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. . : : e t i c a t : : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e t h i c a l . . f a s h i o n ! Algodão com fibra de inox / Cotton-inox +++ Istambul Fashion Days
Essa ecobag é da "UMA por Raquel Davidowicz", feita de algodão com fibras de inox, com aspecto amassado. Cotton-Inox
Detailed product description: % 55 cotton, raw, Ne60 / 2 (product origin Turkey) % 45 Inox / 50 micron inox (product origin Germany) TPM 450, 'S'Final no: Ne 1 / 18Bobbin KG: 0, 750Offering FOB Istanbul / TurkeyStock serviceAvaliable all counts of cotton and 35 or 50 micron inox. Applications: weaving, circular knitting, knitwear, twisting. Fonte: http://www.himfr.com/d-p112169568306887625-Cotton_Inox/ Fonte imagem: scaneada do livro Ecobags, da Lilian Pacce. Bom, taí uma resposta made in Germany e made in Turkey. Aliás, a Turquia está se fortalecendo na moda. Há pouco tempo fizeram seu primeiro Fashion Week internacional... Abaixo uma compilação de matéria publicada na Ilustrada (Folha de São Paulo), em 04/09/2009, por Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman na coluna "Última Moda".
A Turquia saiu do armário. Um dos pólos têxteis mais importantes do mundo, o país ultrapassou os limites dos parques industriais e deu as caras na passarela com a primeira Istambul Fashion Days, a já bastante promissora semana de moda turca. O evento, que aconteceu em Istambul entre os dias 26 e 29 de agosto, é uma iniciativa do governo turco, em conjnto com associações do setor, para criar um núcleo de design no país - que conta com uma grande estrutura de fábricas voltadas à produção de roupas, tecidos e acessórios. Muitos fashionistas viciados nas grifes de Paris e Milão não sabem que peças de grifes como Armani, Dolce & Gabbana e Gucci são feitas na Turquia. "Somos o segundo maior fornecedor de roupas para a Europa e o quarto maior do mundo. Produzimos da fibra ao aviamento, temos mão-de-obra especializada e uma posição geográfica fantástica. Agora, com a semana de moda, queremos fortalecer a imagem do nosso design", afirma Hikmet Tanriverdi, diretor do Itkib (Istambul Textile & Apparel Exporters' Association), associação que controla as exportações do setor têxtil, responsável por 17% do total das vendas da Turquia ao exterior. (...) Algumas das 21 grifes do Istambul Fashion Days são veteranas do mercado local, caso de nomes como Gizia, Arzu Kaprol e Hakan Yildirim. Sem negar a pegada oriental, carregada de certo exagero autêntico, sensual e delicioso, esses designers e marcas mais escolados não caíram na armadilha da cópia europeizada que prejudicou grifes menos experientes, sobretudo as de moda jovem. Entre os looks mostrados na passarela, o ponto alto foi a grande variedade de vestidos vapororsos, feitos em sedas finíssimas e outros tecidos de encher os olhos. Frescos, elegantes e cheios de presenmça, esses looks dão pistas daquilo que o mundo pode vir a conhecer como o "estilo" da Turquia. Itkib: http://www.itkib.org.tr/ Escrito por Lu Duarte às 08h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O novo conceito de luxo Palestra “O novo conceito de luxo” por Carlos Ferreirinha, diretor da MCF Consultoria em Negócios de Luxo, ex diretor para América Latina e ex presidente no Brasil do grupo LVMH – Louis Vuitton Möet Henessy. Congresso Internacional de Decoração e Design AMIDE 2009, 16 e 17/09. Abaixo, segue o que transcrevi da palestra desse cara, que é um dos maiores entendedores de luxo do nosso país.
o Design como experiência própria
Escrito por Lu Duarte às 11h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Diário de bordo: estilista e/ou fashion designer Taí, eu no showroom da empresa, a Raiz da Terra, num momento de reflexo, de imagerie, do prazer e da necessidade de se ver por fora, ver pura aparência. Sair de si mesmo como forma de chegar a saber quem é, parafraseando José Saramago em "O conto da ilha deconhecida" - "se não sais de ti, não chegas a saber quem és". Aí estou do lado de dentro da imagem. A aparência como caminho para chegar na essência. Moda.
Escrito por Lu Duarte às 00h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Luxo, Amazônia, neoclassicismo e moda O LUXO E A AMAZÔNIA Há tempos me pergunto qual o motivo que ainda não temos marcas Brasileiras de prestígio mundial com o tempero do nosso mais estimado e desejado produto: AMAZÔNIA. O mundo quer acessar esta região do nosso País. O efeito que este nome exerce em todas as pessoas e em todas as partes do mundo, é fenomenal. Imaginem cosméticos, frutas, alimentos em geral, perfumaria, acessórios... todos pegando carona na surpreendente diversidade cultural desta região do Brasil... encantamento, sedução, curiosidade... aspectos necessários para a construção de marcas. Definitivamente, ainda temos um caminho de enormes possibilidades e oportunidades. A Amazônia da Zona Franca de Manaus e do espetacular festival de Parintis porém, deixou de ser somente uma região de início ou final do Brasil. O desenvolvimento visto nos últimos anos, além de superar expectativas, já surpreende também por se movimentar na área do consumo do Luxo e Premium. Restaurantes, cafeterias, incorporações imobiliárias, revistas especializadas e hotéis já planejam a abertura de operações ou há o movimento de renovação do que já existe no mercado, pautado a partir da perspectiva do Luxo. Vale ainda considerar a informação divulgada pela empresa JHSF, responsável pelo admirável projeto Cidade Jardim em São Paulo, sobre a abertura do primeiro Shopping de Luxo a ser aberto na região Norte do Brasil... Manaus. O Ariaú Amazon Towers já foi incluído na lista dos 10 hoteis mais invulgares de luxo do mundo mas há também o Jungle Palace, o Anavilhanas Jungle Lodge, o Acajatuba Jungle Lodge e a Pousada Uacari. Exercícios determinantes para posicionar a Amazônia com um destino importante para o Turismo de Luxo no mundo. Em resposta ao crescimento internacional de turismo de aventura e ecológico, pousadas vêm surgindo em toda a região, nos últimos quatro ou cinco anos. E o número de hotéis deve crescer ainda mais. O mais ambicioso é um complexo de 102 quartos que está em construção na estrada para Novo Airão, pelo grupo hoteleiro francês Accor. O empreendimento será o primeiro hotel de uma cadeia de luxo internacional localizado efetivamente na selva; o grupo Hilton também anunciou planos para construir um complexo de lazer ecológico de 196 quartos perto de Novo Airão. Empreendimentos como estes, irrigam a possibilidade de uma série de outros. Será natural o desdobramento em gastronomia, carros, residências, serviços em geral. Crescimento! E ainda temos na Amazônia a imensidão da água, favorecendo uma ilimitada oportunidade para atividades marítimas ou aquáticas. Quem sabe um dia a Amazônia abrigará uma filial da cidade aquática que está sendo inaugurada em Dubai? O rio Amazonas já está recebendo navios de luxo, como aqueles tradicionais que fazem cruzeiros no Caribe desde o impressionante Royal Princess até o de navegação incluiu a visita à Floresta Amazônica em roteiros que se iniciam no Caribe, nos Estados Unidos ou na Europa. Cruzeiros de luxo freqüentam a Amazônia há tempos mas, o número de visitantes tem se multiplicado. A chegada desta classe turística é uma boa notícia para o turismo na Amazônia. Há uma percepção que o Caribe se encontra saturado, com isso ganha o Brasil. A atividade e o consumo do Luxo cresce no mundo... cresce no Brasil... e agora também cresce na Amazônia. Novos tempos!
Fonte: http://www.mcfconsultoria.com.br/material/artigoAmazonia.pdf Abaixo, uma imagem do Teatro Amazonas, "marco zero" da instituição do luxo no Amazonas. Vamos lembrar da época gloriosa do ouro branco, como era conhecida a borracha...
Esse prédio é neoclássico (pertencente ao ecletismo historicista), bem à moda de boa parte dos prédios em Belo Horizonte, que adoro observar... Lembro de um amigo brasiliense, me levando pra conhecer Brasília e apresentando os prédios de Niemeyer, bem como os seguidores de sua arquitetura, até que chegamos ao "Pontão do Lago Sul", um lugar fino. E meu amigo disse sobre essa arquitetura neoclássica: "isso aí é uma cagada arquitetônica que fizeram". Lógico, pois não tem base o neoclassicismo em Brasília, que não viveu essa época. O curioso é que o neoclassicismo, essa coisa neo-burguesa à la Daslu, é uma praga, uma erva-daninha que se alastra em nossos tempos atuais como um símbolo de status, de luxo. Mas, vamos pensar em como podemos trazer a identidade Amazônica e o conceito dessa floresta tropical biodiversa para a concepção de um produto de moda genuinamente brasileiro e dentro do conceito de luxo. (Ufa! que parágrafo extenso!). Bem, eu vejo duas possibilidades no desenvolvimento desse produto luxuoso de moda e emblemático do "conceito Amazonas":
Naturalmente, os dois caminhos podem coexistir. Acho que o tecido Amazontex, que usamos lá na empresa, a Raiz da Terra, é simbólico disso. Claro que estou falando apenas de uma matéria-prima; nós todos sabemos do couro vegetal (essa balela...), de roupas que captam raios solares em energia, dentre outros diamantes e cascalhos. No mais, a Amazônia em si é um luxo pelos seus aspectos imateriais (de cultura indígena, etc.) e materiais, como a água e toda a biodiversidade pouco conhecida.
Malha elaborada com fios naturais e refinados, associados ao acabamento Amazontex, que tem como base a manteiga extraída das sementes do Cupuaçu. Possui um toque muito macio, é antialérgico e trata e protege a pele contra os raios nocivos do sol. Escrito por Lu Duarte às 00h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Agenda em BH Minas Trend Preview: 4 a 7 de novembro, http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?alias=www.fiemg.org.br/mtp O "Preview", como é carinhosamente chamado o evento entre a turma fashion, é uma espécie mineira de SPFW, mas num calendário de cruise collection. Esse ano, eu vou. Design & Identidade: 20 de novembro, na Escola de Design da UEMG. Em breve, maiores informações. Aguardem! 5º Seminário de Educação Ambiental: 27 e 28 de novembro, http://www.ed.uemg.br/outros/eventos/5-seminario-educacao-ambiental A cada edição, fica melhor o formato do evento. Nesta, podemos enviar pôster. Novamente, irei. Escrito por Lu Duarte às 05h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Privalia Excelente dica que uma amiga minha acabou de passar! Trata-se do site Privalia, um Clube Privado online que organiza, em exclusividade para seus sócios, vendas pontuais de produtos de primeiras marcas de moda, esporte, acessórios, lar, etc. com descontos de até 70% em relação aos preços das lojas. Mas só vale o acesso por "apadrinhamento", o "QI de quem indicou". Privalia: http://br.privalia.com/static/whoweare Escrito por Lu Duarte às 02h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Curso de história da moda
Escrito por Lu Duarte às 07h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pra quem acredita em ética made in China... Best practices in factory training in China: Contributing to more worker participation in the improvement of working conditions Escrito por Lu Duarte às 15h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] How to Avoid Bamboozling Your Customers Marketers looking to provide more environmentally friendly choices to consumers may have heard about bamboo, which has been recognized for its ability to grow quickly with little or no need for pesticides. But when it comes to textile products made from bamboo, that’s not the whole story. The truth is, most “bamboo” textile products, if not all, really are rayon, which typically is made using environmentally toxic chemicals in a process that emits hazardous pollutants into the air. While different plants, including bamboo, can be used as a source material to create rayon, there’s no trace of the original plant in the finished rayon product. If you make, advertise or sell bamboo-based textiles, the Federal Trade Commission, the nation’s consumer protection agency, wants you to know that unless a product is made directly with bamboo fiber — often called “mechanically processed bamboo” — it can’t be called bamboo. Indeed, to advertise or label a product as “bamboo,” you need competent and reliable evidence, such as scientific tests and analyses, to show that it’s made of actual bamboo fiber. Relying on other people’s claims isn’t substantiation. The same standard applies to other claims, like a claim that rayon fibers retain natural antimicrobial properties from the bamboo plant. If you sell clothing, linens, or other textile products, you’re responsible for making truthful disclosures about the fiber content. If your product isn’t made directly of bamboo fiber — but is a manufactured fiber for which bamboo was the plant source — it should be labeled and advertised using the proper generic name for the fiber, such as rayon, or “rayon made from bamboo.” Any claims you make about your textile products have to be true and cannot be misleading. As the seller, you must have substantiation for each and every claim — express and implied — that you make. For More InformationFor more information on advertising and labeling rayon and other textile products, see Threading Your Way Through the Labeling Requirements Under the Textile and Wool Acts. For guidance on making environmental marketing claims, see Complying with the Environmental Marketing Guides. These and other guides for business are at ftc.gov/bcp/business.shtm. The FTC works for the consumer to prevent fraudulent, deceptive, and unfair business practices in the marketplace and to provide information to help consumers spot, stop, and avoid them. To file a complaint or to get free information on consumer issues, visit ftc.gov or call toll-free, 1-877-FTC-HELP (1-877-382-4357); TTY: 1-866-653-4261. The FTC enters consumer complaints into the Consumer Sentinel Network, a secure online database and investigative tool used by hundreds of civil and criminal law enforcement agencies in the U.S. and abroad. Fonte: http://www.ftc.gov/bcp/edu/pubs/business/alerts/alt172.shtm Escrito por Lu Duarte às 15h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Entrevista com Stella McCartney, um dos cânones do estilo eco fashion
'These days the customer makes her own decisions. They're not being dictated to by gay male designers' … fashion designer Stella McCartney Photograph: Live 8/Getty Images Lunchtime in a fashionable cafe in west London, and a sleek young woman in an expensive ivory silk blouse and deftly cut black jacket smiles and asks the waitress what the soup of the day is. "Pea and ham," comes the reply. The customer's smile fades. Stella McCartney leans her head to one side and narrows her wide, grey-green eyes. "Why do you have to put the ham in it?" she demands, her voice cool and low but fractionally louder than it was a moment ago. The waitress, landed with the thankless task of defending pea and ham soup to one of Britain's most outspoken vegetarians, can only shrug and look mortified. McCartney sighs. "Oh, it's not your fault", she concedes, ordering scrambled eggs on rye toast instead. "But maybe next time, they could just leave out the ham?" The true legacy, it seems, of an upbringing in the inner court of 70s rock aristocracy is less a penchant for sex, drugs and rock'n'roll than a trenchant respect for nature and a belief in vegetarianism. Right now, McCartney is a woman on a mission, her two passions having come together in a drive to encourage us to reduce our carbon footprint by cutting back on meat consumption. As a fashion designer, she has spent 15 years trying to distance herself from the "Beatle's daughter" tag. But the moment I ask her about where her principles come from, all that changes. "The way my parents brought me up to see the world is still absolutely key to what I am about," she says. "The beliefs I was raised with – to respect animals and to be aware of nature, to understand that we share this planet with other creatures – have had a huge impact on me." McCartney was born in 1971, shortly after the Beatles split up. After years on the road with Wings, Paul and Linda moved their family – Heather, Linda's daughter from her first marriage, along with Stella and her siblings Mary and James – to an organic farm in Sussex where they raised sheep, rode horses, grew vegetables, went to the local state schools. "I was brought up to understand that we are all here on planet earth together. The idea of taking responsibility for what we take out of the earth . . . it's not something we sat down and had lessons in; as a way of thinking it came quite naturally." Alternative though it sounds, Stella's upbringing sounds rather old-fashioned, in its way. The best piece of advice she was ever given, she tells me, was "do unto others as you would be done unto yourself. My mum and dad always said that and I don't think you can go far wrong with that." From the viewpoint of today's melting icecaps, the ethos of respect for nature in which the farm was steeped seems more prescient than far-out. These days Stella, her husband Alasdhair Willis (ex-publisher of Wallpaper* magazine, founder of the British design company Established & Sons), their sons Miller, four, and Beckett, one, and daughter Bailey, two, spend their weekdays in west London and weekends in a Georgian house on the Gloucestershire/Worcestershire border. Rather poignantly for someone born into celebrity and making a career in fashion, McCartney is quite unusually unphotogenic; she's far more attractive in the flesh than she ever looks in pictures. With her watchful, heart-shaped face and red hair, she looks like a little smart-talking urban fox in skinny jeans. Today her hair is scraped back into a bun; she wears no jewellery except her wedding ring. Her skin is porcelain with a smattering of freckles and she is slender, almost fashion-skinny. (After ordering her scrambled eggs on rye, she muses: "What I really want, what I always really want, is baked potato and grilled cheese. But then I'd be really fat.") Of course the driving force behind the McCartney family's vegetarian tradition was Linda, who died of breast cancer 11 years ago. Stella adored her mother, and you sense that the fierceness of her principles is, in part, her way of honouring her memory. Earlier this year, Stella, her dad and her sister Mary launched the Meat Free Mondays campaign. On a global scale, the meat industry generates nearly 20% of man-made greenhouse gases – more than the entire transport sector. The group Compassion in World Farming estimates that if the average UK household halved its consumption of meat, this would cut more emissions than if they cut their car use in half. What's more, 50 million animals a year, says McCartney, are farmed, using vast amounts of energy, and killed for bags and shoes alone. Refusing to use leather in her work, McCartney has pioneered alternative fabrics for accessories. Pushing my leather handbag further under the table [nota do blog: boa piada! "Yup," she says. "People in fashion just don't want to hear the messages. I find it astounding, because fashion is supposed to be about change – I mean, we're supposed to be at the cutting edge! I can only think they don't care as much as people in other industries. So, yes, I think people in fashion are pretty heartless." At this point, the PR who has been listening in gets slightly alarmed about the direction things are going in, but McCartney will not be deflected. "What? They are heartless. They must be! Why on earth would they use fur and leather otherwise? There's no excuse for fur in this day and age. Baby kids are boiled alive. Foxes are anally electrocuted. If that's not heartless, what is?" McCartney has experienced some of the venom of the fashion industry at first hand. By recruiting family friends Naomi Campbell and Kate Moss to model at her graduation show from Central St Martins in 1995 she made an instant name for herself, but put more than a few backs up. When she was hired just two years later as head designer at Chloé, the knives came out. Even Karl Lagerfeld went on record to mock the appointment. Quietly, however, she made a success of Chloé: not through Alexander McQueen-esque pyrotechnics or by being a design prodigy, but by showing a shrewd understanding of what young women would want to wear next, and never compromising on a sexy, flattering fit. Under McCartney, Chloé came from nowhere to become one of the hottest labels in Paris. After four years, she struck a deal with Gucci, who agreed to her own Stella McCartney label. (It is said that she argued to drop her famous last name, and call the line Stella, but Gucci refused.) The first Stella McCartney show, in the autumn of 2001, was a car crash, however. One particular T-shirt, emblazoned with the word BRISTOLS, is scorched on my memory. Trashy and vulgar, a world away from the chic trousers and jackets her Chloé customers loved her for, the collection was universally panned. What happened? "Oh, God. Everything was wrong. It was all a bit messy. I was still finding myself as a person and I was trying to find myself as a brand too quickly. I was nervous and I was overthinking things . . ." After that bruising first season, McCartney returned to a less showy, more subtle aesthetic. "Things got better when I started being more true to myself. I like doing slightly masculine, Savile Row tailoring. A nice jacket. Wearable – it's almost a dirty word in fashion, wearable, but that's what I do. And yeah, it can get a bit boring, but I can push it each season into something better and more relevant for that season." It works. There has been no punch-the-air moment of victory, but McCartney has established herself as a credible and desirable designer: the main line is a staple in the wardrobes of many tastemakers in the fashion industry, while the success of her 2005 range for H&M showed her box-office pull in the mainstream. In 1997, the Stella McCartney label turned a profit for the first time, meeting the target set by Gucci group. McCartney has found her place in the fashion firmament by largely bypassing trends in favour of skilful, wearable interpretations of the silhouette and the mood that is shaping how women want to dress at that moment. I tell McCartney this. I mean it as a compliment. Most interviewees require a lavish show of flattery before they will relax but McCartney is the opposite: she seems to tense up and retreat the instant she thinks I'm buttering her up. She begins to talk, instead, about how the world has changed around her. "When I first started out, American buyers would come to see my clothes and I'd show them a jacket and trousers and they'd be like, 'What's the full look? What's the blouse, what's the shoe? What does the customer wear with this?' And I'd be like, 'Er, whatever they want?' They thought I was a bit odd. But that's changed. These days the customer makes her own decisions more. They're not being dictated to by gay male designers – not that gay's got anything to do with it, but as a female designer it's really empowering the way women have more ownership of how they dress now." When McCartney joined the Gucci group eight years ago, many assumed that she would eventually capitulate to the necessity of selling leather goods to make money – the business model on which Gucci itself is based. But even in the sticky early years, McCartney never appeared to blink. This, she says, is because she was privileged enough to be free to be stubborn. "The greatest luxury of having the parents I had was that it has enabled me not to have to compromise. In the back of my mind, I always knew – if this all goes horribly wrong, I'll be all right. That's an option that most people just don't have, financially." In March, McCartney was honoured with an award for her support of environmental causes by the Natural Resources Defence Council. Accepting the award, she said: "I try to avoid this kind of recognition because it can pigeonhole you. It's my job to make people not notice that I'm working in a slightly more responsible way." Why, I wonder, the ethics-by-stealth? "I am a fashion designer. I'm not an environmentalist. When I get up in the morning, number one I'm a mother and a wife, and number two I design clothes. So the main thing I need to do is create, hopefully, exquisitely beautiful, desirable objects for my customer. That's my job, first and foremost. If I can make you not notice that it happens to be out of biodegradable fake suede, if I can make you not notice that it hasn't killed cows or goats or unborn baby lambs, then I'm doing my job. There should be no compromise for you as a customer. I don't want to do scratchy, oatmeal-coloured things, that defeats the object. And sometimes . . . I try really hard, but if now and again I have to dye a bag using chemicals that are not as low in environmental impact as I'd like, in order to get a brighter colour, then I will do that." She must say the phrase "I'm not perfect" about 14 times over the course of an hour. "If I look like I'm putting my hand up and saying, look at me, I'm above reproach, then I'm going to get screwed. That's the nature of the country we live in." The McCartneys are, understandably, a little wary of the media these days. "We use Ecotricity at the studio and at home. We have biodegradable corn shopping bags. We use a hybrid car company when we need to get taxis. I'm obsessed with not chucking away food. I'm lucky enough to have a gardener, so we grow sweetcorn, tomatoes, beetroots, cabbages, pumpkins, lettuce. I'm trying to get into blanching it and freezing so I don't have to buy veg over the winter, but then you need loads of freezers, and that's not ideal . . . I don't fly nearly as much as I used to, although that's as much about having kids and not wanting to be away as it is about principle." Family is certainly important to her. At Stella McCartney fashion shows, the show notes given to guests are prefaced with a page of dedications in her handwriting, almost always to "mum and dad", as well as her husband and children. Her father is a regular in the front row, and the pair seem closer than ever following his divorce from Heather Mills. When McCartney opened her first Paris store a year ago, I happened to drop in the day before the glam opening party and found McCartney showing her dad and Nancy Shevell, his girlfriend, around the shop in private. Paul was in jeans and carrying a music store carrier bag, every inch the fifty quid everyman. Later, at a tea party for editors, McCartney arranged a puppet show and low benches so that guests could bring their children; the hostess could be found perched at knee height, discussing the merits of Ben Ten with younger guests. McCartney and her husband are known for being rather normal, at least by the glitzy standards of their milieu: I once heard an acquaintance of theirs comment on how charmingly quirky they were in not having a nanny at weekends. McCartney can be spiky though. She is businesslike, direct – a world away from most fashion designers, whose idea of giving an interview is calling you darling a lot, and complimenting your shoes. When I ask her, genuinely curious, whether the people who work for her would ever eat, say, a bacon sandwich in the office, and she snaps at me for asking "a Daily Mail question". No, I'm just genuinely curious, I say. "Do they? I don't know. I assume they do. I don't think about it. Sometimes, at lunchtime, I can really smell fish when people are eating, and then I'll shout – OK guys, enough fish. My argument is, if a journalist comes into our office and it stinks of fish, that's weird." She doesn't have much of a sense of humour about the vegetarian thing, but then, why should she? It's not a joke to her. After her latest collection is done and dusted – the catwalk show takes place in Paris today – the next project to emerge will be a capsule collection for Gap Kids, which goes on sale in November. What's in it, I want to know: will there be the signature jumpsuits? Blazers? "I definitely took a couple of things that are totally Stella and reduced them down, because I know that's what I would want if I was one of the parents buying this. I'd be like, 'I want that, but little.' But the challenge was that this goes up to age 12, so you're not just designing for the mums and dads. My eldest is four and a half and suddenly, he has all these opinions on what he wants to wear. Oh, and we did have jumpsuits to start with, but you know, kids have to pee . . ." I am curious, I say, as to how, as a second-generation celebrity herself, her experience has informed her own parenting. Actually, this is a slightly disingenuous question. Having read that her eldest child has just started at a private school, I am interested to hear the famously state-educated designer's take on this. At this moment, however, her PR, who has been making wrap-this-up noises for a few minutes, stands up and starts gathering bags and jackets, giving McCartney a perfect excuse to dodge the question. But she's not the dodging type. "When I was younger, I always assumed that when I grew up I would be living in the country, and my kids would be going to a state school. But that's not how things have turned out. I can't see myself being able to leave London . . . and I think it's different, the schools thing, in a city. So no, my kids aren't going to state schools in London. That's the decision we've come to . . . it's such a big debate, that one, it's the biggest struggle I have in my head right now. I don't know . . . I still think the way I was brought up is the best way in the world to be brought up." She frowns. "I'm not saying I'm perfect, you know." Fonte: http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2009/oct/05/stella-mccartney-fashion-heartless Escrito por Lu Duarte às 14h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Seminário em Londres |
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| 'Sustainable Fashion - Why Now?' examines the issues of sustainability that designers, product developers, and consumers confront as they go about creating, wearing, and recycling clothing and fashion. It also considers what sustainability means alongside fashion-two seemingly contradictory concepts because fashion is all about change, and sustainability is all about preservation. Through a lively range of perspectives, the contributors discuss new ideas on how to produce fashion with a sense of ethics, organic or renewable resources, and socially responsible manufacturing techniques. This book is divided into three sections - Connecting with People on Sustainable Practices, Production and Economic Processes in the Global Economy, and The Environment, the Planet, and the Materials Used in Fashion Making. |
(criei aí essa imagem pra ilustrar a "mágica")
Reciclar é verbo irregular, ainda pouco praticado pela maioria da população – principalmente no Brasil. Ao lado de reutilizar e reduzir, reciclar completa os três “erres” da sustentabilidade. Reciclar é repensar o mundo, resistir ao imediatismo, redefinir o futuro. Reciclar com criatividade é o que faz a ONG Cotton from Blue to Green. Desde 2006, a instituição coleta jeans usados que vão virar revestimentos de casas para comunidades carentes – ou atingidas por desastres naturais.
Por meio da técnica Ultra Touch Natural Cotton Fiber, a empresa Bonded Logic, parceira da organização, reprocessa as fibras de algodão do jeans com soluções que deixam o tecido resistente ao fogo e ao bolor, utilizando o mínimo de produtos químicos. Para revestir uma casa média são necessárias 500 peças de jeans. Até agora, 180 residências foram beneficiadas. A meta é chegar logo a 300. O apelo inédito da Cotton seduziu também Barack Obama: o presidente norte-americano está entre as mais de 100 mil pessoas que doaram velhas calças jeans para a ONG. Em campanha realizada em agosto, com apoio da revista National Geographic Kids, foram arrecadadas, em apenas um dia, 33.088 calças. O mutirão entrou para o Guiness Book e, de quebra, tornou a idéia mundialmente conhecida.
Não jogar fora o que pode ser reaproveitado: isso é reciclar. Pense com seus botões.
ONG Cotton From Blue to Green: http://www.cottonfrombluetogreen.org/
Fonte: última página da revista Mag! – Especial nº 01, 2009, edição sobre Jeans (melhor do que muito livro sobre jeans...)

Hoje cedo, fui fazer uma entrevista de emprego (tinha sido selecionada com mais 4 pessoas pra um projeto bem bacana, salário quase o dobro do meu). Fui a primeira, estava confiante e mandei bem!
Já ia avisar o Cassius, meu chefe, que eu estava de mala feita... Mas, nem foi preciso. Cheguei na empresa, e ele me chamou pra um papo sério... E o desenlace eu não poderia prever... Fui promovida a estilista, ou melhor, fashion designer, com todos os direitos de mandar no modelista (agora ele vai ter que me engolir! ehehehe) e acertar os ponteiros com a chefe de produção!
A empresa vai pagar curso de modelagem do vestuário feminino, além de curso de planejamento e desenvolvimento de coleção! Agora sim!!!
Eu não sei qual santo que é mais forte, se o do meu chefe, que fez a proposta no dia certo, na hora certa, se o meu, que me manteve no caminho certo... Coisa do destino. ![]()
Estive na CasaCor Minas 2009 e vi umas carteiras e bolsas feitas com esses sacos de papel, reutilizados, claro, mas não lembro
o nome do estilista/fashion_designer/artista. Faziam par a roupas do Ronaldo Fraga, estavam no "quarto de vestir"... Enfim, mas era a mesma idéia da Heidi Rodriguez, cujo site mal tem texto, apenas imagens.

Fonte: http://iamher.net
Recebi esta mensagem três vezes de um leitor do blog. Confira:
I got this message three times from a Eticat reader. Check it out:
[jordan shoes] [turen08@yahoo.com]
So many people who is UGG Boots fans are talking about http://www.jordandi.com/]jordan shoes, they want to collect all Nike Shoes to show how professional they are.I don't know how many Nike Air there are and how much it need to prepare for all jordan shoes. All of understood that air jordans is not so cheap, hundreds of jordan shoes can make any air jordans fan who want to collect all http://www.nikempire.com/ nike shoes become poor. Also, there are so many ladies searching Air Jordan or UGGS to show they are really like UGG. The same situation happened at Silver Jewelry realm, such as ladies like buying Tiffany though it's costly, why the people always do this. Somebody can tell me how about this http://www.tiffanyhot.com]tiffany?
Answer: Hey Turen!
Your questions are really interesting. As you can see, people want luxury products, regardeless of how much they spent for it. Well, two weeks ago I met the ex-president of LVMH (Louis Vuitton Möet Henessy) group for Latin America, Carlos Ferreirinha. He is an expert in the new concept of luxury. In his opinion, people don't buy expensive products, but the sensation, the experience to be or to feel something else then what is in themselves. "Experiences supply desires", he said. Luxury goods handling signs - the same signs of human wills, of the society behavior. And, in my opinion, fashion is all about behavior. Expensive products exists because people want to buy the experience of power, health, wealth, love, freedom, peace, etc. Personally, I think this behavior is stupid, is alienating of the real essence in ourselves. People look out themselves, that is, look for products and its experiences. They should look into, intro. But, man, I'm a fashion designer, I can't tell all this things to everbody. In fact, I chose to work with ethical fashion, a broader concept that sustainable fashion, which is focused on a more conscious, human and natural way to behave, also to live. ![]()
Cópia? Coincidência? Releitura?
O fato é que estava organizando imagens de inverno e achei duas blusas muito parecidas...
Parece que a migração da inspiração anda na direção contrária... ![]()
Abaixo Forum Tufi Duek, SPFW, inverno 2008.

E, "tcharam!", blusa de Ashish, desfilada na London Fashion Week, fall 2009/2010.


ABOUT GLOBAL SOURCING MARKETPLACE ![]()
As a culmination of 2009’s Spotlight on Sourcing event series, the Ethical Fashion Forum (EFF) will be holding a two-day Ethical Sourcing Marketplace in London. The marketplace will bring together representatives of brands and retailers with manufacturers, suppliers and cooperatives working to high ethical standards.Invitations to attend and exhibit are extended internationally. The event will include a series of short seminars during the day introducing specific suppliers and products.
GOALS
To promote sustainable fashion practices, and facilitate sustainable sourcing amongst fashion professionals. This event aims to create a platform and opportunities for suppliers with exemplary practices. Ultimately, its goal is to reduce the environmental impact of the industry, support fair and equitable trade, and reduce poverty.This is a not for profit initiative and all income from participant fees is dedicated towards these goals.
PARTNERS
The Global Sourcing Marketplace is run in partnership with some of the most established global networks of suppliers and experts in the ethical, eco and fairtrade fashion fields, including the Fairtrade Foundation, the World Fair Trade Organisation, and the Textiles Environmen Design project at Chelsea College.
WHO IS THE GLOBAL SOURCING MARKETPLACE FOR?
The event will showcase suppliers both small and large and is designed for fashion industry professionals across the sector- from new entrepreneurs to representatives from large retailers and brands. Buy Your TicketStudents and graduates are welcomed on the saturday morning between 10.30 and 1pm, for which time discounted student tickets are available.
Buy Your Student Ticket
WHY ATTEND THE GLOBAL SOURCING MARKETPLACE?
The Global Sourcing Marketplace is the first and only international sourcing marketplace dedicated to ethical fashion. Exhibitors are drawn from several of the largest international ethical supplier networks, through the Ethical Fashion Forum, the World Fair Trade Organisation and the Fairtrade Foundation.
For the price of £20 you will be able to: Meet a range of suppliers, see and feel products
and discuss your needs face to face
Gain access to detailed information on exhibitors
through the Supplier Directory -quickly identify exhibitors
compatible with your work
Attend the series of short seminars during both days,
introducing new products and exemplary supply systems
Access one to one advice from leading ethical fashion
support organisations and initiatives
Network with other visitors and learn from others
experience, share ideas and make key contacts
SPACES ARE LIMITED SO DONT DELAYBUY A TICKET TO ATTENDREGISTER TO EXHIBIT
FASHION +
This event is a part of the EFF Fashion + project which is supported through a minigrant from the DFID Development Awareness Fund.
Resgates imagéticos de nossa cultura, encontrados em algum blog off-line... O cartaz do 1º desfile de moda brasileira + releitura de Vermeer!

Cartaz do primeiro desfile de moda brasileira Mappin, de 1952, por Roberto Sambonet.

Genial esse admirador do Vermeer!
Dá uma boa idéia pra um desfile de moda sustentável, não? Turbantes de sacolas plásticas! Rá! Sacolas embrulhando lixo? Cérebro de lixo... Ou, cabeça plastificada, vida artificial... Ou, o que é mais o nosso caso, tá com a sacolinha na cabeça, nos pensamentos sim, não na mão! Que imagem poderosa!!! Queria saber quem foi o gênio que fotografou isso!!!
Segundo consta na bíblia do projeto de produto, escrita pelo nosso "Jesus" (com todo respeito), o Baxter, uma boa equipe não implica somente em reunir as melhores qualidades de cada um, mas também os seus defeitos. Foi bom eu ler isso, porque eu só engulo sapo do modelista
- aliás, eu engulo é um brejo!
Mas o sujeito é pura competência e dedicação
, então, vou continuar sorrindo muda (mas pensando "ah, vai ... ... ..."
).
Ferramenta 23 - A equipe de projeto
A pesquisa de Meredith Belbin demonstrou que a equipe ideal é aquela que mistura diversas habilidades e tipos de personalidades. Baseado em um questionário, ele identificou as seguintes características de uma boa equipe.
Líder
/ ![]()
Trabalhador da empresa ![]()
Modelista ![]()
Desenhista/projetista ![]()
Pesquisador / Busca de informações ![]()
Avaliador / Responsável pelo acompanhamento ![]()
Participantes do grupo ![]()
Responsável pelo acabamento ![]()
Fonte: BAXTER, M. Projeto de produto: guia prático para o design de novos produtos. São Paulo: Blutcher, 2000.
Como proporcionar ao pequeno agricultor pobre um rendimento que lhe permita suprir suas necessidades fundamentais, preservar seu ambiente e estabelecer relações humanas com base em outros valores além dos preconizados pelo liberalismo no mundo todo?
Na primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em 1964, a idéia “Trade not Aid!” (“Comércio, não ajuda!”) dá origem ao comércio eqüitativo. Até então reservada a uma clientela de iniciados, a velha idéia de uma relação mais justa entre o Norte e o Sul popularizou-se junto a um público que poderíamos chamar, de bom grado, de “alterconsumidor”.
“Criado como comércio solidário”, recorda a socióloga Virginie Díaz Pedregal, “o comércio eqüitativo foi a princípio intensamente marcado pelo humanismo dos movimentos religiosos cristãos, bem como por uma concepção protestante da ética” [1]. De essência caritativa, mas influenciado, posteriormente, por uma abordagem política mais terceiro-mundista, o comércio solidário transforma-se em ato de oposição ao sistema capitalista. Torna-se, então, “alternativo”. Na medida em que “éramos e seremos sempre anticapitalistas, opostos aos transnacionais”, revela o padre-operário Frans van der Hoff, co-fundador, em 1988, da marca Max Havelaar [2]. No entanto, tragada pela onda neoliberal, a atitude “solidária”, depois “alternativa”, modificou-se na virada do século para se tornar um “comércio eqüitativo”, largamente despolitizado. “O momento não é mais de revolução, mas de reforma”, sublinha Díaz Pedregal. “O objetivo do movimento é aperfeiçoar o sistema liberal, modificando-o a partir de dentro.”
Presente em inúmeros países do Norte e principal promotora dessa transformação, a Max Havelaar encontra-se no centro de um amplo debate que remete o processo aos seus fundamentos históricos e políticos. De um lado, os defensores da mercantilização dos produtos eqüitativos. De outro, os incentivadores de um modelo que exige mais conteúdo social e ambiental ao longo de todo o processo produtivo, tanto no Sul como no Norte, fazendo, em segundo plano, uma interpelação sobre a questão essencial da distribuição das riquezas. Nesse sentido, o caso do algodão africano carimbado Max Havelaar – à parte as polêmicas que suscita – é emblemático da turbulência que atravessa o mundo do comércio eqüitativo.
Da retirada da França colonial – que permitiu a nacionalização das cadeias algodoeiras africanas em benefício dos Estados emancipados – às privatizações impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial (BM), levando, na verdade, à reapropriação de suas riquezas por poderosos oligopólios privados, o algodão é revelador de uma certa instrumentalização do comércio eqüitativo.
O rendimento do pequeno agricultor africano de algodão passou a ser ditado pelo mercado, onde operam poderosos grupos financeiros e agroalimentares, como a sociedade francesa Dagris (Desenvolvimento das Agroindústrias do Sul), detentora de um quase monopólio no setor algodoeiro da África Ocidental. Empresa até há pouco estatal, a Dagris está em processo de privatização. “A manutenção da Dagris na esfera do Estado colocava certas privatizações em risco de exclusão, e os Estados africanos são, com freqüência, contrários a que organismos majoritariamente públicos controlem as cadeias algodoeiras privatizadas”, explicou um relatório do Senado francês, altamente favorável a sua desnacionalização, em março de 2005 [3]. A partir daí, a vontade do grupo de oferecer vantajosos dividendos aos seus acionistas opôs-se à esperança do pequeno agricultor de receber uma justa remuneração. Para pôr fim a toda contestação, a Dagris voltou-se para o “comércio eqüitativo”: dos 240 mil pequenos agricultores de algodão produzindo para a sociedade, 3.280 foram selecionados para se beneficiar do sistema Max Havelaar [4].
Essa união trabalhista é contestada por Aminata Traoré, ex-ministra da Cultura do Mali: “O comércio eqüitativo faz parte das alternativas ao drama africano, contanto que a Max Havelaar não se envolva com a Dagris. A Dagris é parte do problema”. Mas outras considerações levaram à decisão da Max Havelaar. “Em 2003, a associação apresentava um déficit de 350 mil euros, além de 600 mil euros de dívidas e mais de 700 mil euros em impostos atrasados. A Max Havelaar França refez sua saúde financeira com a fibra têxtil”, constata a imprensa francesa [5]. De fato, a associação foi prontamente recompensada: recebeu 610 mil euros do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês e 500 mil euros do Centre pour le Développement de l’Entreprise (CDE). No total, mais de 1,7 milhão de euros, compreendidas aí todas as subvenções, só no ano de 2004 [6].
“Se o comércio eqüitativo é realmente uma causa de interesse geral, por que não é financiado pela Europa ou pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)?
Por que pelo ministério francês dos Negócios Estrangeiros?
”, questiona Michel Besson, diretor da associação Minga. Em todo caso, mal a parceria entre o truste algodoeiro e a Max Havelaar é selada, e a Dagris, na voz do seu presidente, lança-se, em artigo no Le Monde, em defesa das culturas geneticamente modificadas na África [7]. Um modo de produção muito lucrativo para as transnacionais da agroquímica, mas que tem por conseqüência imediata a eliminação do pequeno agricultor.
A rede McDonald’s, cujas práticas sociais violentas são notórias, oferece café eqüitativo “logotisado” [8] Max Havelaar. Da mesma maneira que a Starbucks, líder mundial do espresso-bar, com seus 7.500 pontos de venda divididos em 34 países, que a escritora Naomi Klein qualifica de “precursora na moderna arte do horário [de trabalho] flexível”. A Accor, cuja greve de camareiras deu no que falar durante longos meses, oferece café Max Havelaar no bar dos seus hotéis. A Nestlé, empresa mais boicotada pelos consumidores britânicos, também reivindica sua parceria com a Max Havelaar.
Portanto, não há mais obstáculos para que os produtos eqüitativos transponham o limiar da grande distribuição, cuja política de abastecimento, caracterizada pela procura de fornecedores em sociedades pobres, amplia as transferências maciças de empresas, acelera a insegurança social e a precariedade. “Em cada grande segmento de mercado, três ou quatro empresas internacionais fornecem sozinhas 80% da oferta vendida em hipermercados”, constatam os representantes da Coopernic, a segunda maior central de compras européia. Douwe Egberts, Kraft Jacobs Suchard, Nestlé, Procter & Gamble e Sara Lee compartilham o mercado do café. Um fenômeno de concentração que atinge igualmente o setor de distribuição.
Para os detratores da Max Havelaar, a aproximação dos gigantes da distribuição constituiria uma verdadeira ameaça. Eles querem pôr à prova as declarações do representante dos hipermercados Leclerc, no preciso momento em que vários sindicatos denunciavam a “feroz política anti-sindical” inspirada pela matriz às suas afiliadas: “O comércio eqüitativo constitui apenas um mercado emergente. Com os volumes, os fornecedores vão poder acabar com os custos de produção e assim poderemos aumentar nossas margens (sic)”. Com o lado humano (salários e proteção social) como variável de ajustamento?![]()
“Os diferentes tipos de distribuição não são necessariamente incompatíveis porque não convêm aos mesmos tipos de produtores: ao pequeno produtor, pequena loja, ao grande produtor, grande loja”, reconhece um comerciante de eqüitativo cujo faturamento cresceu 21 vezes em cinco anos [9]. Sob o impulso dos businessmen do charity-coffee, o comércio eqüitativo transformou-se em comércio do eqüitativo, fato lamentado pelo padre Frans van der Hoff: “A partir de 1990, passamos a nos preocupar com o rumo que tomava o movimento [Max Havelaar] em outros países [10]. Sua dimensão política foi aos poucos edulcorada, depois apagada”.
A rede de supermercados de descontos Lidl, por sua vez, beneficia-se da imagem tranqüilizadora da Max Havelaar, ao mesmo tempo, em que uma campanha sem precedentes acontece em toda a Europa, em torno do revelador Schwarz-Buch Lidl, ou “livro negro da Lidl”, que denuncia “as condições de trabalho, o clima de medo entre os funcionários e medidas repressivas insuportáveis” em suas lojas [11]. Mas, para a Max Havelaar Alemanha – que viu seu faturamento aumentar 50% e atingir os 110 milhões de euros desde que seus produtos aterrissaram nas gôndolas da rede de descontos –, as críticas feitas a respeito das distorções do comércio eqüitativo não seriam cabíveis.
McDonald’s, Starbucks, Accor, Nestlé, Dagris, Leclerc, Lidl... A experiência poderia ir ainda muito mais além se a Max Havelaar Suíça não tivesse decidido se separar de sua diretora geral, a ex-presidente da Fairtrade Labelling Organisations (FLO) [12]. Pouco antes de ser agraciada pelo muito liberal Fórum de Davos com o cobiçado título de Global Leader of Tomorrow (líder global do amanhã), Paola Ghillani havia introduzido a Max Havelaar nos setores de serviços, turismo, bancos, jóias, eletrônica e, até, de petróleo e diamantes [13].
“Para tratar diretamente com os produtores, a Max Havelaar não hesita em organizar o desaparecimento dos pequenos intermediários locais, esses vendedores que desempenham o papel de comerciantes ambulantes, aproveitando seus deslocamentos para levar mercadorias e medicamentos aos vilarejos mais afastados. Ela os leva à falência, por motivos financeiros e morais, conforme se alega. Na verdade, ela os faz desaparecer para tomar seu lugar”, revolta-se Anne Brochier, representante de uma pequena estrutura de apoio ao desenvolvimento. O 0,06 de euro que os coyotes (intermediários) recebiam no preço de um pacote de café foi substituído pelo 0,05 euro exigido pela Max Havelaar.
Outro tema de discussão é a questão legítima de saber quem paga pelo eqüitativo?
É o consumidor, obrigado a reparar os prejuízos sofridos pelo pequeno produtor rural. Culpabilizado por slogans publicitários operando no registro miserabilista, que tentam fazê-lo esquecer que esses são os mesmos torrefadores e distribuidores que, após terem explorado e mergulhado milhões de pequenos agricultores na miséria extrema, impondo-lhes preços reduzidos durante anos, voltam com cinismo ao local de seus crimes. Mal disfarçados sob suas novas máscaras eqüitativas, mas sempre etiquetadas made in sweat-shops.
Como o pequeno agricultor paga para receber um certificado em agricultura biológica, como os grandes distribuidores adquirem um direito de entrada para serem referenciados, os pequenos produtores pobres devem adquirir quase um “direito à referenciação” da FLO/Max Havelaar, esperam ser um pouco menos maltratados pelos que comprarão sua produção. Os honorários exigidos variam de uma cooperativa para outra, em função do número de pequenos agricultores e do número de funcionários. Embora os mais pobres – trabalhadores sazonais, diaristas, sem-terra e outros em igual precariedade – tenham sido excluídos do âmbito do eqüitativo pelo sistema. O preço de compra dos produtores de café foi fixado de uma vez por todas, em 1998, pela FLO/Max Havelaar: 0,76 euro a libra para o Robusta e 0,88 euro para o Arábica, independentemente do preço com que é vendido ao consumidor final.
Os detratores do sistema ressaltam ainda a ausência de compromisso dos operadores, em termos de volumes. A cooperativa de agricultores de fato não compra nada além de esperança e uma imagem facilitadora. Fica a seu encargo encontrar seus próprios mercados, eqüitativos ou não. Portanto, as empresas que assumem suas pretensas boas práticas podem decidir entre o eqüitativo, apenas um pouco mais caro, mas permitindo transmitir a idéia de “responsável”, e a cotação do mercado mundial, que lhes garante armazenar lucros substanciais. Quanto de eqüidade há no eqüitativo?
Em média, um pouco mais de 4 euros mensais por pequeno produtor, de acordo com os números da Max Havelaar, dos quais devem ser deduzidas as despesas com cooperativas, transportes locais e alfândegas.
Vinte anos após a criação da Max Havelaar, a constatação de Frans van der Hoff é amarga: “No plano econômico, estamos um pouco melhor do que em 1988. Mas a nossa situação continua muito precária. Nossos produtores de café [eqüitativo] ganham, em média, 2,18 euros por dia – menos que o mínimo legal de 3,28 euros no México” (esse mesmo muito baixo).
“Quando a Rica Lewis se vangloria das virtudes eqüitativas dos jeans que fabrica, esquece-se de que apenas o algodão vem com o selo. A Malongo [café Max Havelaar] também faz o não eqüitativo, a abordagem não está completa. É marketing”, reconhece Michel Edouard Leclerc. Apenas o algodão proveniente de Camarões (tecido na Itália), que tem servido à sua fabricação (na Tunísia), merece a denominação “eqüitativo”. “A FLO-Cert garante a rastreabilidade e conformidade do jeans fabricado de acordo com as regras estabelecidas pela Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, afirma Rica Lewis. Como se o eqüitativo se resumisse, unicamente, ao respeito a essas regras mais do que mínimas.
No estado atual, nenhum selo, nenhuma regulamentação trazem garantias oficiais aos consumidores de eqüitativo, que devem confiar nos atores do setor. O termo “selo” pode ser utilizado apenas sob a condição de atender a uma exigência tripla: dispor de um caderno de encargos sujeito a controles independentes, certificados por um organismo que seja ele próprio independente e aceito pelos poderes públicos. Nenhuma organização do comércio eqüitativo atende a essas exigências atualmente.
Os grandes beneficiários da engenharia atual são, sobretudo, as estruturas de auditoria e os intermediários da certificação, junto com as transnacionais de agroalimentos, torrefação e distribuição. Para elas, sem nenhum custo de fato, dado que se contentam em pagar um pouco mais caro uma quantidade ínfima de matérias-primas, supostamente eqüitativas, que elas logo repassam superfaturadas a consumidores em busca de eqüidade. Na ausência de uma regulamentação que os defina e codifique o seu conteúdo, a fragilidade dos controles que garantem o comércio eqüitativo se presta igualmente a toda sorte de controvérsias. Controlando 55 atores entre os mais representativos do setor, a Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão a Fraudes (DGCCRF) observou dezessete procedimentos diferentes, alguns dos quais se caracterizam pela ausência de cadernos de encargos, até mesmo de traçabilidade.
Na falta de inspetores em número suficiente, o sistema leva os pequenos produtores rurais a se agrupar em cooperativas e essas em uniões de cooperativas. Dispondo apenas de dois inspetores independentes para todo o México, um único para os outros países, a FLO-Cert consegue controlar apenas as cooperativas de cooperativas, o que afasta um pouco mais os inspetores daqueles que eles devem controlar.
“A Federação Artesãos do Mundo deve se distinguir dos operadores comerciais que não têm objetivos de educação ou de transformação econômica e para os quais o produto eqüitativo vem antes da cadeia eqüitativa”, apregoa a sua presidente, Carole Reynaud-Paligot. Como Minga e Nature & Progrès, ela preconiza uma garantia baseada na parceria, auto-avaliação e avaliação cruzada.
Com muito espaço na mídia, dispondo de meios financeiros sem medida comum com os da concorrência, a Max Havelaar encontra-se inevitavelmente sob o bombardeio da contestação. Embora seus concorrentes sejam menores, menos cobertos pela mídia e, por conseguinte, menos expostos, e não tendo cometido a imprudência de se pretender um “selo” — coisa que não são, tanto quanto ela —, não estão isentos de toda crítica.
Gostaríamos de acreditar que o comércio eqüitativo é o mais adequado para estancar a dominação exponencial desses que Jean Ziegler chama de “os novos mestres do mundo”, mas será que jogar um pacote de café dito eqüitativo no topo de um carrinho transbordando de produtos não eqüitativos, fabricados cada vez mais por trabalhadores semi-escravos nos porões do Terceiro Mundo, é suficiente para satisfazer a demanda por ética de cidadãos cada vez mais conscientes?![]()
Os desvios, abusos e excessos cometidos em seu nome poderiam levar à rejeição da idéia de um verdadeiro procedimento eqüitativo. A cada dia, o consumidor vota por um modelo de sociedade produtivista, intensiva, poluente e desumanizada ou por um tipo de produção respeitosa ao ser humano, animais e meio ambiente. Por toda parte, vozes se erguem exigindo um verdadeiro comércio eqüitativo, livre da influência dos manipuladores da comunicação e do marketing. Os “alterconsumidores” já representariam de 15% a 25% da população [14].
“No Japão, 25% dos lares estão engajados no movimento das cooperativas de consumidores, das quais fazem parte as famosas Teikei [15], inspiradoras das Amap — associações para a manutenção da pequena agricultura — francesas”, explica o jornalista Noriko Hanyu. Esses modelos não recorrem à publicidade, não ostentam nenhum logo, muito menos selo, no entanto, inclinam-se ao que poderia ser um verdadeiro comércio eqüitativo.
Duas lógicas são confrontadas nessa paisagem atormentada. A da marca Max Havelaar e seus parceiros comerciais, caracterizada pelo tratamento de significativos volumes de produtos de nicho e de exportação (café, chá, cacau etc.), em detrimento, muitas vezes, dos cultivos domésticos e da soberania alimentar das populações locais. A de redes do tipo Nature & Progrès, Artisans du Monde ou Minga, que acompanham milhares de simpatizantes/militantes, posicionando-se firmemente segundo uma abordagem de cadeias produtivas [16], de transferência de lugar de atividades e de generalização de trocas verdadeiramente eqüitativas, tanto no Norte quanto no Sul.
Somente um quadro universal, que se imponha como a norma, permitirá subordinar, definitivamente, o comércio e a economia à dimensão humana. Quando surgirá uma organização mundial do cidadão e do meio ambiente?![]()
"Estamos no bom caminho"
Em resposta ao artigo “Ambigüidades do comércio equitativo”, de Christian Jacquiau (Le Monde Diplomatique, setembro de 2007), Jean-Pierre Doussin, presidente da Max Havelaar França, enviou a seguinte resposta
[1] Pedregal, Virginie Diaz. Le Commerce équitable dans la France contemporaine. Paris, L’Harmattan, 2007.
[2] Entrevista de Frans van der Hoff e Christian Jacquiau para a revista Imagine demain le monde. Bruxelas, mar. 2007.
[4] Três associações de Camarões, cinco de Mali e quatro do Senegal, todas certificadas pela Max Havelaar, reúnem, respectivamente, 1.700, 1.100 e 480 produtores de algodão.
[5] Prissette, Nicolas. “Les dessous du coton ‘équitable’”, Le Journal du dimanche, Paris, 6 mar. 2005, entre outros.
[6] As diversas subvenções atribuídas à Max Havelaar na França atingiram 449.998 euros em 2000, 513.895 euros em 2001, 475.382 euros em 2002, 457.031 euros em 2003, 1.713.923 euros em 2004 e 1.115.966 euros em 2005 (os números de 2006 ainda não foram divulgados).
[7] Gilles Peltier, “Avec les OGM, réduire la fracture agricole mondiale”, Le Monde, 3 fev. 2005.
[8] Não se pode utilizar o termo “selo” para designar a Max Havelaar, que, ao contrário do que costuma propagandear, não é selo nenhum.
[9] Tristan Lecomte (sociedade anônima AlterEco), em Blanc, Jean-Pierre, Bréaud, Ondine, e Massia, Pierre. Commerce équitable et café rébellion ou nécessaire évolution? Paris, L’Harmattan, 2003, citado por Virginie Diaz Pedregal no Le Commerce équitable dans la France contemporaine, op. cit.
[10] A marca Max Havelaar está presente em vinte países ditos “do Norte”.
[11] Publicado por iniciativa do sindicato alemão de serviços Verdi. Ver
[12] A FLO agrupa as iniciativas nacionais da Max Havelaar, portadoras de marcas comerciais diferentes conforme o país: Max Havelaar, Fairtrade, Transfair ou ainda Rattuisemarkt.
[13] Wermus, Daniel, “Les dessous du divorce entre Max Havelaar et Paola Ghillani”, La Liberté, Genebra, 6 abr. 2005.
[14] Lauer, Stéphane, “La distribution est désemparée face aux alterconsommateurs”, Le Monde, 15 jul. 2004.
[15] Os lingüistas traduzem a palavra Teikei como “pôr o rosto do camponês nos alimentos”, para designar o tipo de relação direta entre o “produtor-cidadão” e o “cidadão-consumidor”.
[16] Do produtor ao consumidor, passando pelos exportadores, importadores, transformadores, condicionadores e transportadores, até chegar ao comerciante. Sem esquecer, em cada etapa, dos respectivos empregados.
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Ontem conheci o professor que vai somar força (orientar) a esse meu projeto, eu diria que projeto de vida, de "design de produto de moda ética". Se for conforme a vontade de Deus ou algum equivalente
, vai dar certa essa minha vontade de engatar logo o mestrado na UFMG na sequencia da faculdade. Foi muito bom ter encontrado esse cara, a pessoa certa na hora certa, sem dúvidas. Parafraseando o poeta no "Samba da bênção", "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". Este é um encontro.
Foi íncrivel ter me deparado com uma pessoa humana, coisa tão rara em tempos líquidos, ainda mais na minha vida líquida e cheia de gente líquida, pra gastar um conceito do Bauman...
De tudo o que a gente conversou a respeito de sustentabilidade e moda ética, etc., o que ficou mesmo na minha cabeça, gravado que nem litografia, foi uma opinião dele contrária ao que vem sendo formatado na minha cabeça pelos professores da Escola de Design da UEMG. Segundo ele: "o processo deve seguir o produto, e não o produto deve seguir o processo". Em moda, isso acontece pra mim lá na empresa: o modelista e a chefe de produção me permitem criar sem restrições (exceto alguns custos de beneficiamento, tecidos e aviamentos, que não posso extrapolar); deixa que eles se virem pra fazer o desenho e a idéia do desenho materializarem-se em roupa. Bom, sorte deles eu não ser nenhum Yohji Yamamoto, né! ehehe ![]()
Lattes_Eduardo Romeiro Filho: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4728492H7
Depto. de Engenharia de Produção UFMG: http://www.dep.ufmg.br/professores/romeiro/index.html
E tem ainda mais uma porrada de artigos e orientações que o Google só informa, mas a página tá desatualizada. Depois eu peço pro prof.:
