5 anos

    •    Diversificação cultural

    •    Modernidade nos ambientes eletrônicos

    •    Serviços que enaltecem praticidade e comodidade

    •    A alteração dos valores e hábitos do consumo: valores intrínsecos > > valores aspiracionais >> valores pessoais

    •    Novos consumidores: comportamento é mais importante que a renda; potencial de consumo

    •    Nova vertente de mercado: personalização, customização, indidualização

    •    Quando a Vogue põe a Michelle Obama na capa, ela diz que a beleza é outra, mudou

    •    Design: (...) o equilíbrio perfeito entre estética e funcionalidade (...); individualização; bem-estar; a feminização do público masculino (o homem voltou a consumir; os vendedores estão habituados a vender para mulheres); compromisso ambiental/sustentabilidade; conexões emocionais; “slow down” – tempo

    •    O ambiente casa: resgate de vivência em casa; humanização dos ambientes

    •    Momento para o genuíno, as verdades, as histórias bem contadas ou criadas dos pequenos segredos bem guardados

    •    Consumatore: termo italiano; o consumidor como protagonista

    •    Luxo produto X LUXO SERVIÇO

          o    Design como experiência própria
          o    Democratização do luxo
          o    Überluxe
          o    Responsabilidade social
          o    Experiência – conexões emocionais
          o    “sharing” (uso compartilhado): clube de usuários de Ferrari
          o    On line e tecnologia
          o    Serviços
          o    Percepção de custos
          o    Engajamento: ajuda participativa
          o    Inovação contínua
          o    Possibilidade de surpreender
          o    “artesanal” (no sentido de feito à mão, não de rústico)
          o    Raro, único, exclusivo


    •    Precisamos ganhar habilidades para trabalhar com o intangível, manipular os SIGNOS.


    •    Precisamos transformar produtos e serviços em DESEJOS.



    Escrito por Lu Duarte às 11h36
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    Diário de bordo: estilista e/ou fashion designer

    Taí, eu no showroom da empresa, a Raiz da Terra, num momento de reflexo, de imagerie, do prazer e da necessidade de se ver por fora, ver pura aparência. Sair de si mesmo como forma de chegar a saber quem é, parafraseando José Saramago em "O conto da ilha deconhecida" - "se não sais de ti, não chegas a saber quem és". Aí estou do lado de dentro da imagem. A aparência como caminho para chegar na essência. Moda.


    Na 6ª feira passada, foi feita uma reunião na empresa e fui apresentada como estilista. Achei que fosse encontrar mais resistência ("nova, sem experiência, cabeça nas nuvens, caipira", etc.), mas até que nem tanto... Mas é uma responsa e tanto! Só agora to vendo onde me meti. Como me disse certo estilista renomado daqui: "ai, te jogaram nessa lama!" ehehe
    O fato é que, na minha gestão de estilista, serei uma
    péssima estilista e uma ótima designer de moda. Estou analisando e estudando os métodos de Desenvolvimento de Produto (área do Design de Produto e da Engenharia de Produção) e do Planejamento e Desenvolvimento de Coleção (área do Design de Moda e do Estilismo). Estou fazendo uma amálgama das duas coisas, e em breve devo postar essa salada de frutas... As coisas se complementam: o método do Design de Produto é fundamental ao melhor embasamento de um Desenvolvimento de Coleção. E bem, como reza o mestre Guimarães Rosa, "sei de quase nada, mas desonfio de tudo", desconfio que a conexão entre as duas áreas esteja no Emotional Design, assunto que o nosso papa brasileiro da Ergonomia, Itiro Iida, vem estudando com afinco nos últimos anos.
    Sobretudo, tenho que ter muito
    tato com as pessoas, pois não adianta eu propor produto nenhum se a equipe não acreditar nem no que está fazendo (o produto), muito menos em quem está propondo (a famigerada estilista).  E tato, só se aprende tateando. Ou, já dizia Carlos Drummond de Andrade, "amar só se aprende amando".

    Raiz da Terra: http://www.raizdaterra.com



    Escrito por Lu Duarte às 00h47
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    Luxo, Amazônia, neoclassicismo e moda

    O LUXO E A AMAZÔNIA

    Há tempos me pergunto qual o motivo que ainda não temos marcas Brasileiras de prestígio mundial com o tempero do nosso mais estimado e desejado produto: AMAZÔNIA. O mundo quer acessar esta região do nosso País. O efeito que este nome exerce em todas as pessoas e em todas as partes do mundo, é fenomenal. Imaginem cosméticos, frutas, alimentos em geral, perfumaria, acessórios... todos pegando carona na surpreendente diversidade cultural desta região do Brasil... encantamento, sedução, curiosidade... aspectos necessários para a construção de marcas. Definitivamente, ainda temos um caminho de enormes possibilidades e oportunidades.

    A Amazônia da Zona Franca de Manaus e do espetacular festival de Parintis porém, deixou de ser somente uma região de início ou final do Brasil. O desenvolvimento visto nos últimos anos, além de superar expectativas, já surpreende também por se movimentar na área do consumo do Luxo e Premium. Restaurantes, cafeterias, incorporações imobiliárias, revistas especializadas e hotéis já planejam a abertura de operações ou há o movimento de renovação do que já existe no mercado, pautado a partir da perspectiva do Luxo. Vale ainda considerar a informação divulgada pela empresa JHSF, responsável pelo admirável projeto Cidade Jardim em São Paulo, sobre a abertura do primeiro Shopping de Luxo a ser aberto na região Norte do Brasil... Manaus. O Ariaú Amazon Towers já foi incluído na lista dos 10 hoteis mais invulgares de luxo do mundo mas há também o Jungle Palace, o Anavilhanas Jungle Lodge, o Acajatuba Jungle Lodge e a Pousada Uacari. Exercícios determinantes para posicionar a Amazônia com um destino importante para o Turismo de Luxo no mundo.

    Em resposta ao crescimento internacional de turismo de aventura e ecológico, pousadas vêm surgindo em toda a região, nos últimos quatro ou cinco anos. E o número de hotéis deve crescer ainda mais. O mais ambicioso é um complexo de 102 quartos que está em construção na estrada para Novo Airão, pelo grupo hoteleiro francês Accor. O empreendimento será o primeiro hotel de uma cadeia de luxo internacional localizado efetivamente na selva; o grupo Hilton também anunciou planos para construir um complexo de lazer ecológico de 196 quartos perto de Novo Airão. Empreendimentos como estes, irrigam a possibilidade de uma série de outros. Será natural o desdobramento em gastronomia, carros, residências, serviços em geral. Crescimento! E ainda temos na Amazônia a imensidão da água, favorecendo uma ilimitada oportunidade para atividades marítimas ou aquáticas. Quem sabe um dia a Amazônia abrigará uma filial da cidade aquática que está sendo inaugurada em Dubai?

    O rio Amazonas já está recebendo navios de luxo, como aqueles tradicionais que fazem cruzeiros no Caribe desde o impressionante Royal Princess até o de navegação incluiu a visita à Floresta Amazônica em roteiros que se iniciam no Caribe, nos Estados Unidos ou na Europa. Cruzeiros de luxo freqüentam a Amazônia há tempos mas, o número de visitantes tem se multiplicado. A chegada desta classe turística é uma boa notícia para o turismo na Amazônia. Há uma percepção que o Caribe se encontra saturado, com isso ganha o Brasil.

    A atividade e o consumo do Luxo cresce no mundo... cresce no Brasil... e agora também cresce na Amazônia.

    Novos tempos!


    Carlos Ferreirinha – Diretor Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento especializada no Negócio do Luxo e Premium – www.mcfconsultoria.com.br, com atuação no Brasil e América do Sul.

    Fonte: http://www.mcfconsultoria.com.br/material/artigoAmazonia.pdf

    Abaixo, uma imagem do Teatro Amazonas, "marco zero" da instituição do luxo no Amazonas. Vamos lembrar da época gloriosa do ouro branco, como era conhecida a borracha...

    Esse prédio é neoclássico (pertencente ao ecletismo historicista), bem à moda de boa parte dos prédios em Belo Horizonte, que adoro observar... Lembro de um amigo brasiliense, me levando pra conhecer Brasília e apresentando os prédios de Niemeyer, bem como os seguidores de sua arquitetura, até que chegamos ao "Pontão do Lago Sul", um lugar fino. E meu amigo disse sobre essa arquitetura neoclássica: "isso aí é uma cagada arquitetônica que fizeram". Lógico, pois não tem base o neoclassicismo em Brasília, que não viveu essa época. O curioso é que o neoclassicismo, essa coisa neo-burguesa à la Daslu, é uma praga, uma erva-daninha que se alastra em nossos tempos atuais como um símbolo de status, de luxo.

    Mas, vamos pensar em como podemos trazer a identidade Amazônica e o conceito dessa floresta tropical biodiversa para a concepção de um produto de moda genuinamente brasileiro e dentro do conceito de luxo. (Ufa! que parágrafo extenso!). Bem, eu vejo duas possibilidades no desenvolvimento desse produto luxuoso de moda e emblemático do "conceito Amazonas":

    • o caminho do handmade, feito à mão, exclusivo, único, artesanal, raro; 
    • o caminho do tecnológico, do virtual viabilizando o mundo real, facilidades de acesso por meio da tecnologia.

    Naturalmente, os dois caminhos podem coexistir. Acho que o tecido Amazontex, que usamos lá na empresa, a Raiz da Terra, é simbólico disso. Claro que estou falando apenas de uma matéria-prima; nós todos sabemos do couro vegetal (essa balela...), de roupas que captam raios solares em energia, dentre outros diamantes e cascalhos. No mais, a Amazônia em si é um luxo pelos seus aspectos imateriais (de cultura indígena, etc.) e materiais, como a água e toda a biodiversidade pouco conhecida.

    Malha elaborada com fios naturais e refinados, associados ao acabamento Amazontex, que tem como base a manteiga extraída das sementes do Cupuaçu. Possui um toque muito macio, é antialérgico e trata e protege a pele contra os raios nocivos do sol.



    Escrito por Lu Duarte às 00h10
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    Agenda em BH

    Minas Trend Preview: 4 a 7 de novembro, http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?alias=www.fiemg.org.br/mtp

    O "Preview", como é carinhosamente chamado o evento entre a turma fashion, é uma espécie mineira de SPFW, mas num calendário de cruise collection. Esse ano, eu vou.

    Design & Identidade: 20 de novembro, na Escola de Design da UEMG.

    Em breve, maiores informações. Aguardem!

    5º Seminário de Educação Ambiental: 27 e 28 de novembro, http://www.ed.uemg.br/outros/eventos/5-seminario-educacao-ambiental

    A cada edição, fica melhor o formato do evento. Nesta, podemos enviar pôster. Novamente, irei.



    Escrito por Lu Duarte às 05h30
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    Privalia

    Excelente dica que uma amiga minha acabou de passar! 

    Trata-se do site Privalia, um Clube Privado online que organiza, em exclusividade para seus sócios, vendas pontuais de produtos de primeiras marcas de moda, esporte, acessórios, lar, etc. com descontos de até 70% em relação aos preços das lojas. Mas só vale o acesso por "apadrinhamento", o "QI de quem indicou".

    Privalia: http://br.privalia.com/static/whoweare



    Escrito por Lu Duarte às 02h52
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    Curso de história da moda



    Escrito por Lu Duarte às 07h45
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    Pra quem acredita em ética made in China...

    Best practices in factory training in China: Contributing to more worker participation in the improvement of working conditions

    http://fairwear.nl/images%20site/File/Bibliotheek/Overige/FWF%20-%20factory%20training%20paper%20-%20september%202009.pdf



    Escrito por Lu Duarte às 15h38
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    How to Avoid Bamboozling Your Customers

    Marketers looking to provide more environmentally friendly choices to consumers may have heard about bamboo, which has been recognized for its ability to grow quickly with little or no need for pesticides. But when it comes to textile products made from bamboo, that’s not the whole story.

    The truth is, most “bamboo” textile products, if not all, really are rayon, which typically is made using environmentally toxic chemicals in a process that emits hazardous pollutants into the air. While different plants, including bamboo, can be used as a source material to create rayon, there’s no trace of the original plant in the finished rayon product.

    If you make, advertise or sell bamboo-based textiles, the Federal Trade Commission, the nation’s consumer protection agency, wants you to know that unless a product is made directly with bamboo fiber — often called “mechanically processed bamboo” — it can’t be called bamboo. Indeed, to advertise or label a product as “bamboo,” you need competent and reliable evidence, such as scientific tests and analyses, to show that it’s made of actual bamboo fiber. Relying on other people’s claims isn’t substantiation. The same standard applies to other claims, like a claim that rayon fibers retain natural antimicrobial properties from the bamboo plant.

    If you sell clothing, linens, or other textile products, you’re responsible for making truthful disclosures about the fiber content. If your product isn’t made directly of bamboo fiber — but is a manufactured fiber for which bamboo was the plant source — it should be labeled and advertised using the proper generic name for the fiber, such as rayon, or “rayon made from bamboo.”

    Any claims you make about your textile products have to be true and cannot be misleading. As the seller, you must have substantiation for each and every claim — express and implied — that you make.

    For More Information

    For more information on advertising and labeling rayon and other textile products, see Threading Your Way Through the Labeling Requirements Under the Textile and Wool Acts. For guidance on making environmental marketing claims, see Complying with the Environmental Marketing Guides. These and other guides for business are at ftc.gov/bcp/business.shtm.

    The FTC works for the consumer to prevent fraudulent, deceptive, and unfair business practices in the marketplace and to provide information to help consumers spot, stop, and avoid them. To file a complaint or to get free information on consumer issues, visit ftc.gov or call toll-free, 1-877-FTC-HELP (1-877-382-4357); TTY: 1-866-653-4261. The FTC enters consumer complaints into the Consumer Sentinel Network, a secure online database and investigative tool used by hundreds of civil and criminal law enforcement agencies in the U.S. and abroad. 

    Fonte: http://www.ftc.gov/bcp/edu/pubs/business/alerts/alt172.shtm



    Escrito por Lu Duarte às 15h21
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    Entrevista com Stella McCartney, um dos cânones do estilo eco fashion

    'These days the customer makes her own decisions. They're not being dictated to by gay male designers' … fashion designer Stella McCartney Photograph: Live 8/Getty Images

    Lunchtime in a fashionable cafe in west London, and a sleek young woman in an expensive ivory silk blouse and deftly cut black jacket smiles and asks the waitress what the soup of the day is. "Pea and ham," comes the reply. The customer's smile fades. Stella McCartney leans her head to one side and narrows her wide, grey-green eyes. "Why do you have to put the ham in it?" she demands, her voice cool and low but fractionally louder than it was a moment ago. The waitress, landed with the thankless task of defending pea and ham soup to one of Britain's most outspoken vegetarians, can only shrug and look mortified. McCartney sighs. "Oh, it's not your fault", she concedes, ordering scrambled eggs on rye toast instead. "But maybe next time, they could just leave out the ham?"

    The true legacy, it seems, of an upbringing in the inner court of 70s rock aristocracy is less a penchant for sex, drugs and rock'n'roll than a trenchant respect for nature and a belief in vegetarianism. Right now, McCartney is a woman on a mission, her two passions having come together in a drive to encourage us to reduce our carbon footprint by cutting back on meat consumption.

    As a fashion designer, she has spent 15 years trying to distance herself from the "Beatle's daughter" tag. But the moment I ask her about where her principles come from, all that changes. "The way my parents brought me up to see the world is still absolutely key to what I am about," she says. "The beliefs I was raised with – to respect animals and to be aware of nature, to understand that we share this planet with other creatures – have had a huge impact on me."

    McCartney was born in 1971, shortly after the Beatles split up. After years on the road with Wings, Paul and Linda moved their family – Heather, Linda's daughter from her first marriage, along with Stella and her siblings Mary and James – to an organic farm in Sussex where they raised sheep, rode horses, grew vegetables, went to the local state schools. "I was brought up to understand that we are all here on planet earth together. The idea of taking responsibility for what we take out of the earth . . . it's not something we sat down and had lessons in; as a way of thinking it came quite naturally." Alternative though it sounds, Stella's upbringing sounds rather old-fashioned, in its way. The best piece of advice she was ever given, she tells me, was "do unto others as you would be done unto yourself. My mum and dad always said that and I don't think you can go far wrong with that." From the viewpoint of today's melting icecaps, the ethos of respect for nature in which the farm was steeped seems more prescient than far-out.

    These days Stella, her husband Alasdhair Willis (ex-publisher of Wallpaper* magazine, founder of the British design company Established & Sons), their sons Miller, four, and Beckett, one, and daughter Bailey, two, spend their weekdays in west London and weekends in a Georgian house on the Gloucestershire/Worcestershire border.

    Rather poignantly for someone born into celebrity and making a career in fashion, McCartney is quite unusually unphotogenic; she's far more attractive in the flesh than she ever looks in pictures. With her watchful, heart-shaped face and red hair, she looks like a little smart-talking urban fox in skinny jeans. Today her hair is scraped back into a bun; she wears no jewellery except her wedding ring. Her skin is porcelain with a smattering of freckles and she is slender, almost fashion-skinny. (After ordering her scrambled eggs on rye, she muses: "What I really want, what I always really want, is baked potato and grilled cheese. But then I'd be really fat.")

    Of course the driving force behind the McCartney family's vegetarian tradition was Linda, who died of breast cancer 11 years ago. Stella adored her mother, and you sense that the fierceness of her principles is, in part, her way of honouring her memory. Earlier this year, Stella, her dad and her sister Mary launched the Meat Free Mondays campaign. On a global scale, the meat industry generates nearly 20% of man-made greenhouse gases – more than the entire transport sector. The group Compassion in World Farming estimates that if the average UK household halved its consumption of meat, this would cut more emissions than if they cut their car use in half.

    What's more, 50 million animals a year, says McCartney, are farmed, using vast amounts of energy, and killed for bags and shoes alone. Refusing to use leather in her work, McCartney has pioneered alternative fabrics for accessories. Pushing my leather handbag further under the table [nota do blog: boa piada! Rindo a toa], I ask her why she thinks it is that the fashion industry not only ignores her protests on fur and leather but is also (it seems to me) backward in terms of environmental thinking. (The bi-annual, transatlantic tour of catwalk shows is starting to feel about as de rigueur as a patio heater.) Are people in the fashion industry particularly heartless?

    "Yup," she says. "People in fashion just don't want to hear the messages. I find it astounding, because fashion is supposed to be about change – I mean, we're supposed to be at the cutting edge! I can only think they don't care as much as people in other industries. So, yes, I think people in fashion are pretty heartless."

    At this point, the PR who has been listening in gets slightly alarmed about the direction things are going in, but McCartney will not be deflected. "What? They are heartless. They must be! Why on earth would they use fur and leather otherwise? There's no excuse for fur in this day and age. Baby kids are boiled alive. Foxes are anally electrocuted. If that's not heartless, what is?"

    McCartney has experienced some of the venom of the fashion industry at first hand. By recruiting family friends Naomi Campbell and Kate Moss to model at her graduation show from Central St Martins in 1995 she made an instant name for herself, but put more than a few backs up. When she was hired just two years later as head designer at Chloé, the knives came out. Even Karl Lagerfeld went on record to mock the appointment. Quietly, however, she made a success of Chloé: not through Alexander McQueen-esque pyrotechnics or by being a design prodigy, but by showing a shrewd understanding of what young women would want to wear next, and never compromising on a sexy, flattering fit. Under McCartney, Chloé came from nowhere to become one of the hottest labels in Paris.

    After four years, she struck a deal with Gucci, who agreed to her own Stella McCartney label. (It is said that she argued to drop her famous last name, and call the line Stella, but Gucci refused.) The first Stella McCartney show, in the autumn of 2001, was a car crash, however. One particular T-shirt, emblazoned with the word BRISTOLS, is scorched on my memory. Trashy and vulgar, a world away from the chic trousers and jackets her Chloé customers loved her for, the collection was universally panned. What happened? "Oh, God. Everything was wrong. It was all a bit messy. I was still finding myself as a person and I was trying to find myself as a brand too quickly. I was nervous and I was overthinking things . . ." After that bruising first season, McCartney returned to a less showy, more subtle aesthetic. "Things got better when I started being more true to myself. I like doing slightly masculine, Savile Row tailoring. A nice jacket. Wearable – it's almost a dirty word in fashion, wearable, but that's what I do. And yeah, it can get a bit boring, but I can push it each season into something better and more relevant for that season."

    It works. There has been no punch-the-air moment of victory, but McCartney has established herself as a credible and desirable designer: the main line is a staple in the wardrobes of many tastemakers in the fashion industry, while the success of her 2005 range for H&M showed her box-office pull in the mainstream. In 1997, the Stella McCartney label turned a profit for the first time, meeting the target set by Gucci group. McCartney has found her place in the fashion firmament by largely bypassing trends in favour of skilful, wearable interpretations of the silhouette and the mood that is shaping how women want to dress at that moment.

    I tell McCartney this. I mean it as a compliment. Most interviewees require a lavish show of flattery before they will relax but McCartney is the opposite: she seems to tense up and retreat the instant she thinks I'm buttering her up. She begins to talk, instead, about how the world has changed around her. "When I first started out, American buyers would come to see my clothes and I'd show them a jacket and trousers and they'd be like, 'What's the full look? What's the blouse, what's the shoe? What does the customer wear with this?' And I'd be like, 'Er, whatever they want?' They thought I was a bit odd. But that's changed. These days the customer makes her own decisions more. They're not being dictated to by gay male designers – not that gay's got anything to do with it, but as a female designer it's really empowering the way women have more ownership of how they dress now."

    When McCartney joined the Gucci group eight years ago, many assumed that she would eventually capitulate to the necessity of selling leather goods to make money – the business model on which Gucci itself is based. But even in the sticky early years, McCartney never appeared to blink. This, she says, is because she was privileged enough to be free to be stubborn. "The greatest luxury of having the parents I had was that it has enabled me not to have to compromise. In the back of my mind, I always knew – if this all goes horribly wrong, I'll be all right. That's an option that most people just don't have, financially."

    In March, McCartney was honoured with an award for her support of environmental causes by the Natural Resources Defence Council. Accepting the award, she said: "I try to avoid this kind of recognition because it can pigeonhole you. It's my job to make people not notice that I'm working in a slightly more responsible way." Why, I wonder, the ethics-by-stealth? "I am a fashion designer. I'm not an environmentalist. When I get up in the morning, number one I'm a mother and a wife, and number two I design clothes. So the main thing I need to do is create, hopefully, exquisitely beautiful, desirable objects for my customer. That's my job, first and foremost. If I can make you not notice that it happens to be out of biodegradable fake suede, if I can make you not notice that it hasn't killed cows or goats or unborn baby lambs, then I'm doing my job. There should be no compromise for you as a customer. I don't want to do scratchy, oatmeal-coloured things, that defeats the object. And sometimes . . . I try really hard, but if now and again I have to dye a bag using chemicals that are not as low in environmental impact as I'd like, in order to get a brighter colour, then I will do that."

    She must say the phrase "I'm not perfect" about 14 times over the course of an hour. "If I look like I'm putting my hand up and saying, look at me, I'm above reproach, then I'm going to get screwed. That's the nature of the country we live in." The McCartneys are, understandably, a little wary of the media these days. "We use Ecotricity at the studio and at home. We have biodegradable corn shopping bags. We use a hybrid car company when we need to get taxis. I'm obsessed with not chucking away food. I'm lucky enough to have a gardener, so we grow sweetcorn, tomatoes, beetroots, cabbages, pumpkins, lettuce. I'm trying to get into blanching it and freezing so I don't have to buy veg over the winter, but then you need loads of freezers, and that's not ideal . . . I don't fly nearly as much as I used to, although that's as much about having kids and not wanting to be away as it is about principle."

    Family is certainly important to her. At Stella McCartney fashion shows, the show notes given to guests are prefaced with a page of dedications in her handwriting, almost always to "mum and dad", as well as her husband and children. Her father is a regular in the front row, and the pair seem closer than ever following his divorce from Heather Mills. When McCartney opened her first Paris store a year ago, I happened to drop in the day before the glam opening party and found McCartney showing her dad and Nancy Shevell, his girlfriend, around the shop in private. Paul was in jeans and carrying a music store carrier bag, every inch the fifty quid everyman. Later, at a tea party for editors, McCartney arranged a puppet show and low benches so that guests could bring their children; the hostess could be found perched at knee height, discussing the merits of Ben Ten with younger guests. McCartney and her husband are known for being rather normal, at least by the glitzy standards of their milieu: I once heard an acquaintance of theirs comment on how charmingly quirky they were in not having a nanny at weekends.

    McCartney can be spiky though. She is businesslike, direct – a world away from most fashion designers, whose idea of giving an interview is calling you darling a lot, and complimenting your shoes. When I ask her, genuinely curious, whether the people who work for her would ever eat, say, a bacon sandwich in the office, and she snaps at me for asking "a Daily Mail question". No, I'm just genuinely curious, I say. "Do they? I don't know. I assume they do. I don't think about it. Sometimes, at lunchtime, I can really smell fish when people are eating, and then I'll shout – OK guys, enough fish. My argument is, if a journalist comes into our office and it stinks of fish, that's weird." She doesn't have much of a sense of humour about the vegetarian thing, but then, why should she? It's not a joke to her.

    After her latest collection is done and dusted – the catwalk show takes place in Paris today – the next project to emerge will be a capsule collection for Gap Kids, which goes on sale in November. What's in it, I want to know: will there be the signature jumpsuits? Blazers? "I definitely took a couple of things that are totally Stella and reduced them down, because I know that's what I would want if I was one of the parents buying this. I'd be like, 'I want that, but little.' But the challenge was that this goes up to age 12, so you're not just designing for the mums and dads. My eldest is four and a half and suddenly, he has all these opinions on what he wants to wear. Oh, and we did have jumpsuits to start with, but you know, kids have to pee . . ."

    I am curious, I say, as to how, as a second-generation celebrity herself, her experience has informed her own parenting. Actually, this is a slightly disingenuous question. Having read that her eldest child has just started at a private school, I am interested to hear the famously state-educated designer's take on this. At this moment, however, her PR, who has been making wrap-this-up noises for a few minutes, stands up and starts gathering bags and jackets, giving McCartney a perfect excuse to dodge the question. But she's not the dodging type. "When I was younger, I always assumed that when I grew up I would be living in the country, and my kids would be going to a state school. But that's not how things have turned out. I can't see myself being able to leave London . . . and I think it's different, the schools thing, in a city. So no, my kids aren't going to state schools in London. That's the decision we've come to . . . it's such a big debate, that one, it's the biggest struggle I have in my head right now. I don't know . . . I still think the way I was brought up is the best way in the world to be brought up." She frowns. "I'm not saying I'm perfect, you know."

    Fonte: http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2009/oct/05/stella-mccartney-fashion-heartless 



    Escrito por Lu Duarte às 14h48
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    Seminário em Londres

    London – United Kingdom, 19–20 November 2009

    The Case for Sustainable Fashion

    Organic and Sustainable Textile Seminar for Brands and Retailers

    MADE-BY and Organic Exchange is delighted to invite you to a unique 2 days intensive seminar on sustainable fashion in London! This seminar is the perfect opportunity to assist textile and apparel professionals working in brands and retailers to come up to speed on changes and opportunities in the supply chain.

    The seminar contains presentations and lectures from practitioners with years of field experience, interactive clinics, panel discussions and workshops. This platform brings together experts and industry practitioners along the supply chain of garment, and provides an open and neutral ground to discuss most burning issues, latest innovations, how to address challenges and best practices on developing sustainable fashion production. Economic, environmental and social aspect will be equally addressed as a holistic approach. You will not want to miss it!

    Some of the important topics covered include:

    • Environmentally Friendly Fabrics – Understand the Definition, Sourcing and Production Issues,
    • A discussion on Recycled Polyester and Climate Neutral Clothing,
    • Responsible Processing – The Good The Bad & The Ugly of Dyeing and Finishing Industry,
    • Product Integrity – Certification, Labeling, Transparency and Traceability,
    • Social Compliance – Understand the Different Systems and Learn The Actual Work Done,
    • Setting Sustainability Strategy – Learn from the Perspective of Leading Brands, Their Pitfalls, Triumphs and Lessons Learned,
    • Communication Strategy - How Sustainability and Branding Strengthen Each Other?
    • Fashion and Consumer Trends Towards Sustainability in Europe.

    Participants will be encouraged to be critical, ask questions and share experiences during discussions. It would be an excellent place to actively share knowledge and information and to network at every possible level.

    It is of our main intention that you will leave this event with:

    • Practical and in-depth sustainability strategies that can be used by your business,
    • A roadmap of action – a clear idea of what needs to be done, and how,
    • A new set of meaningful contacts.

    Who would benefit most from this seminar?

    If you are involved in supply chain management, buying, designing, fabric sourcing, marketing, CSR or are a professional and manager of a clothing brand or retailer, this seminar will assist you to initiate and develop your sustainable textile and apparel programme.

    By attending, you will provide your company with an excellent return on investment as you meet with your peers, expand your knowledge of sustainable textiles, and find new opportunities for innovation, risk reduction/brand protection, and cost savings.

    Please contact Nany Trivita Kusuma for additional details or questions.

    Fonte: http://www.made-by.nl/OE-MB-seminars/upcoming_london.html 



    Escrito por Lu Duarte às 14h21
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    Buyers pre-empt demand for sustainability

    PARIS - [25.09.09] The particular eco emphasis of this season’s Texworld exhibition was on sustainable manufacture and recycling, as retailers sense a genuine interest on the part of consumers in where and how their clothing is manufactured, especially if it is made off shore. Janet Prescott reports from Paris.

    Certified fabrics included in the Eco-itinerary sported such well-known labels as Oeko-Tex Standard 100, Organic Exchange and ISO14001 (environmental management) labels. Oeko-Tex 100 on recycled polyester from Promax of Taiwan, JKTEX Pakistan’s hemp bamboo, Tencel and Modal fabrics, and organic cotton from Argon Denims of Bangladesh.

    Turkish companies Bur-Er Tkstil and Tezyaparlar Tez-Pa Tekstil produce Oeko-Tex fabrics certified to have used optimised dyeing and finishing processes, while Paltex of Taiwan ‘s recycled polyester/ polyamide and hemp had the Bluesign EU eco flower in addition.

    The Star Knitwear Group of Mauritius showed fabrics made with cotton from Africa, bamboo, corn, Tencel and Modal. The fair trade cotton was certified by FLO-Fair Trade, alongside a certificate for Worldwide Responsible Apparel Production (WRAP). Jiansung Kungeng of China and Naz Knitted Fabrics had both GOTS and Oeko-Tex certification. It would seem the trade has come to understand the various standards referred to, believing they mean standards which will mark the products out.

    Trend areas devoted to eco-fabrics showed blends were key for fashion looks; Mozartex denim in 21 polyester/ 24 linen/ 55 lyocell. Eas-tex Industry 25 polyester/ 50 polyacryl/ 25 recycled wool in fluffy brushed weaves. Jiangsu Girmes 40 cotton/ 36 organic cotton /24 bamboo for dove grey velvet. Stylish shirtings by Sima in 11 viscose/ 32 polyester/ 31 wool /26 soya bean blend in shiny grey/ blue. Eco fabrics are seen as bringing something extra, as well as catching the public mood.

    With all this on display, it is fair to suggest that the Texworld offering has become more sophisticated and targeted each season. It is now a very sleek show, having lost the element of the bazaar which put some people off at its inception. The fabrics on show at Le Bourget were high quality and the methods of production responsive to a changing market.

    One of the ways Texworld has continued to distinguish its offer is to mark itself out as the place where green and eco matters are high profile. An ‘eco-friendly textiles itinerary’ was provided by Messe Frankfurt, signifying the location of the 90 stands which provided certified organic and recycled fibre., subdivided into those with optimised dyeing and finishing, those made according to certifiable social standards, and some which fulfilled all these criteria. The system uses the coding introduced in Hong Kong last year to stratify the level of eco involvement by different coloured leaves

    It remains to be seen whether these are immediately recognisable by buyers, who consulted the explanations on boards adjacent to trend displays of eco fabrics, but they are a good ready reckoner for those who are seeking a particular type of commitment. Helene Pichenot, press officer, Texworld, commented that international journalists were much more interested in eco fabrics this season, making specific requests for information.

    Fonte: http://www.ecotextile.com/news_details.php?id=10016



    Escrito por Lu Duarte às 14h14
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    Jeans com seda

    Ouvi dizer, no curso, que a Covolan lançou um jeans com seda na fibra. Mas o site não informa nada...

    Covolan: http://www.covolan.com.br/



    Escrito por Lu Duarte às 07h06
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    Diário de bordo: agradecida

    To há quase uma hora tentando escrever das coisas boas que tem me acontecido por causa dessa paixão minha pelo tema da "moda ética"... O mestrado, a exposição de arte, o blog da marca eco infantil, o meu trabalho... Daí vi que meu chefe tava online no msn, e o que eu tinha pra falar era é agradecer.

    "ooo cassius, antes de eu ir dormir, queria te falar uma coisa, e amanhã eu reforço pessoalmente: obrigada pela oportunidade. confiança é o maior salário que vc. podia me dar Bem humorado boa noite! bjs!"

    Falta agradecer pessoalmente ao prof. Eduardo Romeiro Filho, pela oportunidade e confiança no projeto de mestrado na Engenharia de Produção da UFMG, no tema que eu quero. Eu dei sorte de me deparar com um sujeito que senti empatia de cara. Meti as caras, fui atrás e encontrei. Não teve "QI de quem indicou". E estou batalhando...

    Falta agradecer pessoalmente a Lucia Santiago e o Mário Santiago, por confiarem mais na minha pessoa que no meu trabalho, e darem essa oportunidade desse projeto tão legal, poder expor um objeto vestível surrealista no Museu Oi Futuro de BH (http://www.oifuturo.org.br/oifuturo.htm#/), possivelmente o museu mais hi-tec do país. Lembro a única vez que estive lá e imaginei com que meios alguém consegueria expor lá... Lembro de um artista plástico de Pouso Alegre, de onde eu vim, que me disse que eu não levava jeito pra arte, mas pro design - isso depois de eu ter feito uma individual e uma coletiva (junto com ele e umas panelinhas que nunca pertenci) na Galeria Artigas. Dá muita satisfação quando alguém acredita em vc., aposta em vc., mesmo sem mal te conhecer, como é o caso desse casal tão generoso...

    Falta agradecer pessoalmente as meninas da Pistache & Banana, pela oportunidade e confiança de eu escrever no blog dessa marca de moda ética infantil. O dia em que eu estiver em São Paulo, vou marcar esse abraço. Deu muita satisfação eu ver minha carinha no layout do blog.

    E, amanhã, eu vou agradecer pessoalmente o Cassius, o chefe mais figura que alguém poderia ter, pela oportunidade de eu tomar conta de todo o desenvolvimento de produto, toda a coleção, de me dar a chance de eu fazer o que gosto. Hoje a gente começou a fazer um curso de Planejamento e Desenvolvimento de Coleção, no Senai Modatec, às expensas da empresa, e eu dou muito valor nisso. É bom sentir e saber que estão apostando e investindo em vc.

    Porque pra mim, jacu e por vezes um "bicho-do-mato", nova, sem experiência, falando caipira (porrrta, porrrteira), sem saco pra tititi fashion e peruagem, e me escondendo atrás de um cabelo desgrenhado, não era pra essas coisas acontecerem. Eu sinto que preciso ter coragem de ser a confiança que as pessoas depositaram em mim. Como disse Guimarães Rosa: "A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem".



    Escrito por Lu Duarte às 00h08
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    mais Karim Rashid

    Palestra internacional por Karim Rashid, designer egípcio naturalizado americano. Congresso Internacional de Decoração e Design AMIDE 2009. BH, MG.

    Abaixo, um pouco do que transcrevi literalmente do que o cara falou:


    •    “Focus on
    human behavior
    •    “
    Technology should be present in every human project
    •    “when I entered to university, I thought design was about democratic goods
    •    “Why don’t colored?”
    •    “design is about drive emotions
    •    “design is about work with contemporary material
    •    “Design contemplates efficiency
    •    “How do we live today? We live in a very casual way.”
    •    “Technology and information eras
    •    “We can live with nothing, but not without emotional experience, physical sense
    •    Luxury market: higher quality, precious materials, “is going to change, ‘coz consumers are more intelligent and richer” [nota do blog: ele certamente não se refere aos 4 bilhões que vivem com menos de 3 dólares/dia]
    •    “luxury is technology, not diamonds”
    •    “luxury is not having anything
    •    “luxury is to have time”
    •    “luxury is so many things, that’s being immaterial
    •    “we have to create things that really speaks with contemporarity
    •    “design is about human perceptions
    •    Giorgio Armani, 1998, scan your body, you see yourself in a mirror changing clothes. Could be a new way to shop.
    •    M.A.C, you see yourself in a television
    •    “restaurants: they are so focused on food that they forget the experience around the food, the space”
    •    The dark restaurant: you don’t see anything, you just eat, “the food I think it was, it was not”
    •    “when we do construction, we still doing construction as we used to do a hundred years ago”
    •    “90% of objects on the world are made with machine
    •    “running shoes are 75% of shoes market in the world”
    •    “speak with the country culture
    •    “I started using symbols in 2001, designing a hotel. There was 54 rooms and no numbers, but symbols”
    •    “in the next year more than 60% of population in USA and Europe is going to be more than 60 years old and nobody is designing for then!

    E, tcharam!, aí está a aprendiz com o feiticeiro.



    Escrito por Lu Duarte às 22h59
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    Jeans com fibra de sorgo sacarino, variante da cana-de-açúcar

    Doce Deleite

    Como um jeans feito de sorgo sacarino - e que andava esquecido há quatro décadas - pode despontar novamente como um produto de futuro?

    Texto de João Antônio Lourenço

    (...) A Sugarcane Jeans (...) está além de todas as expectativas. É bastante raro encontrar uma calça feita a partir do mais puro blue denim japonês, misturado com fibra de sorgo sacarino. Bem, vamos por partes.

    Amplamente utilizado na produção de álcool hidratado, o sorgo é uma "planta-camelo", variante da cana-de-açúcar, apropriada para suportar drásticas mudanças de temperatura e todos os fatores externos que aparecer pela frente; também uma inteligente alternativa para produção de alimentos para o gado e, até mesmo, para nós, humanos.

    O denim made in Japan está entre os melhores do mundo. Talvez o melhor. É o mais resistente e poucos podem ter a osadia de ocupar seu lugar. Dos mais artesanais como o kato, onde todas as idéias são desenhadas em um caderno normal de anotações e depois são repassadas para o supervisor de uma pequena fábrica do centro de Kyoto, até o mais premium e elaborado, como a Mizra, eles são procurados no planeta inteiro. A cultura dos jovens japoneses, público-alvo, também é representada pela busca do jeans perfeito, quase uma missão divina. Geralmente dão pouca atenção a simples etiquetas. Caso o desconhecido for bom, tudo bem. Eles estão mais preocupados com a qualidade e todos os detalhes são minunciosamente conferidos. [nota do blog: pra mim, que certa vez trabalhei no setor da Qualidade numa empresa japonesa, que tinha ISO 9001 e 14001, essa "fissura" japonesa pela qualidade é cultural e óbvia].

    O incrível é que essa calça existe desde a metade da década de 1970. Mas, só agora, comas novas mentalidades socioambientais, está atraindo a atenção global. Fora a preocupação com o meio ambinete, a produção dos jeans Sugar esteve mais interessado em obter o mesmo tecido fabricado no começo do século passado. "Acreditamos que o autêntico jeans vintage só pode ser revivido por meio do mesmo processo original", diz o site da marca. Para isso foram necessários 20 longos anos de pesquisas. Não deixando nenhum detalhe de fora, quando cada passo foi acompanhado por tecelões experientes.

    Entretanto, os teares utilizados em meados da década de 1970 não conseguiram chegar ao tão esperado desejo de recriar o verdadeiro jeans. Imaginava-se que os antigos teares poderiam dar conta do processo, já que o tecido havia passado por alterações estruturais. Foi quando se iniciou a árdua busca pelos teares antigos. Provenientes das décadas de 1950 e 1960, quando finalmente encontrados, estavam em péssimo estado. Mas a marca insistiu: praticamente recriaram os teares, que ficaram adaptados para sustentar as novas características do tecido. Dessa forma, também se manteve o mais desejado, que era aquele aspecto de tecido grosso, áspero e desigual, típico do começo do século XX. Os fios foram cuidadosamente selecionados, sem sofrer ação de tratamentos químicos. As lavagens são manuais e, em alguns casos, o caqui, e não o chocolate, foi utilizado como corante.

    E nasceu assim a Sugar. Quando cada calça fica pronta para ser usada, recomenda-se uma pré-lavagem em água fria. Apenas água, sem detergentes. Os venenos domésticos ficam de fora, para possibilitar o desbotamento gradual e um ajustamento natural. Tudo vai depender da ação do próprio dono: como usou, como lavou, como sentou. De forma única, sem ter passado pelas mãos da costureira do bairro, a Sugar está pronta para ganhar as ruas.

    Pensa só: em pleno frenesi do “jeans-design” da década de 1970, época da concorrência acirrada, surge essa proposta individualista, que trilha um segmento próprio. Obviamente alcançaram o patamar tão aguardado e encontraram sua fórmula do sucesso. O mais incrível é que conseguiram formar uma identidade nova a partir de algo que já existia e que estava abandonado. Ninguém desejava mais a Sugar Jeans. Bastou o real interesse na procura da verdadeira I-NO-VA-ÇÃO.

    (...) A Sugarcane, por mais moderna que seja, apresenta um posicionamento simples: seguir atrás do que se acredita, persistir sobre uma idéia. Hoje as oportunidades são enormes. Somos produtos da informação ou apenas vivemos na era da informação? (...)

    Calça jeans da Sugarcane

    • Fonte 1: edição especial de Jeans, da revista ffwMag!(da SPFW), página 219.
    • Fonte 2: blog Jeans para todos: http://jeansparatodos.blogspot.com/2008/11/jeans-feito-com-cana-de-acar.html
    • Fonte 3: blog Brasil do Bem: http://brasildobem.blogspot.com/2008/01/o-luxo-do-jeans.html
    • Fonte 4: Sugar Cane Jeans: http://www.sugarcanejeans.co.uk/


    Escrito por Lu Duarte às 21h10
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    Definição de moda

    Estou me divertindo Rindo a toa aqui com a definição de moda que acabei de ouvir do meu chefe pro designer gráfico: "Moda é que nem feira de fruta". Ou seja, se a fruta (roupa) ficar mais de três dias exposta, apodrece (não vende). Sensacional!!! Rindo a toa ahahaha E a gente aqui lendo Barthes... tsc, tsc, tsc... Ai, ai... Guimarães Rosa estava certo mesmo de suspeitar que o conhecimento e a verdade estavam no linguajar do legítimo mineiro!

    Taí, falou e disse: moda é que nem feira de fruta. Essa pérola eu não vou esquecer! ehehehe Bobo



    Escrito por Lu Duarte às 15h14
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    Oficina Pistache&Banana - Pintando com a cor da Natureza! Oficina educativa

    Para encerrar o divertido e instrutivo ciclo de oficinas educativas que acontecem desde Junho.2009, a Pistache & Banana e a Casinha na Árvore  preparam uma oficina especial para dar um até logo conectado com o planeta Terra.

    Nesse sábado, a criançada vai soltar a criatividade e experimentar a arte com pigmentos naturais extraídos de cascas, plantas, frutas e legumes.

    E para eternizar todo o envolvimento com o meio ambiente, aprendido com as dinâmicas das oficinas anteriores, a turminha vai produzir um grande painel que ficará exposto na loja da  Pistache & Banana.

    Venha contribuir com a Natureza mais uma vez.

    Doe  um pouquinho sua criatividade e faça um grande bem  ao planeta!

    Lembrando que para participar – a oficina é gratuita – basta ligar  e se inscrever!

    Serviço:

    Oficina Educativa Pintando com a cor da Natureza!

    Quando: dia 17outubro 2009

    Horário: 15 horas

    Onde: Loja da  Pistache&Banana

    Rua Harmonia 198 – Vila Madalena – SP

    Telefone: 11 2528 8280

    www.pistachebanana.com.br



    Escrito por Lu Duarte às 04h18
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    Anos 40 no inverno 2010

    Uma forma de saber o que vai pegar na próxima estação é absorver todos as semanas de moda do calendário não-tupiniquim, certo? Bem, para não dizer "errado", fiquemos com "nem sempre".

    Alguns autores de moda defendem que depois dos anos 60, ou, a partir dos anos 70, tudo passa a ser ressignificação, releitura, isto é, não surgem novos grandes conceitos. (Eu, pessoalmente, discordo disso, como muitos outros leitores dos clássicos). Diante desse ponto de vista, vamos voltar no tempo, nos anos 40, que estão pegando neste inverno 2010. Depois de analisar sucintamente os anos 40 (compilação do livro "Fashion Design", da Sue Jenkyn Jones), vamos tentar entender a razão da pregnância dele nos tempos de hoje.

    Anos 1940

    Datas e eventos marcantes

    • 1939-45 Segunda Guerra Mundial; bomba atômica. Racionamento e cupons para roupas. DuPont desenvolve o náilon.
    • 1947 Introdução de corantes sintéticos para tingir as novas fibras acrílicas e de poliéster.

    Estilistas e influências

    • Mainbocher, Schiaparelli, Balenciaga, Molyneux, Hartnell
    • Creed, Hardy Amies. Ascensão dos estilistas americanos: Blass, Cashin, McCardell, james, Norell
    • Intelectuais, artistas e músicos expatriados e dispersados pela guerra criam novas comunidades e influências

    Silhuetas e estilos

    • Precisão no acabamento
    • Roupas com muitos detalhes
    • Extremos de pobreza e de riqueza
    • Linha Princesa, cintura marcada com cinto, sapatos práticos e resistentes, conjuntos (ternos e tailleurs)
    • calças femininas práticas, quase militares
    • Sapato plataforma
    • Abordagem "make do and mend" (aproveite o que tem e remende) para enfrentar o racionamento de roupas durante a guerra
    • Mulheres precisam de roupas práticas para trabalhar no esforço de guerra, e muitas continuam nos locais de trabalho exercendo funções de apoio
    • Homens usam ternos de abotoamento simples

    Mais sobre os anos 40 em: http://eticat.zip.net/arch2009-09-01_2009-09-30.html

    Então, hoje, em que estamos começando a tomar um fôlego depois da crise (embora eu, pessoalmente, não a tenha sentido em absoluto; aliás, meu padrão de vida melhorou), o mood assemelha-se ao do pós-guerra. Sobrevivemos, queremos permanência (=atemporalidade; ex.: trench coats), estamos mais austeros e pensamos antes de comprar. Hoje,o comportamento é de neonomadismo; a sensação é de um homem desenraizado (Todorov), buscando um lar (=aconchego, ex.: formas amplas).

    Com esse breve entendimento, podemos olhar com outros olhos (além da busca de frufrus, formas e cores) imagens de moda como do The Sartorialist, pra nos atermos num dos blogs mais famosos do mundo. O que você vê aí nas ruas?

     



    Escrito por Lu Duarte às 15h59
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    Revista O Confeccionista - Ano I nº1 julho/agosto 2009

    Excelente essa revista nova, que acabou de ser lançada! Alegre Peço licença para reproduzir os trechos de moda + sustentabilidade!

    Página 18

    Mercado de vestuário no Brasil

    Perfil da demanda
    •    70% do consumo cabem às classes B e C
    •    18% do consumo cabem à classe A
    •    61% do consumo ocorre nas maiores 150 cidades do país
    •    Mercado ganhou 30 milhões de consumidores nos últimos 12 anos
    •    Renda per capita aumentou 15% em termos reais nos últimos 12 anos
    •    Resultado: mais consumidores e maior poder de compra
    Fonte: Abit/IEMI

    Página 19

    Mercado apetitoso

    Pelo segundo ano consecutivo, um estudo da empresa de consultoria internacional A. T. Kearney aponta o Brasil como o mercado mais atraente para varejistas de roupas, dentre 30 países emergentes pesquisados. “As políticas governamentais de redução da inflação e de aumento do poder de compra dos brasileiros fortalecem a posição econômica do Brasil em relação aos demais”, diz Hana Bem-Shabat, parceira da A. T. Kearney e uma das líderes do estudo. Entre os motivos que colocam o Brasil nessa posição está o grande volume de vendas de roupas registradas no país, inferior, entre os emergentes, apenas ao da China. Contam pontos também o crescimento superior a 20% da taxa de consumo nos últimos cinco anos, o elevado valor da venda anual de roupas per capita (que no Brasil é de cerca de US$490, cerca de seis vezes maior que o gasto anual do consumidor chinês), e o fato de mais de 60% da população ter menos que 39 anos de idade.
    O levantamento diz que brasileiros “adoram comprar e são extremamente antenados em moda. Tendências geralmente são determinadas por celebridades locais”. Segundo o estudo, para conquistar esse mercado, os varejistas multinacionais precisam desenvolver um conhecimento maior dos costumes e da moda locais.

    www.grdi.atkearney.com

    Página 24

    Produção mais limpa

    O Sinditêxtil-SP lanço, em junho, o projeto “Desenvolvimento de Indicadores Ambientais para o Setor”. A proposta faz parte do Guia de Produção mais Limpa, uma iniciativa da entidade e da Cetesb, visa ao desenvolvimento sustentável e é pioneira entre os setores produtivos no país. Para implementar medidas de produção mais limpa, os indicadores, em sua primeira fase, serão voltados para o consumo e reuso de água, geração totais de resíduos de classes I e II, consumo de energia e resíduos recicláveis. A proposta para essa primeira fase dos Indicadores é de que até outubro de 2009, as indústrias façam a aplicação da metodologia e o registro de dados de indicadores, para que em dezembro deste ano sejam feitas as medições e a avaliação final dos resultados obtidos no período.

    Página 26

    Sustentabilidade

    A Vicunha Têxtil está entre as três empresas do setor têxtil e de confecções mais sustentáveis do país, segundo a última edição da revista Imprensa [que eu já postei no blog], publicada em junho de 2009. Maior indústria têxtil da América Latina, investe em medidas socioambientais por meio da implementação de sistemas de produção com melhor aproveitamento e uso dos recursos naturais. Exemplo disso é o tratamento de 70% da água usada em processos produtivos, o que garante o reaproveitamento de cerca de 50 milhões de litros de água por mês. A empresa também substituiu a utilização de óleos e combustíveis por materiais orgânicos, como casca de castanha de caju e bagaço de cana-de-açúcar. Dessa forma, 1400 toneladas de gás carbônico deixam de ser lançadas na atmosfera todos os meses. A Vicunha tem ainda um programa de treinamento e conscientização ambiental que é aplicado a todos os seus colaboradores.

    Página 41

    Identidade Brasil

    “A moda brasileira vive um momento único. Assim como outros países, o Brasil hoje também conta com magníficos designers, mas o mais importante é uma imagem/identidade de design Brasil ligado à criatividade, diversidade, sustentabilidade e ao lifestyle. Ou seja, temos um país com designers e designers com um país”, constata Antonin Bartos Filho, diretor-superintendente da Associação Brasileira de Estilistas (Abest), que, com o apoio da Apex-Brasil, mantém o Projeto Comprador, um paralelo à SPFW. Segundo Filho, “os 35 compradores internacionais, trazidos de todas as partes do mndo, procuravam o “novo”, a identidade Brasil, que, segundo eles, é hoje, em termos de crise, o diferencial para as vendas de moda”.
    O resultado do projeto foi animador: “Tivemos um aumento de 25% nos pré-pedidos, em relação à ediçã passada e, pela primeira vez, com a liderança dos países do Oriente Médio e da Ásia (Índia)”, revelou Filho.

    Página 56 – 58

    Negócio promissor

    O setor de vestuário infantil anda longe da recessão. Em junho, os 153 fabricantes que apresentaram as novidades e tendências das coleções de primavera-verão 2009/2010 na 33ª FIT 0/16, realizada em São Paulo, obtiveram volume de negócios estimado em R$130 milhões, 7% superior ao da última edição, ocorrida em janeiro deste ano, segundo os organizadores do evento. Formado por 4.160 fábricas em todo o país, o setor cresce 6% ao ano, fatura cerca de US$6,9 bilhões e responde por 23% do mercado de vestuário no Brasil, segundo a Abravest (Associação Brasileira do Vestuário).
    (...)
    Para driblar a crise, a Camú Camú teve de aumentar o esforço de produção, oferecendo maior número de itens na coleção, para vender o mesmo volume. Só para a coleção primavera/verão são 157 itens, informa  a diretora administrativa Josiane Scudeler. Com produção destinada a pequenos varejos multimarcas, a empresa reúne mãe e duas filhas em torno da mesma atividade: moda infanto-juvenil. Com sede em Cerquilho, no interior de São Paulo, emprega 50 funcionários internos, 60 colaboradores externos e produz 150 mil peças/ano. A produção é destinada a pequenos varejos multimarcas e comercializada por meio de representantes.  Para consolidar a marca, que existe desde 2006, as donas estão criando uma loja própria, em Cerquilho. O algodão é a principal matéria-prima da Camú Camú e está presente em 85% da coleção. Além disso, a empresa oferece confecções elaboradas em algodão orgânico ou com tecidos extraídos da fibra da garrafa pet [nota do blog: fibra e extração são conceitos empregados erroneamente para se falar sobre o tecido composto por pet]. São camisetas, leggings e vestidos coloridos, macios, confortáveis e ecologicamente corretos.
    (...)
    A YKZ dividiu sua coleção em quatro temas. (...) o Ecológico procura estimular nas crianças o cuidado na preservação da natureza, com frases e desenhos estampados em camisas e camisetas.

    Página 66

    Maciez e versatilidade

    A Lenzing Fibers, fabricante de fibras à base de celulose, apresenta a linha ProModal, um misto de fibras Lenzing Modal e TENCEL. “O tecido une a funcionalidade do Tencel à suavidade e conforto do Modal”, explica a gerente de Marketing Cinthia Massura. A mistura da nova fibra com as de algodão, por exemplo, possibilita menor retenção de umidade no tecido e na pele. Por esse motivo, o ProModal é indicado para ser utilizado na confecção de lingerie e malhas preocupada com a ecossustentabilidade [nota do blog: esse não é um termo lá muito acadêmico, melhor seria sustentabilidade ambiental], a Lenzing adota o conceito eco denim – TENCEL, em que defende a utilização de 25% de fibra de celulose proveniente de eucaliptos no cotton denim, a fim de reduzir os impactos ambientais do cultivo de algodão.
    www.lenzing.com/fibers

    Brim natural

    Um dos maiores consumidores e processadores de algodão do mundo, a Vicunha Têxtil parte para a linha ecológica e lança NAT, coleção composta de dez variações de brim em cor natural e aspecto rústico, com pequenas cascas de algodão aparentes. Leves, os tecidos NAT vêm sem tingimento e lavagens e pode ser utilizado na confecção de bermudas, calças, vestidos, túnicas e também na decoração, em jogos americanos, na forração de sofás etc. – um novo nicho que a Vicunha começa a explorar, conta a gerente de Marketing Renata Guarnieiro.
    www.vicunha.com.br 

    Página 67

    À flor da pele

    Um tecido ainda sem similar no Brasil, que promete elevar ainda mais a qualidade da lingerie brasileira, começa a ser produzido pela Rosset Têxtil, em edição limitada. Batizado de “sopro”, o novo tecido é levíssimo (100g/m2), sem ser transparente e, ao ser tocado, produz a sensação de maciez da pele de bebê. Isso é possível pela conjugação de dois fatores: combinações de fios de poliamidas microfilamentadas e elastano e maquinário específico recém-adquirido pela empresa. “o lançamento é um diferencial neste ano em que a Rosset comemora sete décadas de Cida”, coloca a gerente de marketing Alessandra Bueno. As peças produzidas com o “sopro” terão direito a um tag explicativo sobre os principais benefícios do produto.
    www.rosset.com.br


    Nota do blog: essa questão de usar o tag do fornecedor é complexa. Lá na Raiz da Terra, a gente não usa. Por que? Pra não divulgar os fornecedores pra concorrência (embora quem acompanhe esse blog, saiba de muitos outros fornecedores com quem eu ainda nem trabalho na empresa) e, também, porque não temos a intenção em fazer publicidade, gratuita, do fornecedor. Agora, se houvesse parceria do fornecedor com a gente (descontos, prazos, cores e tecidos exclusivos), aí sim, as tags alheias seriam bem-vindas. Bem humorado



    Escrito por Lu Duarte às 04h58
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    Página 70

    Denim verde-e-amarelo

    Para onde vai o denim brasileiro: a América Latina se destaca entre os cinco maiores consumidores:
    1.    Argentina_44%
    2.    Colômbia_10%
    3.    Holanda_9%
    4.    Venezuela_8%
    5.    Bolívia_6%
    6.    Espanha_4%
    7.    Paraguai, Chile e Honduras_3%
    8.    Outros países_16%


    De onde vem o denim importado: China é o principal fornecedor do Brasil
    1.    Hong Kong_40% + China em geral_34%
    2.    Chile_13%
    3.    Argentina_11%
    4.    Outros países_2%

     

    Página 78 – 80

    Produção sustentável

    Aumento da demanda por fibras naturais incrementa rendas de milhões de pequenos agricultores no mundo

    Ao eleger 2009 como o Ano Internacional das Fibras Naturais, a Organização das Nações Unidas (ONU) procura atrair a atenção mundial para a importância de uma atividade que gera receita anual de US$ 40 bilhões, colabora para aumentar em até 50% as exportações dos países em desenvolvimento e da qual dependem milhares de pequenos agricultores. A iniciativa da ONU pretende estimular a demanda e a qualidade de artigos produzidos com fibras naturais (entre elas algodão, seda e lã) a fim de incrementar o consumo e, consequentemente, o cultivo desse tipo de fibra, o que contribuiria para a melhora da renda desse contingente de trabalhadores.
    Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a maior parte das fibras naturais no mundo é produzida por pequenos agricultores de países em desenvolvimento que tem nessa atividade a fonte de recursos para seu sustento.
    A FAO estima que o mundo produza entre 30 milhões e 35 milhões de toneladas anuais de fibras. O algodão é o carro-chefe. Do total de fibras produzidas ao redor do globo, cerca de 25 milhões de toneladas são das plumas brancas de origem vegetal.
    Só a China, Índia e Paquistão respondem por quase 60% da produção e reúnem mais de 70% dos cultivadores de algodão do mundo. Na Ásia, o cultivo é feito por mais de 100 milhões de pessoas pobres. O processamento do algodão emprega milhões de pessoas nas fábricas, a sua maioria mulheres. A lã é a fibra animal mais produzida no mundo, com 2,2 milhões de toneladas/ano. Os maiores produtores são Austrália (25%), China, Nova Zelândia, Irã, Argentina e Reino Unido.
    (...)

    Produção nacional reage
    A abertura das importações de matérias-primas e tecidos, especialmente da Ásia, nos anos 90, contribuiu para o avanço das fibras sintéticas no Brasil. Mas já na década de 1970, com a disseminação desse tipo de fibra no mundo, o país perdia a posição de um dos maiores produtores mundiais de algodão. Isso também levou inúmeras e tradicionais fábricas de linho e seda a desaparecer. Mesmo assim, as fibras naturais ainda predominam com 60% de participação no mercado brasileiro de tecidos e confecções ante 40% das sintéticas, contrariando os demais mercados internacionais, onde a relação é inversa.
    Júlio Caetano Horta Barbosa, engenheiro têxtil que participou da organização do 23º Congresso da ABTT (Associação Brasileira de Técnicos Têxteis), conta que as indústrias de sintéticos se empenham para que o mercado brasileiro acompanhe a tendência mundial, de predominância dos tecidos não naturais. O engenheiro atribui a grande demanda por algodão no Brasil ao clima tropical, que requer tecidos mais confortáveis.
    Mas não são apenas as indústrias têxteis de sintéticos que se esforçam para ampliar a penetração desse tipo de fibra. “O governo está contribuindo para isso, construindo em Suape (PE), uma fábrica de poliéster que deverá suprir as necessidades do mercado interno”, coloca Paulo dos Anjos que, ao lado de Miguel Traversa, organizou o painel de discussões no congresso da ABTT.
    A produção de algodão, no entanto, retoma a força que teve nos anos 70 no Brasil. Haroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), conta que “em dez anos, o Brasil passou de 2º maior importador para o 4º maior exportador, graças aos ganhos de produtividade do algodão nacional”. Segundo ele, os 2.200 produtores associados à entidade utilizam recursos modernos da agricultura mecanizada, empregam 160 mil pessoas e faturam R$4 bilhões por ano.
    A Abrapa tem como meta colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais, ultrapassando, assim, os tradicionais exportadores da Ásia.
    O algodão produzido no Brasil tem fibras curtas e é ideal para tecidos mais grossos como brim e índigo [nota do blog: ao invés de “índigo”, corante, leia-se “denim”, tecido]. Já o algodão de fibra longa, para tecidos mais finos, continua sendo importado.
    A Embrapa Algodão, empresa de pesquisa de agropecuária ligada ao Ministério da Agricultura, deve começar a desenvolver a semente do algodão de fibras longas.

    Demanda aumenta
    Enquanto isso, a seda, com poucas fábricas no Brasil, resiste à concorrência chinesa e japonesa embora a matéria-prima produzida no país seja considerada a de melhor qualidade do mundo, as indústrias importam os fios, porque quase toda a produção local é exportada.
    A Werner Tecidos, de Petrópolis (RJ), uma das mais tradicionais indústrias de seda, com 105 anos de atividade, tem registrado aumento da demanda tanto interna como externa nos últimos anos. Agostinho Bernardino, gerente de vendas da empresa, revela que a seda tem sido muito demandada pelos estilistas, o que leva as marcas tradicionais de confecção a irem pelo mesmo caminho. Isso sem falar do uso da seda em decoração, que tem uma tradição continuada, diz ele. (...)

    Tecido ecológico
    Do mesmo modo que a produção de seda, a de linho depende de fibra importada e continua tendo pouca representatividade na indústria têxtil de fibras naturais. Cláudia Lellis, diretora comercial do Linifício Leslie, do RJ, com 58 anos de atividade e um dos maiores do Brasil, afirma que importa a fibra da Bélgica e da França. “O linho é o que podemos chamar de um tecido naturalmente ecológico, pois o cultivo da fibra consome um volume de água muito inferior ao do algodão, e os fertilizantes e pesticidas são mínimos”, explica. Além de suprir o mercado interno, a empresa exporta os produtos (linho, cambraia, linoc 270 e tecidos mistos) para vários países, incluindo França, Bélgica, Austrália, América do Sul e do Norte.

    Nota do blog: o linho é “difícil” de ser passado à ferro, ou seja, a roupa de linho, para ser conservada, demanda mais energia.

    A procura pelo linho, segundo Cláudia, vem crescendo de uns cinco anos para cá, principalmente por parte da indústria de confecção, na qual o material havia caído em desuso, com a maior parte destinada a decoração. “Até 2004, as vendas para o segmento de moda não passavam dos 20% e, atualmente, chegam a 50%, sendo que o volume em metros produzidos aumentou 30% em cinco anos”.
    Ela atribui esse crescimento  à busca por fibras naturais pelos estilistas, preocupados com a natureza e também com o conforto, o caimento e a maciez do linho para suas criações. A produção anual do Linifício Leslie chega a três milhões de metros.

    Fibras naturais no mundo
    •    Produção anual: 35 milhões de toneladas
    •    Produção de algodão: 25 milhões de toneladas
        China, Índia e Paquistão respondem por quase 60% da produção e reúnem mais de 70% dos cultivadores de algodão do mundo
    •    Ásia: mais de 100 milhões de pessoas dependem do cultivo de algodão

    O que pretende a FAO com o Ano Internacional das Fibras Naturais:
    •    Melhorar a qualidade da produção e estimular a demanda;
    •    Incrementar a eficiência e a sustentabilidade das indústrias envolvidas;
    •    Focar as autoridades governamentais em políticas voltadas à solução dos problemas dos produtores;
    •    Favorecer a efetiva participação da sociedade internacional.

    Contatos
    •    ABTT: (11) 3823-6100
    •    Abrapa: (61) 2109-1606
    •    Linifício Leslie: (21) 2445-3939
    •    Werner Tecidos: (11) 3887-1551



    Escrito por Lu Duarte às 04h57
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    Exposição de moda

    Mulheres Reais: modas + modos no Rio de Dom João VI

    No dia 9 de outubro foi inaugurada na Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes a exposição “Mulheres reais, modas e modos no Rio de Dom João VI”, que integrou o calendário de comemorações do bicentenário da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil. A entrada é gratuita.

    A exposição traz uma leitura surpreendente sobre o período, elegendo como recorte o mundo feminino e adotando o filtro das modas e dos modos, ao narrar o encontro entre as duas realidades – a europeia representada pelas mulheres da realeza portuguesa: D. Maria I, Carlota Joaquina e D. Leopoldina –, e a do mundo colonial, representada pelas mulheres brancas e escravas da realidade brasileira.

    Os módulos
    A exposição foi dividida em três módulos: “Mulheres da Realeza”, que mostra as relações femininas com o poder através de 10 figurinos de três rainhas: D. Maria I, Carlota Joaquina e Leopoldina, inspirados nos retratos oficiais.

    No módulo “Mulheres da Realidade”, a exposição flagra a vida das colonas brancas reclusas no ambiente doméstico em contraste com a liberdade de ir e vir às ruas das negras escravizadas.

    Já o terceiro módulo da exposição, “O passado no presente”, exibe o desfile antropológico, composto de peças de estilistas mineiros contemporâneos nas quais estão presentes as matrizes e os matizes culturais cunhados há dois séculos e que atravessam o tempo e se transformam, consolidando-se como traços da identidade nacional.

    A exposição
    Foi criada pela figurinista Emília Duncan e pela escritora Cláudia Fares, a partir de uma ideia da jornalista Kika Gama Lobo. Elas contaram com a consultoria do historiador de arte Júlio Bandeira; do historiador de moda João Braga e do antropólogo Raul Lody. O projeto museográfico é assinado por Lídia Kosovsky e Marcello Lipiani, e o projeto multimídia por Marcello Dantas.

    SERVIÇO
    Quando: De 9/10 a 23/11
    Onde: Galeria Alberto da Veiga Guignard (Palácio das Artes: Av Afonso Pena, 1537 – Centro)
    Informações:: (31) 3237-7399
    Entrada franca

    Eu estive lá; recomendo. Muito bem feita! Jóia



    Escrito por Lu Duarte às 06h52
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    Indumentária gaudéria

    Ótimo site sobre indumentária gaúcha: http://www.pampasonline.com.br/tradicao/tradicao_indumentariagaucha.htm



    Escrito por Lu Duarte às 18h13
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    Victor Hugo Eco

     A marca Victor Hugo anunciou que está se preocupando cada vez mais com o engajamento ecológico. Isto porque os couros e peles exóticas utilizadas estão em conformidade com o tratado de CITES (convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e da flora selvagem em perigo de extinção) da qual o IBAMA é signatário.

    As peles de avestruz, phyton, jacaré e schin (canela de avestruz) têm o curtimento e acabamento fundado no princípio natural feito com conservantes vegetais extraídos da acácia ( Tanino) sem nenhuma química o que lhe confere toque sedoso e brilho natural deixando evidente as marcas típicas do verdadeiro couro de cada espécie.

    As cores escolhidas para o verão 2010 da Victor Hugo variam do lilás para o rosa e do marrom para o preto. Uma cartela bem colorida e alegre. Para os modelos, as apostas são as Box bags, clutches, bolsas bijoux, carteiras, mala weekend, entre outras. Tudo com a assinatura da famosa marca.

    Nota do blog: será que os lilases e rosas são de pigmento orgânico? Se fossem, isso não seria dito? Ai, ai... Carente



    Escrito por Lu Duarte às 14h12
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    Um lixo e um luxo

    Primeiro, o lixo. Este livro tinha que ser reciclado! Diabólico

    Eco Chic - Salvando O Planeta Com Estilo

    Autor: MATHESON, CHRISTIE
    Tradutor: RODRIGUES, MARIA EUGENIA M.
    Editora: MATRIX EDITORA
    Assunto: ETIQUETA

    Sinopse
    Adotar um estilo de vida eco chic significa - ser dona de um guarda-roupa matador; sentir-se maravilhosa; comer e beber do bom e do melhor; e sentir-se mais conectada aos seus amigos, familiares e à natureza.
    Preço R$ 29,90

    Leia o primeiro capítulo em: http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/2602719.pdf 

    Agora, o luxo. Jóia

    Sustainable Fashion - Why Now? - A Conversation

    Exploring Issues, Practices, And Possibilities

    Autor: HETHORN, JANET
    Editora: A & C BLACK
    Assunto: MODA
    Sinopse
    'Sustainable Fashion - Why Now?' examines the issues of sustainability that designers, product developers, and consumers confront as they go about creating, wearing, and recycling clothing and fashion. It also considers what sustainability means alongside fashion-two seemingly contradictory concepts because fashion is all about change, and sustainability is all about preservation. Through a lively range of perspectives, the contributors discuss new ideas on how to produce fashion with a sense of ethics, organic or renewable resources, and socially responsible manufacturing techniques. This book is divided into three sections - Connecting with People on Sustainable Practices, Production and Economic Processes in the Global Economy, and The Environment, the Planet, and the Materials Used in Fashion Making.
    Preço R$ 170,52


    Escrito por Lu Duarte às 17h03
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    Velha calça, casa nova

    (criei aí essa imagem pra ilustrar a "mágica")

    Reciclar é verbo irregular, ainda pouco praticado pela maioria da população – principalmente no Brasil. Ao lado de reutilizar e reduzir, reciclar completa os três “erres” da sustentabilidade. Reciclar é repensar o mundo, resistir ao imediatismo, redefinir o futuro. Reciclar com criatividade é o que faz a ONG Cotton from Blue to Green. Desde 2006, a instituição coleta jeans usados que vão virar revestimentos de casas para comunidades carentes – ou atingidas por desastres naturais.

    Por meio da técnica Ultra Touch Natural Cotton Fiber, a empresa Bonded Logic, parceira da organização, reprocessa as fibras de algodão do jeans com soluções que deixam o tecido resistente ao fogo e ao bolor, utilizando o mínimo de produtos químicos. Para revestir uma casa média são necessárias 500 peças de jeans. Até agora, 180 residências foram beneficiadas. A meta é chegar logo a 300. O apelo inédito da Cotton seduziu também Barack Obama: o presidente norte-americano está entre as mais de 100 mil pessoas que doaram velhas calças jeans para a ONG. Em campanha realizada em agosto, com apoio da revista National Geographic Kids, foram arrecadadas, em apenas um dia, 33.088 calças. O mutirão entrou para o Guiness Book e, de quebra, tornou a idéia mundialmente conhecida.

    Não jogar fora o que pode ser reaproveitado: isso é reciclar. Pense com seus botões.

    ONG Cotton From Blue to Green: http://www.cottonfrombluetogreen.org/


    Fonte: última página da revista Mag! – Especial nº 01, 2009, edição sobre Jeans (melhor do que muito livro sobre jeans...)



    Escrito por Lu Duarte às 21h31
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    Burô/Birô/Bureau de estilo em SP



    Escrito por Lu Duarte às 21h18
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    Diário de bordo: mudança de emprego/cargo

    Hoje cedo, fui fazer uma entrevista de emprego (tinha sido selecionada com mais 4 pessoas pra um projeto bem bacana, salário quase o dobro do meu). Fui a primeira, estava confiante e mandei bem! Jóia Já ia avisar o Cassius, meu chefe, que eu estava de mala feita... Mas, nem foi preciso. Cheguei na empresa, e ele me chamou pra um papo sério... E o desenlace eu não poderia prever... Fui promovida a estilista, ou melhor, fashion designer, com todos os direitos de mandar no modelista (agora ele vai ter que me engolir! ehehehe) e acertar os ponteiros com a chefe de produção! Convencido A empresa vai pagar curso de modelagem do vestuário feminino, além de curso de planejamento e desenvolvimento de coleção! Agora sim!!! Alegre Eu não sei qual santo que é mais forte, se o do meu chefe, que fez a proposta no dia certo, na hora certa, se o meu, que me manteve no caminho certo... Coisa do destino. Bem humorado



    Escrito por Lu Duarte às 17h04
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    Heidi Elizabeth Rodriguez

    Estive na CasaCor Minas 2009 e vi umas carteiras e bolsas feitas com esses sacos de papel, reutilizados, claro, mas não lembro Carente o nome do estilista/fashion_designer/artista. Faziam par a roupas do Ronaldo Fraga, estavam no "quarto de vestir"... Enfim, mas era a mesma idéia da Heidi Rodriguez, cujo site mal tem texto, apenas imagens.

    Fonte: http://iamher.net



    Escrito por Lu Duarte às 01h35
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    Luxury questions: the experience, not the product

    Recebi esta mensagem três vezes de um leitor do blog. Confira:

    I got this message three times from a Eticat reader. Check it out:


    [jordan shoes] [turen08@yahoo.com]
    So many people who is
    UGG Boots fans are talking about http://www.jordandi.com/]jordan shoes, they want to collect all Nike Shoes to show how professional they are.I don't know how many Nike Air there are and how much it need to prepare for all jordan shoes. All of understood that air jordans is not so cheap, hundreds of jordan shoes can make any air jordans fan who want to collect all http://www.nikempire.com/ nike shoes become poor. Also, there are so many ladies searching Air Jordan or UGGS to show they are really like UGG. The same situation happened at Silver Jewelry realm, such as ladies like buying Tiffany though it's costly, why the people always do this. Somebody can tell me how about this http://www.tiffanyhot.com]tiffany?

    Answer: Hey Turen! Alegre Your questions are really interesting. As you can see, people want luxury products, regardeless of how much they spent for it. Well, two weeks ago I met the ex-president of LVMH (Louis Vuitton Möet Henessy) group for Latin America, Carlos Ferreirinha. He is an expert in the new concept of luxury. In his opinion, people don't buy expensive products, but the sensation, the experience to be or to feel something else then what is in themselves. "Experiences supply desires", he said. Luxury goods handling signs - the same signs of human wills, of the society behavior. And, in my opinion, fashion is all about behavior. Expensive products exists because people want to buy the experience of power, health, wealth, love, freedom, peace, etc. Personally, I think this behavior is stupid, is alienating of the real essence in ourselves. People look out themselves, that is, look for products and its experiences. They should look into, intro. But, man, I'm a fashion designer, I can't tell all this things to everbody. In fact, I chose to work with ethical fashion, a broader concept that sustainable fashion, which is focused on a more conscious, human and natural way to behave, also to live. Bem humorado



    Escrito por Lu Duarte às 13h35
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    São Paulo em Londres

    Cópia? Coincidência? Releitura?

    O fato é que estava organizando imagens de inverno e achei duas blusas muito parecidas... Brincalhão Parece que a migração da inspiração anda na direção contrária... Bem humorado

    Abaixo Forum Tufi Duek, SPFW, inverno 2008.

     

    E, "tcharam!", blusa de Ashish, desfilada na London Fashion Week, fall 2009/2010.



    Escrito por Lu Duarte às 17h34
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    Global Sourcing Marketplace

    ABOUT GLOBAL SOURCING MARKETPLACE Jóia


    As a culmination of 2009’s Spotlight on Sourcing event series, the Ethical Fashion Forum (EFF) will be holding a two-day Ethical Sourcing Marketplace in London. The marketplace will bring together representatives of brands and retailers with manufacturers, suppliers and cooperatives working to high ethical standards.Invitations to attend and exhibit are extended internationally. The event will include a series of short seminars during the day introducing specific suppliers and products.


     GOALS


    To promote sustainable fashion practices, and facilitate sustainable sourcing amongst fashion professionals. This event aims to create a platform and opportunities for suppliers with exemplary practices. Ultimately, its goal is to reduce the environmental impact of the industry, support fair and equitable trade, and reduce poverty.This is a not for profit initiative and all income from participant fees is dedicated towards these goals.

    PARTNERS


    The Global Sourcing Marketplace is run in partnership with some of the most established global networks of suppliers and experts in the ethical, eco and fairtrade fashion fields, including the Fairtrade Foundation, the World Fair Trade Organisation, and the Textiles Environmen Design project at Chelsea College.
     

    WHO IS THE GLOBAL SOURCING MARKETPLACE FOR?


    The event will showcase suppliers both small and large and is designed for fashion industry professionals across the sector- from new entrepreneurs to representatives from large retailers and brands. Buy Your TicketStudents and graduates are welcomed on the saturday morning between 10.30 and 1pm, for which time discounted student tickets are available.
    Buy Your Student Ticket


    WHY ATTEND THE GLOBAL SOURCING MARKETPLACE?

     
    The Global Sourcing Marketplace is the first and only international sourcing marketplace dedicated to ethical fashion. Exhibitors are drawn from several of the largest international ethical supplier networks, through the Ethical Fashion Forum, the World Fair Trade Organisation and the Fairtrade Foundation.
    For the price of £20 you will be able to: Meet a range of suppliers, see and feel products
    and discuss your needs face to face
    Gain access to detailed information on exhibitors
    through the Supplier Directory -quickly identify exhibitors
    compatible with your work
    Attend the series of short seminars during both days,
    introducing new products and exemplary supply systems
    Access one to one advice from leading ethical fashion
    support organisations and initiatives
    Network with other visitors and learn from others
    experience, share ideas and make key contacts


    SPACES ARE LIMITED SO DONT DELAYBUY A TICKET TO ATTENDREGISTER TO EXHIBIT
      FASHION +


    This event is a part of the EFF Fashion + project which is supported through a minigrant from the DFID Development Awareness Fund.



    Escrito por Lu Duarte às 13h35
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    Imagens

    Resgates imagéticos de nossa cultura, encontrados em algum blog off-line... O cartaz do 1º desfile de moda brasileira + releitura de Vermeer!

    Cartaz do primeiro desfile de moda brasileira Mappin, de 1952, por Roberto Sambonet.

     

    Genial esse admirador do Vermeer! Jóia Dá uma boa idéia pra um desfile de moda sustentável, não? Turbantes de sacolas plásticas! Rá! Sacolas embrulhando lixo? Cérebro de lixo... Ou, cabeça plastificada, vida artificial... Ou, o que é mais o nosso caso, tá com a sacolinha na cabeça, nos pensamentos sim, não na mão! Que imagem poderosa!!! Queria saber quem foi o gênio que fotografou isso!!!

     



    Escrito por Lu Duarte às 17h49
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    A boa equipe de moda

    Segundo consta na bíblia do projeto de produto, escrita pelo nosso "Jesus" (com todo respeito), o Baxter, uma boa equipe não implica somente em reunir as melhores qualidades de cada um, mas também os seus defeitos. Foi bom eu ler isso, porque eu só engulo sapo do modelista Insatisfeito - aliás, eu engulo é um brejo! Mal humorado Mas o sujeito é pura competência e dedicação Jóia, então, vou continuar sorrindo muda (mas pensando "ah, vai ... ... ..." Diabólico).

    Ferramenta 23 - A equipe de projeto

    A pesquisa de Meredith Belbin demonstrou que a equipe ideal é aquela que mistura diversas habilidades e tipos de personalidades. Baseado em um questionário, ele identificou as seguintes características de uma boa equipe.

    Líder Nas nuvens / Diabólico

    • Calmo, auto-confiante, controlado
    • Capacidade de receber igualmente bem todas as contribuições
    • Forte senso de objetividade
    • Não precisa ter Inteligência ou criatividade excepcionais

     

    Trabalhador da empresa Alegre

    • Conservador, obediente, previsível
    • Capacidade de organizar, senso prático, disciplinado, trabalhador
    • Falta de flexibilidade, irresponsabilidade diante de idéias novas

     

    Modelista Entorpecido

    • Muito sensível, saliente, dinâmico
    • Disposição para enfrentar a inércia, complacência
    • Propenso a provocações, irritação e impaciência

     

    Desenhista/projetista Tonto

    • Individualista, temperamento sério, não-ortodoxo
    • Genioso, intelectual, imaginativo, conhecimento
    • Cabeça nas nuvens, despreza detalhes práticos ou protocolos

     

    Pesquisador / Busca de informações Rindo a toa

    • Extrovertido, entusiasta, curioso, comunicativo
    • Capacidade de contatar pessoas e descobrir coisas novas
    • Perde interesse após a fascinação inicial

     

    Avaliador / Responsável pelo acompanhamento Indeciso

    • Sóbrio, desapaixonado, prudente
    • Capacidade de julgar, discrição
    • Sem inspiração ou capacidade de motivar os outros

     

    Participantes do grupo Bem humorado

    • Socialmente orientado, tolerante, sensível
    • Habilidade para responder a pessoas e situações
    • Espírito de equipe
    • Indeciso em momentos de conflito

     

    Responsável pelo acabamento Devagar

    • Meticuloso, metódico, consciente, ansioso
    • Capacidade de persistir, perfeccionista
    • Preocupação com pequenos detalhes

    Fonte: BAXTER, M. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. São Paulo: Blutcher, 2000.



    Escrito por Lu Duarte às 13h38
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    Alterconsumidores, parte 1

    Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil, http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1907 

    Ambigüidades do comércio eqüitativo

    Por toda parte, vozes se levantam exigindo tratamento humano para os pequenos agricultores e preservação do meio ambiente. Os “alterconsumidores” já representam de 15% a 25% da população. Mas há muito embuste disfarçado sob rótulos alternativos

    Christian Jacquiau

    Como proporcionar ao pequeno agricultor pobre um rendimento que lhe permita suprir suas necessidades fundamentais, preservar seu ambiente e estabelecer relações humanas com base em outros valores além dos preconizados pelo liberalismo no mundo todo? Em dúvida Na primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em 1964, a idéia “Trade not Aid!” (“Comércio, não ajuda!”) dá origem ao comércio eqüitativo. Até então reservada a uma clientela de iniciados, a velha idéia de uma relação mais justa entre o Norte e o Sul popularizou-se junto a um público que poderíamos chamar, de bom grado, de “alterconsumidor”.

    “Criado como comércio solidário”, recorda a socióloga Virginie Díaz Pedregal, “o comércio eqüitativo foi a princípio intensamente marcado pelo humanismo dos movimentos religiosos cristãos, bem como por uma concepção protestante da ética” [1]. De essência caritativa, mas influenciado, posteriormente, por uma abordagem política mais terceiro-mundista, o comércio solidário transforma-se em ato de oposição ao sistema capitalista. Torna-se, então, “alternativo”. Na medida em que “éramos e seremos sempre anticapitalistas, opostos aos transnacionais”, revela o padre-operário Frans van der Hoff, co-fundador, em 1988, da marca Max Havelaar [2]. No entanto, tragada pela onda neoliberal, a atitude “solidária”, depois “alternativa”, modificou-se na virada do século para se tornar um “comércio eqüitativo”, largamente despolitizado. “O momento não é mais de revolução, mas de reforma”, sublinha Díaz Pedregal. “O objetivo do movimento é aperfeiçoar o sistema liberal, modificando-o a partir de dentro.”

    Presente em inúmeros países do Norte e principal promotora dessa transformação, a Max Havelaar encontra-se no centro de um amplo debate que remete o processo aos seus fundamentos históricos e políticos. De um lado, os defensores da mercantilização dos produtos eqüitativos. De outro, os incentivadores de um modelo que exige mais conteúdo social e ambiental ao longo de todo o processo produtivo, tanto no Sul como no Norte, fazendo, em segundo plano, uma interpelação sobre a questão essencial da distribuição das riquezas. Nesse sentido, o caso do algodão africano carimbado Max Havelaar – à parte as polêmicas que suscita – é emblemático da turbulência que atravessa o mundo do comércio eqüitativo.

    Da retirada da França colonial – que permitiu a nacionalização das cadeias algodoeiras africanas em benefício dos Estados emancipados – às privatizações impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial (BM), levando, na verdade, à reapropriação de suas riquezas por poderosos oligopólios privados, o algodão é revelador de uma certa instrumentalização do comércio eqüitativo.

    O rendimento do pequeno agricultor africano de algodão passou a ser ditado pelo mercado, onde operam poderosos grupos financeiros e agroalimentares, como a sociedade francesa Dagris (Desenvolvimento das Agroindústrias do Sul), detentora de um quase monopólio no setor algodoeiro da África Ocidental. Empresa até há pouco estatal, a Dagris está em processo de privatização. “A manutenção da Dagris na esfera do Estado colocava certas privatizações em risco de exclusão, e os Estados africanos são, com freqüência, contrários a que organismos majoritariamente públicos controlem as cadeias algodoeiras privatizadas”, explicou um relatório do Senado francês, altamente favorável a sua desnacionalização, em março de 2005 [3]. A partir daí, a vontade do grupo de oferecer vantajosos dividendos aos seus acionistas opôs-se à esperança do pequeno agricultor de receber uma justa remuneração. Para pôr fim a toda contestação, a Dagris voltou-se para o “comércio eqüitativo”: dos 240 mil pequenos agricultores de algodão produzindo para a sociedade, 3.280 foram selecionados para se beneficiar do sistema Max Havelaar [4].

    Essa união trabalhista é contestada por Aminata Traoré, ex-ministra da Cultura do Mali: “O comércio eqüitativo faz parte das alternativas ao drama africano, contanto que a Max Havelaar não se envolva com a Dagris. A Dagris é parte do problema”. Mas outras considerações levaram à decisão da Max Havelaar. “Em 2003, a associação apresentava um déficit de 350 mil euros, além de 600 mil euros de dívidas e mais de 700 mil euros em impostos atrasados. A Max Havelaar França refez sua saúde financeira com a fibra têxtil”, constata a imprensa francesa [5]. De fato, a associação foi prontamente recompensada: recebeu 610 mil euros do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês e 500 mil euros do Centre pour le Développement de l’Entreprise (CDE). No total, mais de 1,7 milhão de euros, compreendidas aí todas as subvenções, só no ano de 2004 [6].

    “Se o comércio eqüitativo é realmente uma causa de interesse geral, por que não é financiado pela Europa ou pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)? Em dúvida Por que pelo ministério francês dos Negócios Estrangeiros? Em dúvida”, questiona Michel Besson, diretor da associação Minga. Em todo caso, mal a parceria entre o truste algodoeiro e a Max Havelaar é selada, e a Dagris, na voz do seu presidente, lança-se, em artigo no Le Monde, em defesa das culturas geneticamente modificadas na África [7]. Um modo de produção muito lucrativo para as transnacionais da agroquímica, mas que tem por conseqüência imediata a eliminação do pequeno agricultor.

    A rede McDonald’s, cujas práticas sociais violentas são notórias, oferece café eqüitativo “logotisado” [8] Max Havelaar. Da mesma maneira que a Starbucks, líder mundial do espresso-bar, com seus 7.500 pontos de venda divididos em 34 países, que a escritora Naomi Klein qualifica de “precursora na moderna arte do horário [de trabalho] flexível”. A Accor, cuja greve de camareiras deu no que falar durante longos meses, oferece café Max Havelaar no bar dos seus hotéis. A Nestlé, empresa mais boicotada pelos consumidores britânicos, também reivindica sua parceria com a Max Havelaar.

    Portanto, não há mais obstáculos para que os produtos eqüitativos transponham o limiar da grande distribuição, cuja política de abastecimento, caracterizada pela procura de fornecedores em sociedades pobres, amplia as transferências maciças de empresas, acelera a insegurança social e a precariedade. “Em cada grande segmento de mercado, três ou quatro empresas internacionais fornecem sozinhas 80% da oferta vendida em hipermercados”, constatam os representantes da Coopernic, a segunda maior central de compras européia. Douwe Egberts, Kraft Jacobs Suchard, Nestlé, Procter & Gamble e Sara Lee compartilham o mercado do café. Um fenômeno de concentração que atinge igualmente o setor de distribuição.

    Para os detratores da Max Havelaar, a aproximação dos gigantes da distribuição constituiria uma verdadeira ameaça. Eles querem pôr à prova as declarações do representante dos hipermercados Leclerc, no preciso momento em que vários sindicatos denunciavam a “feroz política anti-sindical” inspirada pela matriz às suas afiliadas: “O comércio eqüitativo constitui apenas um mercado emergente. Com os volumes, os fornecedores vão poder acabar com os custos de produção e assim poderemos aumentar nossas margens (sic)”. Com o lado humano (salários e proteção social) como variável de ajustamento?Em dúvida

    “Os diferentes tipos de distribuição não são necessariamente incompatíveis porque não convêm aos mesmos tipos de produtores: ao pequeno produtor, pequena loja, ao grande produtor, grande loja”, reconhece um comerciante de eqüitativo cujo faturamento cresceu 21 vezes em cinco anos [9]. Sob o impulso dos businessmen do charity-coffee, o comércio eqüitativo transformou-se em comércio do eqüitativo, fato lamentado pelo padre Frans van der Hoff: “A partir de 1990, passamos a nos preocupar com o rumo que tomava o movimento [Max Havelaar] em outros países [10]. Sua dimensão política foi aos poucos edulcorada, depois apagada”.

    A rede de supermercados de descontos Lidl, por sua vez, beneficia-se da imagem tranqüilizadora da Max Havelaar, ao mesmo tempo, em que uma campanha sem precedentes acontece em toda a Europa, em torno do revelador Schwarz-Buch Lidl, ou “livro negro da Lidl”, que denuncia “as condições de trabalho, o clima de medo entre os funcionários e medidas repressivas insuportáveis” em suas lojas [11]. Mas, para a Max Havelaar Alemanha – que viu seu faturamento aumentar 50% e atingir os 110 milhões de euros desde que seus produtos aterrissaram nas gôndolas da rede de descontos –, as críticas feitas a respeito das distorções do comércio eqüitativo não seriam cabíveis.

    McDonald’s, Starbucks, Accor, Nestlé, Dagris, Leclerc, Lidl... A experiência poderia ir ainda muito mais além se a Max Havelaar Suíça não tivesse decidido se separar de sua diretora geral, a ex-presidente da Fairtrade Labelling Organisations (FLO) [12]. Pouco antes de ser agraciada pelo muito liberal Fórum de Davos com o cobiçado título de Global Leader of Tomorrow (líder global do amanhã), Paola Ghillani havia introduzido a Max Havelaar nos setores de serviços, turismo, bancos, jóias, eletrônica e, até, de petróleo e diamantes [13].

    “Para tratar diretamente com os produtores, a Max Havelaar não hesita em organizar o desaparecimento dos pequenos intermediários locais, esses vendedores que desempenham o papel de comerciantes ambulantes, aproveitando seus deslocamentos para levar mercadorias e medicamentos aos vilarejos mais afastados. Ela os leva à falência, por motivos financeiros e morais, conforme se alega. Na verdade, ela os faz desaparecer para tomar seu lugar”, revolta-se Anne Brochier, representante de uma pequena estrutura de apoio ao desenvolvimento. O 0,06 de euro que os coyotes (intermediários) recebiam no preço de um pacote de café foi substituído pelo 0,05 euro exigido pela Max Havelaar.



    Escrito por Lu Duarte às 07h54
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    Alterconsumidor, parte 2

    Outro tema de discussão é a questão legítima de saber quem paga pelo eqüitativo? Em dúvida É o consumidor, obrigado a reparar os prejuízos sofridos pelo pequeno produtor rural. Culpabilizado por slogans publicitários operando no registro miserabilista, que tentam fazê-lo esquecer que esses são os mesmos torrefadores e distribuidores que, após terem explorado e mergulhado milhões de pequenos agricultores na miséria extrema, impondo-lhes preços reduzidos durante anos, voltam com cinismo ao local de seus crimes. Mal disfarçados sob suas novas máscaras eqüitativas, mas sempre etiquetadas made in sweat-shops.

    Como o pequeno agricultor paga para receber um certificado em agricultura biológica, como os grandes distribuidores adquirem um direito de entrada para serem referenciados, os pequenos produtores pobres devem adquirir quase um “direito à referenciação” da FLO/Max Havelaar, esperam ser um pouco menos maltratados pelos que comprarão sua produção. Os honorários exigidos variam de uma cooperativa para outra, em função do número de pequenos agricultores e do número de funcionários. Embora os mais pobres – trabalhadores sazonais, diaristas, sem-terra e outros em igual precariedade – tenham sido excluídos do âmbito do eqüitativo pelo sistema. O preço de compra dos produtores de café foi fixado de uma vez por todas, em 1998, pela FLO/Max Havelaar: 0,76 euro a libra para o Robusta e 0,88 euro para o Arábica, independentemente do preço com que é vendido ao consumidor final.

    Os detratores do sistema ressaltam ainda a ausência de compromisso dos operadores, em termos de volumes. A cooperativa de agricultores de fato não compra nada além de esperança e uma imagem facilitadora. Fica a seu encargo encontrar seus próprios mercados, eqüitativos ou não. Portanto, as empresas que assumem suas pretensas boas práticas podem decidir entre o eqüitativo, apenas um pouco mais caro, mas permitindo transmitir a idéia de “responsável”, e a cotação do mercado mundial, que lhes garante armazenar lucros substanciais. Quanto de eqüidade há no eqüitativo?Em dúvida Em média, um pouco mais de 4 euros mensais por pequeno produtor, de acordo com os números da Max Havelaar, dos quais devem ser deduzidas as despesas com cooperativas, transportes locais e alfândegas.

    Vinte anos após a criação da Max Havelaar, a constatação de Frans van der Hoff é amarga: “No plano econômico, estamos um pouco melhor do que em 1988. Mas a nossa situação continua muito precária. Nossos produtores de café [eqüitativo] ganham, em média, 2,18 euros por dia – menos que o mínimo legal de 3,28 euros no México” (esse mesmo muito baixo).

    “Quando a Rica Lewis se vangloria das virtudes eqüitativas dos jeans que fabrica, esquece-se de que apenas o algodão vem com o selo. A Malongo [café Max Havelaar] também faz o não eqüitativo, a abordagem não está completa. É marketing”, reconhece Michel Edouard Leclerc. Apenas o algodão proveniente de Camarões (tecido na Itália), que tem servido à sua fabricação (na Tunísia), merece a denominação “eqüitativo”. “A FLO-Cert garante a rastreabilidade e conformidade do jeans fabricado de acordo com as regras estabelecidas pela Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, afirma Rica Lewis. Como se o eqüitativo se resumisse, unicamente, ao respeito a essas regras mais do que mínimas.

    No estado atual, nenhum selo, nenhuma regulamentação trazem garantias oficiais aos consumidores de eqüitativo, que devem confiar nos atores do setor. O termo “selo” pode ser utilizado apenas sob a condição de atender a uma exigência tripla: dispor de um caderno de encargos sujeito a controles independentes, certificados por um organismo que seja ele próprio independente e aceito pelos poderes públicos. Nenhuma organização do comércio eqüitativo atende a essas exigências atualmente.

    Os grandes beneficiários da engenharia atual são, sobretudo, as estruturas de auditoria e os intermediários da certificação, junto com as transnacionais de agroalimentos, torrefação e distribuição. Para elas, sem nenhum custo de fato, dado que se contentam em pagar um pouco mais caro uma quantidade ínfima de matérias-primas, supostamente eqüitativas, que elas logo repassam superfaturadas a consumidores em busca de eqüidade. Na ausência de uma regulamentação que os defina e codifique o seu conteúdo, a fragilidade dos controles que garantem o comércio eqüitativo se presta igualmente a toda sorte de controvérsias. Controlando 55 atores entre os mais representativos do setor, a Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão a Fraudes (DGCCRF) observou dezessete procedimentos diferentes, alguns dos quais se caracterizam pela ausência de cadernos de encargos, até mesmo de traçabilidade.

    Na falta de inspetores em número suficiente, o sistema leva os pequenos produtores rurais a se agrupar em cooperativas e essas em uniões de cooperativas. Dispondo apenas de dois inspetores independentes para todo o México, um único para os outros países, a FLO-Cert consegue controlar apenas as cooperativas de cooperativas, o que afasta um pouco mais os inspetores daqueles que eles devem controlar.

    “A Federação Artesãos do Mundo deve se distinguir dos operadores comerciais que não têm objetivos de educação ou de transformação econômica e para os quais o produto eqüitativo vem antes da cadeia eqüitativa”, apregoa a sua presidente, Carole Reynaud-Paligot. Como Minga e Nature & Progrès, ela preconiza uma garantia baseada na parceria, auto-avaliação e avaliação cruzada.

    Com muito espaço na mídia, dispondo de meios financeiros sem medida comum com os da concorrência, a Max Havelaar encontra-se inevitavelmente sob o bombardeio da contestação. Embora seus concorrentes sejam menores, menos cobertos pela mídia e, por conseguinte, menos expostos, e não tendo cometido a imprudência de se pretender um “selo” — coisa que não são, tanto quanto ela —, não estão isentos de toda crítica.

    Gostaríamos de acreditar que o comércio eqüitativo é o mais adequado para estancar a dominação exponencial desses que Jean Ziegler chama de “os novos mestres do mundo”, mas será que jogar um pacote de café dito eqüitativo no topo de um carrinho transbordando de produtos não eqüitativos, fabricados cada vez mais por trabalhadores semi-escravos nos porões do Terceiro Mundo, é suficiente para satisfazer a demanda por ética de cidadãos cada vez mais conscientes?Em dúvida

    Os desvios, abusos e excessos cometidos em seu nome poderiam levar à rejeição da idéia de um verdadeiro procedimento eqüitativo. A cada dia, o consumidor vota por um modelo de sociedade produtivista, intensiva, poluente e desumanizada ou por um tipo de produção respeitosa ao ser humano, animais e meio ambiente. Por toda parte, vozes se erguem exigindo um verdadeiro comércio eqüitativo, livre da influência dos manipuladores da comunicação e do marketing. Os “alterconsumidores” já representariam de 15% a 25% da população [14].

    “No Japão, 25% dos lares estão engajados no movimento das cooperativas de consumidores, das quais fazem parte as famosas Teikei [15], inspiradoras das Amap — associações para a manutenção da pequena agricultura — francesas”, explica o jornalista Noriko Hanyu. Esses modelos não recorrem à publicidade, não ostentam nenhum logo, muito menos selo, no entanto, inclinam-se ao que poderia ser um verdadeiro comércio eqüitativo.

    Duas lógicas são confrontadas nessa paisagem atormentada. A da marca Max Havelaar e seus parceiros comerciais, caracterizada pelo tratamento de significativos volumes de produtos de nicho e de exportação (café, chá, cacau etc.), em detrimento, muitas vezes, dos cultivos domésticos e da soberania alimentar das populações locais. A de redes do tipo Nature & Progrès, Artisans du Monde ou Minga, que acompanham milhares de simpatizantes/militantes, posicionando-se firmemente segundo uma abordagem de cadeias produtivas [16], de transferência de lugar de atividades e de generalização de trocas verdadeiramente eqüitativas, tanto no Norte quanto no Sul.

    Somente um quadro universal, que se imponha como a norma, permitirá subordinar, definitivamente, o comércio e a economia à dimensão humana. Quando surgirá uma organização mundial do cidadão e do meio ambiente?Em dúvida

    Leia mais:

    "Estamos no bom caminho"
    Em resposta ao artigo “Ambigüidades do comércio equitativo”, de Christian Jacquiau (Le Monde Diplomatique, setembro de 2007), Jean-Pierre Doussin, presidente da Max Havelaar França, enviou a seguinte resposta

     

    [1] Pedregal, Virginie Diaz. Le Commerce équitable dans la France contemporaine. Paris, L’Harmattan, 2007.

    [2] Entrevista de Frans van der Hoff e Christian Jacquiau para a revista Imagine demain le monde. Bruxelas, mar. 2007.

    [3] Leia mais

    [4] Três associações de Camarões, cinco de Mali e quatro do Senegal, todas certificadas pela Max Havelaar, reúnem, respectivamente, 1.700, 1.100 e 480 produtores de algodão.

    [5] Prissette, Nicolas. “Les dessous du coton ‘équitable’”, Le Journal du dimanche, Paris, 6 mar. 2005, entre outros.

    [6] As diversas subvenções atribuídas à Max Havelaar na França atingiram 449.998 euros em 2000, 513.895 euros em 2001, 475.382 euros em 2002, 457.031 euros em 2003, 1.713.923 euros em 2004 e 1.115.966 euros em 2005 (os números de 2006 ainda não foram divulgados).

    [7] Gilles Peltier, “Avec les OGM, réduire la fracture agricole mondiale”, Le Monde, 3 fev. 2005.

    [8] Não se pode utilizar o termo “selo” para designar a Max Havelaar, que, ao contrário do que costuma propagandear, não é selo nenhum.

    [9] Tristan Lecomte (sociedade anônima AlterEco), em Blanc, Jean-Pierre, Bréaud, Ondine, e Massia, Pierre. Commerce équitable et café rébellion ou nécessaire évolution? Paris, L’Harmattan, 2003, citado por Virginie Diaz Pedregal no Le Commerce équitable dans la France contemporaine, op. cit.

    [10] A marca Max Havelaar está presente em vinte países ditos “do Norte”.

    [11] Publicado por iniciativa do sindicato alemão de serviços Verdi. Ver

    [12] A FLO agrupa as iniciativas nacionais da Max Havelaar, portadoras de marcas comerciais diferentes conforme o país: Max Havelaar, Fairtrade, Transfair ou ainda Rattuisemarkt.

    [13] Wermus, Daniel, “Les dessous du divorce entre Max Havelaar et Paola Ghillani”, La Liberté, Genebra, 6 abr. 2005.

    [14] Lauer, Stéphane, “La distribution est désemparée face aux alterconsommateurs”, Le Monde, 15 jul. 2004.

    [15] Os lingüistas traduzem a palavra Teikei como “pôr o rosto do camponês nos alimentos”, para designar o tipo de relação direta entre o “produtor-cidadão” e o “cidadão-consumidor”.

    [16] Do produtor ao consumidor, passando pelos exportadores, importadores, transformadores, condicionadores e transportadores, até chegar ao comerciante. Sem esquecer, em cada etapa, dos respectivos empregados.



    Escrito por Lu Duarte às 07h36
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    Escrito por Lu Duarte às 02h15
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    Diário de bordo

    Ontem conheci o professor que vai somar força (orientar) a esse meu projeto, eu diria que projeto de vida, de "design de produto de moda ética". Se for conforme a vontade de Deus ou algum equivalente Diabólico, vai dar certa essa minha vontade de engatar logo o mestrado na UFMG na sequencia da faculdade. Foi muito bom ter encontrado esse cara, a pessoa certa na hora certa, sem dúvidas. Parafraseando o poeta no "Samba da bênção", "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". Este é um encontro. Jóia Foi íncrivel ter me deparado com uma pessoa humana, coisa tão rara em tempos líquidos, ainda mais na minha vida líquida e cheia de gente líquida, pra gastar um conceito do Bauman...

    De tudo o que a gente conversou a respeito de sustentabilidade e moda ética, etc., o que ficou mesmo na minha cabeça, gravado que nem litografia, foi uma opinião dele contrária ao que vem sendo formatado na minha cabeça pelos professores da Escola de Design da UEMG. Segundo ele: "o processo deve seguir o produto, e não o produto deve seguir o processo". Em moda, isso acontece pra mim lá na empresa: o modelista e a chefe de produção me permitem criar sem restrições (exceto alguns custos de beneficiamento, tecidos e aviamentos, que não posso extrapolar); deixa que eles se virem pra fazer o desenho e a idéia do desenho materializarem-se em roupa. Bom, sorte deles eu não ser nenhum Yohji Yamamoto, né! ehehe Bobo

    Lattes_Eduardo Romeiro Filho: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4728492H7

    Depto. de Engenharia de Produção UFMG: http://www.dep.ufmg.br/professores/romeiro/index.html

    • artigo: "A contribuição da análise ergonômica ao projeto de produto voltado para a reciclagem": http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR104_1208.pdf

     

    • artigo: "Um experimento para geração de alternativas em projeto de produto": http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2007_TR660482_0133.pdf
    • artigo: "Desenvolvimento sustentável e agricultura familiar: valorizondo os produtos típicos através de embalagens adequadas": http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STO_079_551_11849.pdf
    • artigo: "O design universal como abordagem ergonômica na concepção de produtos": http://www.iem.unifei.edu.br/sanches/Ensino/pos%20graduacao/GPDP/artigos/Artigo%207.PDF

    E tem ainda mais uma porrada de artigos e orientações que o Google só informa, mas a página tá desatualizada. Depois eu peço pro prof.:

    • UMA EXPERIÊNCIA EM DESIGN DE PRODUTO EM UMA INDÚSTRIA CALÇADISTA DE …

    • APLICAÇÃO DA AET COMO CONTRIBUIÇÃO AO PROJETO PARA MEIO AMBIENTE COM …

    • MÉTODOS APLICADOS NO DESIGN DE EMBALAGENS PARA PRODUTOS ALIMENTÍCIOS … (esse aqui é pro meu namorado)

    • GESTÃO DE COLEÇÕES: UMA ANÁLISE CRÍTICA NA INDÚSTRIA CALÇADISTA

    • APLICAÇÃO DO ECODESIGN EM EMPRESA MINEIRA EA PERCEPÇÃO DOS …

    • Gestão da Dinâmica do Conhecimento como uma referência para atuação junto a micro e …

    • projeto do produto

    • EQUIPES MULTIFUNCIONAIS DE PROJETO: condições para um funcionamento eficiente



    Escrito por Lu Duarte às 02h10
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